22 de julho de 2024
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41ª Lei das 48 Leis do poder

Carlos Silva

Escrevo este artigo em um sábado, quente, como é a nossa Manaus, com ou sem mudança climática e outras intercorrências que interferem na natureza. Hoje, almoçando com o meu caçula, ele me disse algo que me fez refletir: “Pai, não quero herança. Gaste seu dinheiro com você mesmo, pois você lutou a vida toda para ter, e não se preocupe, pois o mais importante você me deu que foi amor, educação e cultura e, agora, eu sigo a minha vida.” Não sei se gostei de ouvir, mas, sorri, dei um beijo nele, e prosseguimos na refeição. Os filhos crescem, mesmo que nós não queiramos aceitar e ver. É a vida. Mas, eu tive a idade dele, faz muito tempo, e será que eu pensava igual? Sim, mesmo que nunca tivesse dito e, de qualquer forma, tenho um imenso orgulho da minha criação. E isso, com certeza! E, por acaso, a 41ª Lei das 48 Leis do Poder está ligada, superficialmente, e pelo lado do bem, a este evento citado com o meu caçula: “Evite seguir as pegadas de um grande homem, pois o que acontece primeiro sempre parece melhor e mais original do que o que vem depois e se você substituir um grande homem ou tiver um pai famoso, terá de fazer o dobro do que eles fizeram para brilhar mais do que eles. Não fique perdido na sombra deles, ou preso a um passado que não foi obra sua: estabeleça o seu próprio nome e identidade mudando de curso”. Evidentemente que isto se aplica a alguns casos, e é inadequado em se generalizar, pelo menos, é essa a minha opinião. O livro nos traz casos históricos, que confirmam a Lei e, em destaque, Alexandre, o Grande e seu pai, Felipe, da Macedônia. O livro nos mostra outras personagens históricas, cujos casos merecem ser lidos, e pincei um pensamento de Maquiavel, que consta no mesmo capítulo da Lei em comento: “Mas quando tornaram a soberania hereditária, os filhos rapidamente degeneraram; e, longe de tentar igualar as virtudes de seus pais, eles consideraram que um príncipe só tinha de ser maior do que os outros na ociosidade, na indulgência e nas várias formas de prazer”. Bem, o livro diz isso e sabemos que existe, sim. Mas, no meu caso, Graças a Deus que meus filhos são muito melhores que eu ! E isso é uma benção ! E segue a vida ! Com cervejas ! Geladas !

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