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Amar é a capacidade de deixar ir…

O filho de Maria estava em casa de férias da Universidade. Sentia-se cansado e estava pálido. Perdera a vitalidade. Preocupada, ela o levou ao médico, que diagnosticou uma forma rara de câncer. Incurável. Quando Maria soube o diagnóstico, ela subiu os degraus da entrada de sua casa, abriu a porta com violência e gritou com todas as suas forças. Revoltada, correu de quarto em quarto abrindo as janelas com ímpeto e dando socos no ar. O marido tentou acalmá-la, sem resultado. Ela precisou de toda a sua raiva, força de vontade e energia para atravessar os quatorze meses que se seguiram. Tudo foi tentado. Em vão. O câncer avançou com fúria, transformando o filho numa sombra de si mesmo, até que, finalmente, ele morreu nos braços da mãe.Tinha apenas vinte anos. Todo aquele amor materno não fora capaz de lhe impedir a morte. Maria sentiu que sua vida se fora com o filho.

Passou vários meses entorpecida. Inconsolável. Cerca de dois anos mais tarde, Maria foi com seu irmão a uma casa racionalista cristã. Assim que adentrou o salão, ela se sentou. De repente, a dor que estava congelada em seu coração encontrou lenitivo na limpeza psíquica que fortalece e revigora. Com lágrimas descendo pelo rosto, ela sentiu sair todo sentimento negativo que lhe ia na alma. Ela precisava de orientação espiritual, precisava deixar partir aquele que lhe fora em vida física, um querido filho. Terminada a reunião, virou-se de costas e saiu do local. Dois dias depois, enquanto dirigia para o trabalho, ela se surpreendeu cantarolando.

Com a certeza de que seu filho estava bem, que fora encaminhado para o seu mundo astral, seu coração se acalmou e ela recobrou a tranquilidade. Por mais terrível que te apresente a situação, segue adiante. Vão-se umas pessoas. Outras chegam. Não te amargures com as que partem. Não te entusiasmes com as que chegam. As pessoas passam como veículos vivos: têm um planejamento astral e não as podes deter. Por isso, não desejes reter ao teu lado quem já cumpriu seus deveres. Permite-lhe a libertação. E se a dor da saudade te parecer intensa, lembra-te de irradiar e se fortalecer através da prática dos princípios racionalistas cristãos. 

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