A biotecnologia e o Amazonas I

Heal the world …. make it a better place… Não a Guerra!!! Muitos profissionais que trabalham há tempos com programas, projetos, ações e em estudos na academia, como os economistas pesquisadores do CEA (Centro de Economia da Amazônia) ressaltam que o aproveitamento dos abundantes potenciais recursos naturais existentes na Amazônia deverá ser o começo do modelo de  (DER) Desenvolvimento Econômico Regional endógeno, como matriz econômica notadamente voltada à criação de cadeias de valor para os produtos daí resultantes, com base nas tecnologias e conhecimentos da Biotecnologia. Como se entende, a biotecnologia, cujo insumo básico são os conhecimentos científicos tecnológicos, os quais em locais produtivos específicos, podem transformar em bens e serviços econômicos de maior relevância para a humanidade, tendo naqueles a chave para um novo desenvolvimento econômico para o século XXI, do Amazonas. De uma certa forma, como ressaltam o pessoal do CEA, os segmentos industriais, tais como; o alimentar, a farmacêutica, a bioquímica, dentre outros, poderão em convergência agregada romper as barreiras, os paradigmas da indústria tradicional, resultando em maior ramo industrial – a BioIndústria do século XXI. Muito se tem especulado sobre esse Tema e alguns experimentos se tem feito no âmbito regional aqui no Amazonas, como o artesanato regional, as produtoras de simples fitoterápicos, de fitocosméticos, alguns aproveitamentos de frutos, peixes, algumas ações extrativas e coletivistas, dentre tantas, mas nada ou pouco na lógica racional da economia na biotecnologia. Há uma certa demanda, ainda mal delimitada no mercado, para produtos com mais agregação de valor, oriundos da biotecnologia da Amazônia, identificado no esforço de empreendedores desse segmento para certificar bioprodutos e comercializar, de um lado, alguma resistência de certos países em aceitar bioprodutos oriundos da floresta amazônica, de outro, OGN’s (Organização não governamental) tidas como defensoras da rain forest. Sem os contratempos dos parcos  investimentos oficiais em P&D (pesquisa e desenvolvimento) tão necessários à exploração tecnológica desse mercado avançado e crescente. Sem embargo de outras abordagens, é realidade que os grandes laboratórios empresariais do segmento se encontram no hemisfério norte ( Estados Unidos, Europa, Ásia), enquanto, a maioria dos recursos naturais essenciais (domínio dos biomas, da biodiversidade amazonense, registros e patenteamento de recursos e bioprodutos) para se concretizar a revolução biotecnológica estão nas regiões tropicais, no hemisfério sul. Isto se torna um tremendo desafio, não somente econômico mas político. Para o pessoal do CEA, aí está o relevante valor e importância da Amazônia para o mundo (riquezas potenciais – mercados da ciência, saúde, ecossistemas, biodiversidade, solo e sub-solo, sistema de águas sistema climático, resultantes em bioprodutos, dentre tantos fatores) nesse amplo espectro da biotecnologia. Então, a Amazônia é um imenso locus economicus para negócios da indústria de biotecnologia mundial. Com essa visão econômica de futuro que os pesquisadores do CEA descortinam um “modelo” de matriz econômica para a Amazônia e para o Amazonas, entre diversas oportunidades propulsoras do desenvolvimento econômica regional endógena. Aqui no Amazonas, se tem as instituições regionais de pesquisas (UFAM, UEA, INPA, EMBRAPA), que já trabalham nessa área. Entretanto, o que a sociedade amazonense assiste desde 1997, o Programa Brasileiro de Ecologia Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade da Amazônia (Probem/Amazônia) o qual envolveu a comunidade científica, o setor privado, o governo federal e os governos estaduais da região amazônica, tendo como principal projeto a criação e instalação do CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia), prometendo e sendo planejado para ser a mais avançada e inovadora Instituição de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) dessa natureza, fora do hemisfério norte. Atualmente, se tem uma instituição paralisada por falta de comprometimento na governança pública, que compromete o desenvolvimento econômico de uma imensa região, com a maior biodiversidade da Terra. Para o pessoal do CEA, os bioprodutos oriundos da biotecnologia moderna poderão resultar em escala produtiva às indústrias que  utilizem, na racionalidade econômica, os recursos da biodiversidade, e ainda fortalecer para que os amazônidas sejam os verdadeiros guardiões dessa imensa biodiversidade amazônica

Compartilhe:​

Qual sua opinião? Deixe seu comentário