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Setor de serviços no Amazonas acima da média nacional

Dados do IBGE para o mês de dezembro mostra que o Amazonas fechou o ano com maior crescimento

Por Marco Dassori

14 Fev 2020, 10h54

Crédito: Acervo JC

O volume de vendas e a receita federal do setor de serviços do Amazonas voltaram a subir acima da média nacional, em dezembro. O desempenho levou o Estado a encerrar o ano com o maior crescimento para o setor, em todo o território nacional. A conclusão vem da análise dos dados da pesquisa mensal do IBGE, divulgada nesta quinta (13). 

O volume de serviços avançou 1,2% frente a novembro de 2019, número mais forte do que o do levantamento anterior (+0,7%). No confronto com dezembro de 2018, a expansão foi de 8,3% – 0,5 ponto percentual abaixo da marca anterior (+8%). O acumulado do ano foi positivo em 3,9%. Em todos os casos, o Estado ficou bem acima da média nacional, que foram -0,4%, +1,6% e 1%, respectivamente.  

O incremento na comparação com novembro fez o Estado subir da sétima para a quarta posição entre as 27 unidades federativas do país. Roraima (+4,7%), Pará (+3%) e Rio Grande do Norte (+1,9%) encabeçaram a lista, enquanto as últimas posições ficaram com Tocantins (-12,7%), Mato Grosso (-6,4%) e Alagoas (-3,6%). 

No confronto com dezembro de 2018, os números do Amazonas renderam uma escalada da terceira para a segunda colocação em todo o território nacional. O Estado ficou atrás apenas de Roraima (+13,2%) e à frente do Rio de Janeiro (+6,5%). Em sentido inverso, Mato Grosso (-14,9%), Rondônia (-10,5%) e Acre (-7,2%) figuraram no rodapé da pesquisa, neste cenário.

O índice de expansão acumulado no ano, por outro lado, fez o Amazonas subir do segundo para o primeiro lugar no ranking brasileiro, ficando à frente de Tocantins (+3,4%) e São Paulo (+3,3%). As últimas posições neste tipo de comparação ficaram com Acre, Mato Grosso (ambos empatados com -7,1%), Rondônia (-5,9%) e Alagoas (-5,5%). 

Receita nominal

Já a receita nominal dos serviços do Amazonas – que não leva em conta a inflação – subiu 1,8% frente a novembro de 2019 e escalou 14,9% na comparação com dezembro de 2018. O desempenho foi positivo também para o acumulado do ano (+9,1%). Com isso, o Estado ficou à frente da média nacional, com índices respectivos de -0,3%, 4,5% e 4,5%.

Com a expansão mensal da receita nominal, o Estado avançou do oitavo para o quarto lugar no ranking do IBGE. Roraima (+4,7%), Pará (+3%) e Rio Grande do Norte (+1,9%) despontaram na frente, ao passo que Tocantins (-12,7%), Mato Grosso (-6,4%) e Alagoas (-3,6%) amargaram as últimas colocações da lista. 

A elevação da receita nominal sobre dezembro de 2018 não impediu que o Amazonas caísse do primeiro para o segundo lugar – bem atrás de Roraima (+19%) e muito adiante do Rio de Janeiro (+8,6%). Os piores desempenhos do ranking nacional vieram de Mato Grosso (-11,6%), Alagoas (-5,2%) e Rondônia (-4,3%). 

A performance no acumulado fez a receita nominal dos serviços do Amazonas saltar do segundo lugar para a liderança nacional, sendo seguido por Tocantins (+8,2%) e Mato Grosso do Sul (+6,6%). As quedas mais significativas vieram de Piauí (-4,7%) e Alagoas (-4,3%) e Acre (-2,7%).

Comércio e indústria

O supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, disse ao Jornal do Commercio que o Instituto já vinha notando um comportamento positivo para o setor, há alguns meses, culminando com uma performance acima da média, em dezembro. Na análise do pesquisador, um conjunto de fatores contribuiu para a recuperação dos serviços do Amazonas, que vinha sofrendo com desempenho negativo em anos anteriores.

“Infelizmente, a pesquisa não estratifica a atividade para sabermos quais subatividades colaboram para o crescimento. Mas, é fato que a recuperação do comércio e da indústria colaboraram fortemente para a boa situação dos serviços em 2019. Por outro lado, não haveria um quadro tão positivo, se as atividades de serviços pessoais não tivessem colaborado também”, avaliou.

Segmentos em destaque

Não há dados sobre a evolução dos segmentos de serviços do Amazonas. Em âmbito nacional, o crescimento do acumulado foi puxado principalmente pelo subsetor de informação e comunicação (3,3%) – alavancado pelos portais e provedores de conteúdo da internet – e locação de automóveis. Entre novembro e dezembro, apenas duas das cinco atividades investigadas pelo IBGE avançaram: ‘outros serviços’ (+3,4%) e informação e comunicação (+0,4%).

Segundo a Fecomercio-AM, os segmentos de beleza, alimentação, fitness e pet vêm conquistando evidência em nível local. Em depoimento recente, a presidente do Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabeleireiros, Institutos de Beleza e Similares de Manaus, Antônia Moura, projetou elevação de 1,5% para a atividade no primeiro trimestre deste ano. Segundo a dirigente, após o boom das festas de fim de ano, o segmento apresentou crescimento mais tímido no começo do ano, mas deve se manter ascendente em relação ao mesmo período de 2019. 

“Essa é a hora de investir para elevar a qualidade nos serviços e atendimento. Temos que conhecer quais estratégias podemos usar para divulgação e traçar planos para revenda de produtos de linha profissional e manutenção para os clientes. Queremos chamar a atenção dos profissionais para o quesito organização dos nossos espaços, que envolve uma série de elementos, inclusive a regularização do negócio”, concluiu.

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