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A força do autoconhecimento

O que irrita você? O que faz você perder o ânimo? O que resgata seu entusiasmo? O que você não tolera? O que desperta sua energia? 

Algumas pessoas têm uma maior dificuldade em olhar para si, em estar em silêncio consigo e dar espaço aos pensamentos e questionamentos, por isso acabam perdendo-se, vivendo como se não houvesse direção.

Saber quais fatores mobilizam suas mais profundas alegrias e tristeza, raiva e amor, coragem e medo são compreensões importantíssimas para que você lide melhor com você mesmo, com seus resultados e objetivos, bem como com todas as pessoas ao seu redor. 

Você tem consciência de que suas relações e reações estão diretamente relacionadas aos seus pensamentos e sentimentos que muitas vezes inconscientes fazem você fazer o que não gostaria ou distancia você do que tanto gostaria de realizar? 

Quando você descobre e desvenda quem você é em suas mais profundas programações, conseguirá transformar os seus padrões negativos de reações em padrões positivos de ações, adaptando-se a nova forma de agir que leve a outros caminhos, antes não obtidos pela repetição inconsciente da forma de se comportar. 

Mesmo os mais habituais comportamentos podem ser modificados, afinal, o ser humano é um ser a que tudo se habitua, esta frase que foi proferida por Fiodor Dostoiévski mostra algo que comumente esquecemos: nós somos seres adaptáveis.

Por sermos seres adaptáveis, podemos descobrir nossos limites, nossas forças e fraquezas e trabalharmos para as mudanças que precisam acontecer. 

Para que o autoconhecimento seja eficaz, é preciso que antes de tudo seja pautado em observar a si mesmo e através do observar e conhecer a si reconhecermos nossos valores, crenças, medos, angústias, alegrias, motivações.

É através dessa observância que encontramos a felicidade genuína no propósito de vida, pois nos conectamos com uma essência que nos guia. Posso sugerir formas e atitudes que podem ajudar neste caminho de autodescoberta, como:

  • Meditação: Meditar auxilia para que o conhecimento próprio seja mais evidente, assim, o ser que medita vai tomando consciência das próprias atitudes diante da vida e suas inquietações. Procure meditações guiadas e você descobrirá um caminho interessante de tranquilidade e paz.
  • Questionamentos: Alguns atos são impensados e comportamentos são replicados ao longo da vida, sem que o indivíduo perceba o motivo daquilo; questionar as motivações que levaram a tomar atitudes, agir de determinada maneira em alguns momentos, fazem com que em um outra circunstância o comportamento diante daquela realidade mude e a impulsividade passe a se esvair. 
  • Significado: Questionar os comportamentos é também entender seus significados, questione-se sempre qual o significado daquele momento ou daquela atitude, se for um hábito, questione-se o simbolismo dele para que tenha se tornado hábito. Se ele for negativo ou destrutivo, questione-se quais sensações ele traz em curto prazo e quais benefícios traria em longo prazo se fosse abandonado.
  • Contemplação: Observar não somente a si, mas as pessoas, a natureza, os movimentos, sem julgamento, sem balbuciar qualquer reação e deixar-se penetrar pela realidade é uma forma de entender um pouco de como reagimos ao mundo e como estamos acelerados demais e sequer percebemos quais são nossos próprios gostos.
  • Silêncio: O silêncio é uma das coisas mais difíceis ao ser humano, porque somos seres sociáveis, portanto, queremos o tempo todo nos comunicar, seja através das palavras ou das atitudes, acontece que barulho demais desordena a nossa mente e faz com que fiquemos cada vez mais distantes da realidade das nossas vidas. Experimente silenciar por alguns momentos e perceba que a resposta está dentro e não fora.
  •  Exame de consciência: Ao fim do dia, antes de dormir, faça-se três questionamentos: O que eu fiz bem hoje? O que eu fiz mal hoje? O que eu poderia fazer melhor?

Perceba as respostas, anote-as e queira mudá-las se prejudiciais. Um dia após o outro, pouco a pouco, a melhora é um progresso. É importante tomar atitude diante da própria vida, mas é importante querer tomar consciência dos atos. O autoconhecimento só será inteiramente eficaz quando não houver amarras do “eu”, quando o primeiro passo dado for contra as próprias más vontades e impulsos.

Chesterton, filósofo inglês, diz: “Só uma coisa morta segue a correnteza, é preciso estar vivo para contrariá-la”. Espero que você lute contra a correnteza da vida todos os dias e cresça em busca do amadurecimento e força pessoal.

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