Educação

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Lato Sensu, 35 anos espalhando valores

Firmados nos pilares de disciplina, respeito, responsabilidade e conteúdo, Colégio Lato Sensu completa mais um ano de história 

Por Antônio Parente Twitter @antoniomelo05  Face @jcommercio

30 Set 2019, 10h08

Crédito: Antônio Parente

Disciplina, respeito, responsabilidade e conteúdo são os quatro pilares que nortearam ao longo dos 35 anos de história, o sistema de ensino do colégio Lato Sensu. Fruto do sonho e do desejo de contribuir com o desenvolvimento da sociedade amazonense, a instituição nasceu da parceria e dos objetivos comuns das professoras Clarice Pazuello Benzecry e Ivete Melo França. 

Fundada em 1984 no bairro  Adrianópolis, na Zona Centro-Sul de Manaus, a escola destacou-se ao longo de sua história, com uma das instituições de ensino com maior número de aprovação em prova do vestibular e no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) nos últimos anos. Segundo dados oficiais de 2018 do Ministério da Educação e do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), o colégio ficou em primeiro lugar entre as escolas particulares do Amazonas. 

Em sua trajetória, a instituição constituiu quatro unidades em Manaus e uma, no estado do Acre, totalizando cerca de 4 mil alunos. E com a finalidade de intensificar cada vez mais seu ensino, a escola foi adquirida em 2018 pela (Saber), subsidiária da Kroton — maior grupo de educação do Brasil. A premissa principal da nova administração foi o de não alterar a proposta pedagógica da escola.

Não adeptas á entrevistas e aparições públicas, o conceito de amor e paixão pelo ensino de excelência das fundadoras se expressa na vida de cada colaborador que fez parte dessa história. Ex aluno da instituição, onde construiu toda sua formação acadêmica, do jardim de infância ao ensino médio, o diretor-geral da instituição, Álvaro Sanches, afirma que escola é fruto do trabalho e da crença do que as educadoras Clarice e Ivete construíram ao longo de todos os anos. 

“O Lato Sensu é sinônimo de credibilidade. A marca representa o estado, é um elo de crescimento entre o cidadão amazonense com uma educação de qualidade. Esse é o sentimento que o colaborador tem, o de fazer um trabalho bem feito e com responsabilidade. E o resultado não é apenas as melhores posições no vestibular, mas o crescimento educacional do aluno que vai ser a futura geração de excelência”, disse.

No início dos anos 90, Sanches começou sua trajetória no jardim de infância até sua formação no ensino médio. Ao longo dos anos, formou-se  em direito, cursou pós-graduação em psicopedagogia, MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e se especializou em psicologia positiva. Com 20 anos de experiência na área de educação, ele participou de cursos no segmento de gestão nas unidades de Harvard, universidade de Cambridge e unidade do MIT. Em 2011, foi convidado para abrir uma unidade na Cidade Nova onde foi responsável pela direção durante sete anos. 

Após a aquisição da Kroton, passou a atuar como diretor-geral da instituição, onde ajuda implantar a mesma metodologia de ensino que o ajudou em sua formação. Ele conta, que mesmo com novos donos, a proposta da instituição sempre será focado no trabalho conjunto com os professores e a família para uma educação acadêmica baseada na necessidade individual de cada aluno.

“É um sentimento de responsabilidade e gratidão por eu ter me tornado quem sou,  que é um fruto do que a escola é. Esse é meu envolvimento como aluno e profissional, um amor muito grande pela marca, que é fruto de uma relação de muitos anos. Como ex-aluno falo com muita paixão. Essa formação de disciplina, respeito, responsabilidade e conteúdo, são palavras que caminham juntos dentro da escola”, disse. 

Escola começou a se notabilizar pelo alto número de aprovados em vestibulares e ENEM
 

Novidades

Em 2019, a instituição passou a incentivar outras atividades como a escola integral bilíngue, onde  alunos do jardim 1 até o 8.º ano tem todo acompanhamento de ensino durante o dia com atividades de imersão na língua inglesa, como também aulas de judô, balé e linguagem computacional. Uma das novidades implantadas neste ano foi a sala Google com a aquisição de mais de 50 cross books onde os alunos têm aula de realidade virtual agregando o que há de mais novo no mercado. 

“Temos a sala google onde os alunos têm aula de realidade virtual através de óculos virtuais e os cross book. A partir do ano que vem, vamos investir em novas reformas nas estruturas físicas das unidades do Centro e Cidade Nova para oferecer um melhor conforto aos alunos.  A instituição passou a se posicionar no sentido de trazer diferencial do que já vinha sido praticado sem mudar o estilo de ensinar”, frisou Sanches.

Além disso, a escola iniciou neste uma proposta educacional chamada de desenvolvimento sócio emocional, onde os alunos têm um tempo para cuidar das emoções. “Entendemos que a escola tem que trabalhar a educação formal e regular, mas precisa também trabalhar a educação emocional dos alunos. Hoje é muito comum você ver no mundo profissional, pessoas com crise de ansiedade, depressão, crise do pânico e outros transtornos. As vezes foca tanto na educação regular e somos mal educados emocionalmente”, disse.

Ponto de Vista

Álvaro Sanches, diretor-geral do Colégio Lato Senso 

Em rápida entrevista ao Jornal do Commercio, Álvaro Sanches falou um pouco do atual cenário da educação do Amazonas e da importância de envolver os pais e a família no processo de educação acadêmica dos alunos. Ele resumiu também de forma breve, como o Lato Sensu trabalha seu corpo docente para oferecer um ensino de excelências aos alunos.

Jornal do Commercio — Como você ver a atual situação da educação no Amazonas?

Álvaro Sanches —  Vou te dizer que nos últimos dez anos eu nos vejo muito mais próximo da realidade do sudeste, por exemplo. É fato que por uma questão cultural de base educacional e de busca por maior leitura, nesse sentido outros estados se destacam. Mas, não podemos negar que a informação está muito próxima de cada um de nós. Com o advento da ‘internet’ e da globalização você tem tudo na palma da sua mão. Então não dá para dizer que o norte é esquecido e deixado de lado. Acho que precisa sempre de mais investimentos voltados para a educação, em especial para esse profissional de educação. E sentimos uma diferença muito grande  entre a escola pública e a escola privada. Bem como… eu também acho, que há uma necessidade de evoluir em especial na rede público do nosso estado. Ainda que os indicadores demonstram uma melhoria, nós ainda estamos muito distantes da onde precisamos chegar. Você ver alunos de 5.º ano que não sabem ler e escrever, isso é um dado importante, cerca de 25% a 30% dos alunos chegam no 5.º sem a leitura adequada. Nesse sentido, falta abraçar a família com a escola também.

JC — No atual cenário da educação do país qual a importância de oferecer um ensino acadêmico eficaz em parceria com os pais?

Sanches - A educação nas escolas geralmente é o movimento coletivo mais individualizado que existe. Porque o processo educacional é baseado em um processo coletivo. É a figura do mestre com uma série de alunos que absorve um conteúdo passado de uma única vez para todos. Mas eu julgo que nesse ponto o Lato e as instituições de qualidade de educação que focam no indivíduo, na sua evolução individual e na necessidade básica dele, entendendo que cada família é única. Ela tende a ter um processo bilateral de muito mais resultados que um processo só coletivo dessa educação em massa, que passa para todo mundo e, nessa altura vai. Então esse olhar ele passa pela visão do professor e pela sensibilidade dele, mas pelo olhar da equipe técnica na figura da orientação, coordenação geral pedagógica de que aquele aluno ali precisa ser tratado individualmente. Sinto uma distância maior da relação das famílias com as escolas, de a família puxar para si essa responsabilidade. Isso é muito evidenciado no infantil até o fundamental 1 (que é o 5.º ano) e depois a sensação que tenho é que os alunos ficam mais soltos, até porque a família fica distante do processo educacional. Aí o número de evasão escolar é gigantesco, mais de 30% dos alunos não completam na idade que tem que completar o ensino médio.

Jornal do Commercio - O professor e uma importante ferramenta para a educação acadêmica do aluno. No Lato Senso como funciona o trabalho entre a instituição e o professor?

Sanches - Temos um foco muito forte aqui no planejamento educacional. A primeira coisa é que nenhum professor entra aqui sem fazer um longo processo seletivo. Segundo ponto que esse professor segue uma linha metodológica que é fruto de uma equipe nossa, que são os supervisores, que abraçam todo o processo educacional. Essa equipe estuda o livro dos conteúdos que o professor vai passar, essa equipe faz o planejamento com os professores, essa equipe cobra se o planejamento está sendo executado, ela acompanha o que as avaliações trazem. Então, o professor tem o suporte para que ele possa brilhar em sala de aula. Não é um forte só da equipe técnica, mas da equipe administrativa. Costumo falar que trabalhamos em função do ‘‘show’’ que o professor vai dar em sala de aula. Trabalhamos em prol dos alunos que é a plateia principal desse “show”. Nós queremos que os alunos sejam os protagonistas nesse processo educacional. É um olhar de respeito que temos pelos nossos professores, é por isso que estamos aqui, e muitos deles foram os meus professores e partilha esse movimento educacional.

Guia Rápido

Nome: Colégio Latos Sensu

Unidades: Adrianópolis, Ponta Negra, Centro, Cidade Nova e no estado do Acre.

Funcionários: 800 colaboradores

Alunos: 4 mil




 

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