Duas Rodas

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Produção de bicicletas no PIM tem melhor marca desde 2011

Por Marco Dassori

25 Nov 2019, 08h54

Crédito: Acervo JC

Em outubro, o polo de bicicletas do PIM produziu 116.301 unidades e registrou sua melhor marca para o mês desde 2011 (91,487). O volume entregue pelos fabricantes foi 29,8% superior ao do mesmo período de 2018 (89.606). Os dados foram divulgados nesta quinta (14), pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).

Houve expansão de 4,9% em relação a setembro (110.895). O volume do acumulado já superou o total dos 12 meses do ano passado (773.641). De janeiro a outubro, o PIM fabricou 820.040 bicicletas e avançou 22,7% na comparação com os dez meses iniciais de 2018 (578.449 unidades). A Abraciclo mantém sua projeção de encerrar o ano com 10,8% de crescimento na produção, totalizando 857 mil unidades.

A categoria mais produzida em outubro foi a Mountain Bike (51.818 unidades), com alta de 38,8% na comparação ao mesmo mês de 2018 (37.328) e de 19,2% no confronto com setembro de 2019 (43.471). Bicicletas de modelo Urbano (39.084), Infanto-Juvenil (124.040) e Estrada (920) e Elétrica (439) – que passou a ser incluída neste ano – vieram nas posições seguintes. As posições foram mantidas no acumulado: Mountain Bike (379.081), Urbana (310.010), Infanto-Juvenil (120.841), Estrada (7.600) e Elétrica (2.508).

A região brasileira que recebeu o maior volume de bicicletas produzidas no PIM foi o Sudeste, com 56,9% de participação. Na sequência, vieram Sul (17,9%), Nordeste (12%), Norte (7,9%) e Centro-Oeste (5,4%).

Qualidade reconhecida

No entendimento do vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, o recorde de produção apresentado pelos fabricantes locais, levando-se em conta a série histórica de todos os meses de outubro da atual década, reflete o “acentuado’ crescimento na procura do consumidor pelo produto nacional e o reconhecimento da qualidade das bicicletas de médio e alto valor agregado fabricadas no Polo Industrial de Manaus. 

“Para atender a demanda dos ciclistas brasileiros, as fábricas do PIM ampliaram a produção em outubro, visando o abastecimento constante dos pontos de venda com volumes suficientes para a evolução dos negócios típicos de final de ano, estimulados pelo Black Friday, Natal e também pela disponibilidade de recursos gerada pelo pagamento do 13º salário”, declarou Cyro Gazola, em texto distribuído pela assessoria de imprensa da Abraciclo.

Reformas e confiança

Em sintonia, o vice-presidente da Fieam e presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus, Nelson Azevedo, destaca o otimismo expresso pelos fabricantes do segmento, em conversas com representantes da Federação, diante dos números crescentes de produção e vendas mês a mês.

“O gradual reaquecimento da economia está beneficiando o setor de duas rodas como um todo e permite ao consumidor conseguir produtos de maior base tecnológica. Apesar dos problemas políticos e da volatilidade do câmbio, as coisas estão se encaminhando e devemos ter um ano melhor que o de 2018. O panorama tende a ser mais positivo ainda em 2020, com o encaminhamento das reformas no Congresso e o gradual aumento da confiança do investidor e do consumidor”, ponderou. 

Importações e exportações

Diferente do ocorrido em meses anteriores, a queda nas importações de produtos prontos não foi correspondida por um aumento nas exportações de bicicletas ‘made in Manaus’, embora os índices acumulados sigam favoráveis às vendas externas do produto nacional, em detrimento da compra de similares estrangeiros para uso no mercado doméstico.

As compras no estrangeiro totalizaram 9.392 unidades em outubro, vindas principalmente da China (6.529 unidades e 69,5% de participação), Taiwan (1.538 e 16,4%) e Camboja (933 e 9,9%) – que desbancou o Vietnã. Em dez meses, as importações já retrocederam 43,9% – 53.009 (2019) contra 94.492 (2018). A China também é a líder no ranking do acumulado (38.085 e +71,8%), seguida por Taiwan (8.669 e 16,4%) e Portugal (2.211 e 4,2%).

A mesma base de dados informa que foram exportadas 460 unidades em outubro, para o Paraguai (370 unidades e 80,4% de participação) e a Argentina (90 unidades e 19,6%). No acumulado, as vendas externas atingiram 10.638 unidades e subiram 6,6% sobre o mesmo período de 2018 (9.982). A Argentina (3.868) foi o maior parceiro comercial, seguida por Chile (2.679 unidades e 25,2%) e Paraguai (2.309 unidades e 21,7%).

“Incrementar às exportações globais para a América Latina atende aos objetivos do planejamento da CNI e a Abraciclo também busca esses mercados. As recentes crises nos países vizinhos, onde está a maior parte da demanda pelos produtos do PIM, vêm afetando nossas exportações. Mas, não acredito que essas crises tenham vindo para durar”, arrematou o gerente executivo do CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fieam, Marcelo Lima. 


 

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