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Ambientalistas contra o progresso

Aristóteles Drummond 

Uma verdadeira chantagem vem procurando intimidar a sociedade mais responsável do Brasil a um justo protesto contra investidas contra o progresso, a propriedade privada e o investimento produtivo, em nome da defesa do meio ambiente.

A ministra Marina Silva, que antes de se mudar para São Paulo e obter o atual mandato de deputada federal, é originária de uma região muito pobre, o Estado do Acre. Portanto, deveria saber que poluição maior é a miséria, a fome, a falta de emprego e renda. E que o desrespeito às boas práticas ocorre normalmente em áreas públicas, seja na Amazônia, nas encostas das cidades ou na margem das estradas e rios. A ausência do poder público leva ao abandono, ao uso perigoso do solo, por vezes com ocorrências fatais.

A área ambiental, por vezes com amparo na intervenção do Judiciário na vida nacional, vem barrando projetos de efetiva proteção ambiental. Caso recente na Bahia, em que o governo estadual do PT aprovou belo projeto de empreendimento para mercado nacional e internacional de alta renda, ocupando menos de 5% da área, na Ilha de Boipeba, que proporciona bons empregos e protege de invasões e mau uso. A área tem titulagem de quase dois séculos. E há o absurdo da exploração da presença entre os acionistas do empreendimento do Sr. José Roberto Marinho, diretor do Grupo Globo. Ocorre que o empresário é mais conhecido como ambientalista, tema caro às empresas de que participa. Jamais investiria em negócio que afrontasse o maio ambiente.

No Estado do Rio, outra gestão do PT, em Maricá, aprovou projeto que dobra a ocupação hoteleira da costa fluminense, gerando emprego e renda, que vem sendo questionado. Um absurdo total. E a intromissão de um Juiz na questão da Tirolesa no Pão de Açucar , importante atração turistica que não agride o meio ambiente.

O delírio irresponsável, tolerado pelo governo e parte da sociedade, vai ao cúmulo da questão do veto do Ibama ao projeto de estudos da Petrobras na costa do Amapá, a 160 km da costa e a 500 km da foz do Amazonas. O ato, que poderia representar a redenção da sofrida população do Amapá, provocou, inclusive, a saída do senador Randolfe Rodrigues do partido da equivocada ministra de Lula.

Qual a cobrança da ministra e do Ibama na desocupação das populações carentes em áreas de risco, como as de São Sebastião, palco de recente tragédia? E os rios poluídos pela ocupação de suas margens nas imediações dos grandes centros, como na Baixada Fluminense? São perdas de vidas que se repetem, inclusive nestes quase 15 anos de PT no governo. Empreendimento de luxo não pode, mas construção irregular que coloca em risco ou custa vidas de sofridos brasileiros pode.

No entanto, a parte da sociedade alienada que aprecia opinar sobre o assunto combateu os quatro anos de gestão do ministro Ricardo Salles, que teve políticas de conciliar a proteção ambiental com a qualidade de vida das populações locais e o papel da livre empresa como coadjuvante na saudável preservação. 

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