Opinião

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Repensar e refazer para não potencializar o erro

Precisamos assumir nossa parcela de culpa nos atos corriqueiros do dia-dia

Por Flávio Guimarães

21 Mai 2019, 11h00

Crédito: Divulgação

Precisamos buscar um melhor equilíbrio em nossa vida particular para podermos ser melhores profissionais. Uma boa estrutura de valores, moral e ética será sempre responsável por um bom desempenho. Torna-se necessário entendermos que a conscientização humana é fundamental para o sucesso da coletividade. Podemos pensar e até agir individualmente, mas, não devemos ser egoísta e egocêntrico, pois assim estaremos pensando somente em si próprio e esquecendo de viver em comunidade. O pensamento no longo prazo pode nos auxiliar na busca de uma melhor conscientização equilibrando o exagero do individual através de uma visão mais ampla de todo o processo ao qual estamos inseridos e poderemos até optar por escolher pela dor ou pela satisfação sermos mais conscientes.

Com a pressão e o estresse atual exigido em nossa vida diária, não podemos imaginar um ser humano normal em um mundo anormal. Assim, precisamos entender este mundo, onde valores são trocados e ética se confunde com ações imorais mais legais no ponto de vista jurídico. Não devemos imaginar um bom aprendizado de consciência sem a devida educação como base estrutural e a boa pratica como ação auxiliadora na busca do melhor equilíbrio humano. Não cabe mais nos escondermos atrás de justificativas frágeis onde procuramos culpados para desviar nossa culpa e direcionar para situações de pouco progresso individual e coletivo.

Precisamos assumir nossa parcela de culpa nos atos corriqueiros do dia-dia. Assim, estaremos iniciando nosso processo real de conscientização. Pensar em longo prazo sem dúvida auxilia a chegar neste ponto, todavia, precisamos realizar o pensado, pois sem isso corremos um sério risco de transformar o pensar em pesadelo e passar a culpar inclusive pessoas inocentes. Não podemos querer não enxergar “um palmo a frente de nosso nariz”. Pois, isto ocorrendo estaremos retrocedendo na busca da conscientização humana. O planejamento e o entendimento do que está ocorrendo são necessidades latentes em todos nós seres possuidores da dependência de se sentir útil.

O medo faz parte do processo de aprendizado continuo e o sucesso também. Porém, não podemos nos apegar somente a um deles, pois, isto ocorrendo demonstra a fragilidade humana no seu mais alto grau de negativismo. O medo, o sucesso e o fracasso causam dor, alegria e muito se aprende. Podemos escolher em conviver com apenas um deles, mas, certamente, não será o ideal, pois os três acabam se completando e criando um avançado grau de consciência nas pessoas quando estas já conviveram com situações diferentes e conseguiram êxito mesmo tendo várias dificuldades e medos que foram superados com planejamentos adequados e utilização de materiais, técnicas e pessoas com a atenção devida.

O homem inicialmente julgando sua própria realidade faz a grande diferença nos dias de hoje evitando ser injusto para com os outros seres. Certamente, se buscarmos dar o bom exemplo estaremos em um estágio bastante avançado na busca da conscientização. Precisamos participar ativamente do progresso e das dificuldades existentes. Não podemos deixar para depois, pois, quando quisermos fazer pode ser tarde demais e não ter mais uma chance para fazer a diferença em toda a vida. Tudo é uma questão de opção, portanto, devemos estar preparados para decidirmos se continuamos felizes ou se passamos a ser tristes. Uma coisa é certa enquanto não buscarmos a consciência necessária estaremos e continuaremos a viver sem saber muito bem para onde ir.

Vamos refletir sobre isto?

*Flávio Guimarães é Mestre em Engenharia de Processos, Diretor da Guimarães Consultoria e Treinamento Empresarial Ltda., Administrador de Empresas, Especialista em Empresas Públicas e Privadas

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