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ABORDAGEM HISTÓRICA SOBRE O PORVIR (l)

Bosco Jackmonth*                                                                                                                                

Eis o tema assinado pelo mesmo autor que esta estação de escritos semanais ora reservou desta feita, em seguida a “Sapiens: Uma breve história da humanidade”. Natural de Israel e autor daquele estrondoso best-seller Yuval Harari volta a combinar agora ciência, história e filosofia neste “Homo Deus: Uma breve história do Amanhã”. Sustenta de saída que hoje a principal fonte de riqueza é o conhecimento, discorrendo para entender quem somos e descobrir para onde vamos. Sempre com um olhar no passado e nas nossas origens, Harari investiga o futuro da humanidade em busca de uma resposta tão difícil quanto essencial: qual será nosso destino na Terra?  

Relata a, princípio, que os sinais são animadores. Combatendo a fome depois de séculos, estamos vivendo um momento único em que ainda que aquela não tenha sido completamente erradicada, morre-se hoje mais de obesidade do que de inanição. Igualmente, a guerra, ainda embora exista, mata nos tempos atuais apena uma fração do que matou até o século XX. Sucede, dado o avanço da genética, teremos humanos cada vez mais saudáveis, restando uma expectativa de vida, sempre maior. Sustentam algumas previsões, que a própria ideia de morte pode estar com os dias contados.

Contudo, quais são as implicâncias éticas dessas mudanças? Por exemplo, o que significa o fim da fome, se levarmos em conta a brutalidade com que tratamos milhões de animais para nos servirem de alimentação? Cabe considerar se as modificações genéticas estarão disponíveis para toda a população, ou contaremos com uma elite biológica capaz de feitos impossíveis aos demais? Sabe, o que representa a existência de uma inteligência artificial que gerencie aspectos cada vez mais relevantes da vida e da sociedade?

Segue, a partir de uma visão absolutamente original de nossa história, o estudioso responde a essas perguntas combinando pesquisas de ponta e os mais recentes avanços científicos à sua conhecida capacidade de observar o passado de uma maneira inteiramente nova. Assim, descobrir os próximos passos da evolução humana será também redescobrir quem fomos e que caminhos tomamos para chegar até aqui.         

Em certa altura Harari abre espaço para se debruçar sobre a figura dos algoritmos, chegando a indagar que num mundo dominado por tais, até que ponto o livre-arbítrio será importante para as futuras gerações? Relata que em datas recentes, cientistas das biociências demonstraram que emoções não são algum fenômeno espiritual misterioso que é útil somente para quem escreve poesias e compõem sinfonias. Sim, leciona, emoções são algoritmos bioquímicos vitais para a sobrevivência e a reprodução de todos os mamíferos. O que quer dizer com isso? 

Bem, comecemos por explicar O que é um algoritmo. É de grande conceito a abordagem não apenas porque vai aparecer em muitos dos capítulos seguintes, mas também porque o século XXI será dominado por algoritmos. Sucede, “Algoritimo” é indiscutivelmente o conceito singular mais importante em nosso mundo. Dá-se que se quisermos interpretar nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo o esforço para compreender o que é um algoritmo o como eles, digamos, estão ligados a emoções.

Por fim, elucida. Um algoritmo é um conjunto metódico de passos que pode ser usado na realização de cálculos, na resolução de problemas e na tomada de decisões. Não se trata de um cálculo específico, mas do método empregado quando se fazem cálculos. Nisso, dá um exemplo simplório… quando se quer calcular a média entre dois números, pode-se usar um algoritmo simples. O algoritmo estabelece: “Primeiro passo: obtenha a soma de dois números. Segundo passo: divida a soma por 2”. Se for com relação aos números 4 e 8, por exemplo, o resultado é 6. Com 117 e 231, o resultado e 174. E assim por diante, podendo-se seguir o algoritmo dezenas de vezes, permanecendo o mesmo resultado. (Continua).    

 Advogado de empresas (OAB/AM 436). Ex-funcionário do Banco do Brasil, nomeado como Fiscal Cambial junto a agências bancárias locais, comissionado a ordem do Banco Central. Cursou Contabilidade, Comunicação Social e lecionou História. 

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