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A realidade que se impõe

Nilson Pimentel (*)

Para surpresa de muitos, as autoridades ambientais do Amazonas, Semmas, Sema, Ipaam irão continuar com a permissão daqueles monstrengos que poluem a bacia hidrográfica do rio Tarumã-Açú, transformando aquele belo e último cenário natural da cidade de Manaus em favela de flutuantes? Até quando? Será que acham bonito aquilo lá? Por favor, ajam antes que seja tarde! Manaus Turística precisa preservar esse último manancial hidrográfico sem poluição!

O Brasil encontra-se em pleno ano eleitoral de eleições municipais gerais e, como todos sabem haverá aumento de gastos públicos nas três esferas de governos, inclusive em Marketing e Propaganda indevidas, como essa sobre o tal anel viário “rapidão” nos arredores de Manaus. Será pelo fato de não uso/utilização do mesmo?

No cenário econômico, o dólar vem aumentando gradativamente, em altas e baixas consecutivas, alcançando seu maior valor desde 23 de março de 2023, auge da crise de Lula com a direção do Banco Central, uma vez que a moeda americana já acumula em 2024, alta de 8,6%, o valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, refere-se ao dólar comercial, sendo que em 25/4/2024 a taxas de câmbio do Dólar é de R$5,15, e funciona como “âncora cambial”, ou seja, é referência para as moedas dos países basearem seu valor. Sua alta ou baixa é como um reflexo de como anda a economia dos principais países pelo mundo. Sempre que haja aumento na taxa cambial, os investimentos nas Bolsas de Valores caem.

A mudança da meta de superávit primário para 2025 e 2026 anunciada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento que passam a zero e 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), respectivamente, reforçam as desconfianças sobre a intenção do governo Lula em trabalhar pela consolidação fiscal e estabilidade da dívida pública como aponta o IBRE/FGV. Como declara o professor-pesquisador Bráulio Borges do CPFO  (Centro de Política Fiscal e Orçamento) do IBRE, que considera que essa postergação da busca por superávit, com a manutenção para 2025 da mesma meta de 2024, “levanta sérias dúvidas do compromisso do governo Lula de buscar alguma consolidação fiscal para a economia brasileira”. “A promessa de iniciar uma ainda que tênue consolidação fiscal só a partir de 2026, sob um contexto ainda abaixo do necessário para estabilizar a dívida pública é uma sinalização ruim, e arranha a credibilidade da Política Fiscal e Econômica do governo e poderá ter repercussões negativas na Política Monetária afetando diversos canais”.

Desconfianças e temores sobre as contas públicas ajudam a desvalorizar o real. Em 15/4/2024, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o governo vai propor um valor para o salário mínimo de R$ 1.502 em 2025, além da meta de déficit zero. A nova meta representa um afrouxamento em relação à indicação dada em 2023 de que o governo federal buscaria um superávit de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025. 

O mercado reagiu com frustração com esse afrouxamento da meta fiscal, embora já esperado pelos investidores, começa a destravar uma percepção de que o governo federal estaria disposto a incorrer em revisões de meta para não ver os gastos públicos ser prejudicados, à vez de controlar esses gastos, de acordo com a análise da Empiricus Research.

Por sua vez, a presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), questiona com forte reação, que os novos objetivos são realistas e não demonstram desestabilização ou falta de previsibilidade do governo Lula, com mudanças de meta, quando em outros governos nos nossos governos do PT, nunca houve nenhum problema com isso.

Já olhando o consumo, o preço médio da cesta de consumo básica de alimentos no mês de março/24 aumentou em relação ao mês anterior em cinco das oito capitais analisadas mensalmente pela plataforma Cesta de Consumo da HORUS&FGV/IBRE. 
As cidades que registraram as maiores altas foram Salvador e Fortaleza, com variação de 3,5% e 3,0%, respectivamente. Já São Paulo e Manaus, foram às cidades em que houve um recuo nos preços médios, da ordem de -1,6% e -0,6%, respectivamente.

A cesta de consumo básica mais cara continua sendo a do Rio de Janeiro (R$ 1.004,10), seguida por São Paulo (R$ 894,52) e Brasília (R$ 838,57). Em contrapartida, Belo Horizonte (R$ 683,68), Manaus (R$ 702,68), e Curitiba (R$ 792,14) foram as cidades que apresentaram os menores custos de aquisição. Dos 18 gêneros alimentícios da cesta básica, itens como ovos, leite UHT, frango, café em pó e em grãos registraram alta de preços na maior parte das capitais abrangidas pela pesquisa.

O aumento no preço do frango e dos ovos de galinha, em parte, foi ocasionado pela baixa oferta no setor de avicultura, que tem sido sistematicamente impactado pelas adversidades climáticas. Tais instabilidades afetam o bem-estar das aves, interferindo, inclusive, no ganho de peso e na produção de ovos. Além disso, o início do ano letivo escolar, associado ao período quaresmal, estimulou a demanda pelos produtos de granja, fato esse que culminou com a majoração dos preços. 

Cidadãos brasileiros, uni-vos! Estejamos conscientes e de olhos atentos para as mudanças que ainda advirão!!!(*) Economista, Engenheiro, Administrador, Mestre em Economia, Doutor em Economia, Pesquisador Sênior, Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]

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