Aviação Civil

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Passaredo afirma que vai manter operações da MAP na região

Por Evaldo Ferreira

27 Ago 2019, 10h55

Crédito: Evaldo Ferreira

Em coletiva realizada na manhã de ontem na sede da Amazonastur o presidente da Passaredo Linhas Aéreas, José Luiz Felício Filho, anunciou oficialmente a compra da amazonense Map Linhas Aéreas. Na coletiva também estava presente Marcos Pacheco, vice-presidente da Map.

A Passaredo é uma empresa paulista, sediada na cidade de Ribeirão Preto, com operações nos aeroportos Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto, e internacional de Guarulhos, na capital paulista. Como a Map, é uma empresa de características regionais.

Fundada em julho de 1995, a empresa surgiu a partir do Grupo Passaredo, de transporte rodoviário.

Já a Map foi fundada em 2011 pelo comandante Marcos Pacheco (pai) e atua em cidades do Amazonas, Pará e Rondônia.

“Assumi a presidência da Passaredo em 2004 e, naquele período, tivemos um boom de crescimento chegando a ter 17 aeronaves e atingindo Belém e Altamira, aqui no Norte”, falou Felício.

“Em março daquele ano, após um período de estudos e preparação, já independente do Grupo Passaredo, reabri a empresa que ficara inoperante por dois anos e ressurgiu, chegando ao Nordeste, especificamente na Bahia de novo na rota Ribeirão Preto – Brasília – Barreiras – Salvador – Vitória da Conquista”, contou.

Entre os anos de 2008 e 2012 a Passaredo chegou a operar uma frota de 15 aeronaves ERJ-145 e um ERJ-135, este, inédito no Brasil. 

Em 2014 a companhia foi considerada a mais segura do Brasil em um ranking do site AirlineRatings.com, que avaliou 449 empresas de aviação segundo critérios de segurança. Obteve a classificação de sete estrelas, a nota máxima.

“Em 2017, após passar por problemas financeiros, a empresa foi adquirida pela Viação Itapemirim, mas naquele mesmo ano desfizemos a venda e conseguimos sair do plano de recuperação judicial, recomeçando os investimentos”, lembrou.

Opção a mais para viajar

No mês passado, durante o leilão de ativos da Avianca Brasil, quando foram negociados os ‘slots’ da empresa (horários de pousos e decolagens) nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont, em São Paulo, José Luiz Felício e Marcos Pacheco (filho), se encontraram e resolveram fazer a negociação entre a Passaredo e a Map.

“Foi muito importante para a região amazônica o trabalho que a família Pacheco, comandante Pacheco e seu filho Marcos, realizaram até aqui. É um mérito muito grande poder desbravar o país”, elogiou.

“Atualmente a Map possui seis aeronaves, mesmo número da Passaredo, ou seja, estamos dobrando a capacidade de nossos vôos, atingindo o total de 28 localidades. Ainda esta semana estaremos recebendo mais uma aeronave e, em dezembro, acrescentaremos outra à nossa frota, passando a atingir 37 localidades”, afirmou Felício.

“Posso garantir que haverá incremento dos vôos e os postos de trabalho serão mantidos, bem como nossa tarifa média continuará entre R$ 380, e R$ 400. A política de nossa empresa é, desde a época dos transportes rodoviários, fazer viajar quem nunca viajou e, na Passaredo, fazer voar quem nunca voou. Sabemos que, aqui na Amazônia, anualmente dez milhões de pessoas viajam de barco. Pois queremos que essas pessoas possam ter a opção de viajar em nossas aeronaves”, disse o presidente da Passaredo, José Luiz Felício Filho.

“A partir de agora a Passaredo passará a operar em todas as cinco regiões do país, mas as operações permanecerão como estão, de médio curso, dentro de uma mesma região. Nossos aeronaves só voam até 1.000 km, não tendo autonomia para operações de longo curso”, esclareceu.

“E a marca Map vai continuar, nas redes sociais, no site e em suas lojas, para a venda de bilhetes. Não haverá nenhuma mudança que possa confundir os clientes da Map”, finalizou Felício.

Empregos serão mantidos

Para Rosilene Medeiros, presidente da Amazonastur, a chegada da Passaredo ao Amazonas vai “melhorar a questão da malha aérea da região trazendo público do interior para os grandes centros. O que é importante é que a malha regional criada pela Map não será desativada, e isso é bom. Da mesma forma os empregos serão mantidos. No futuro, esperamos também melhorar os aeroportos no interior”, revelou.

A presidente aproveitou para explicar que a questão das queimadas na Amazônia não afetou o turismo para o Estado, “porque o governador Wilson Lima apressou-se a mostrar, em entrevistas, inclusive em canais de televisão fora de Manaus, que tudo não passou de um alarde superdimensionado; que as queimadas aconteceram mais no sul do Amazonas, onde o turismo não é forte e ocorrem há vários anos; e o trade turístico sabe que as áreas de pesca esportiva, hotéis e pousadas do Amazonas estão longe de ser atingidos”, informou.

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