Cultura

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Inconsciente coletivo de Eliane Mezari

Artista plástica vai expor 14 telas com imagens que fazem uma viagem ao infinito da mente humana

Por Evaldo Ferreira @evaldo.am @JCommercio

29 Nov 2019, 22h22

Crédito: Divulgação

Agende para sábado, 30, uma viagem pelo inconsciente coletivo da artista plástica, nas horas vagas, psicóloga, Eliane Mezari através de sua exposição ‘Café e Arte com Eliane Mezari’, cuja vernissage terá início às 14h e prosseguirá até às 19h, na Galeria Natuzzi, situada no segundo piso da Loja Dinâmica, da Chapada.

“Será um evento descontraído, num lugar elegante, num sábado à tarde para tomar café contemplando as minhas mais recentes obras, que compõem o ambiente junto com os sofisticados móveis da fábrica italiana Natuzzi”, adiantou a artista.

Eliane é paranaense, mas já se considera amazonense. Foi no Paraná, ainda criança que a artista começou a despontar.

“Eu não podia ver uma superfície com areia ou terra, que começava a desenhar com os dedos. Fazia bichinhos de argila e brincava de encenar teatro. Montava cenários no corredor de casa, com galhos de árvores, sonoplastia com piano infantil onde eu atuava e dirigia. Também cresci assistindo aos musicais de Hollywood e mimetizava as divas daquele período de ouro do cinema”, lembrou.  

Eliane cresceu, se tornou psicóloga, e a artista teve que aprender a conviver com a profissional das mentes humanas, diferente de Freud, que desde sempre não entendia a arte.

“Não sou um conhecedor de arte, mas simplesmente um leigo (...). Sou incapaz de apreciar corretamente muitos dos métodos utilizados e dos efeitos obtidos em arte (...). Não obstante, as obras de arte exercem sobre mim um poderoso efeito, especialmente a literatura e a escultura e, com menos frequência, a pintura”, escreveu o pai da psicanálise.

 

Sucesso aqui, ali, acolá

Com Eliane tem sido diferente. Seus quadros querem dizer algo, que ela entende muito bem. São referências urbanas, peixes estilizados, casario, faces e surpresas de sua conexão com o inconsciente coletivo, aqueles comportamentos que herdamos de nossos antepassados e nem percebemos.

“Minha evolução artística tem acontecido na medida em que me dedico com amor, experimentando novas possibilidades de materiais e técnicas que eu mesma desenvolvo. adoro ‘crear’ e mostrar para as pessoas. Meu estilo sempre foi marcado pela liberdade de expressão e criação”, disse.

“Costumo dizer que não sigo um estilo. A criatividade fluida não me permite me fixar no cubismo ou no realismo. Sou, em essência, experimentalista e alcanço o expressionismo abstrato por expressar em síntese os sentimentos humanos e percepções filosóficas”, explicou.

Eliane Mezari integra o time de mulheres, amazonenses ou não, que nos últimos anos tem se sobressaído através de duas telas. Sem alarde, elas fazem sucesso aqui, pelo Brasil e no mundo. A primeira exposição coletiva de Eliane foi no Palácio Rio Negro, há 20 anos, mas houve hiatos entre as exposições quando ela passou a se dedicar mais à psicologia clínica.

“Mas participei de várias coletivas e individuais. Há dois anos iniciei as exposições internacionais. Estive em Dubai e fui premiada. Depois expus em Nova York, quando surgiram convites para expor na Europa Central e eu, lógico, aceitei, pois a arte é um presente de Deus, então preciso ‘devolver’ isso para as pessoas. Quero que minhas obras estejam no mundo, sendo vistas e apreciadas”, declarou.

 

Canecas com obras

“Apenas aquele aspecto da arte que existe no processo de criação artística pode ser objeto da psicologia, não aquele que constitui o próprio ser da arte. (…) Ou seja, a pergunta sobre o que é a arte em si, não pode ser objeto de considerações psicológicas, mas apenas estético-artísticas”, escreveu Carl Jung, o pai da psicologia analítica.

“A psicologia, como a arte, acontece através da sensibilidade. A psicologia é a ciência que amplia minha visão do mundo e do universo das pessoas. E influencía minhas produções por ser uma ‘retroalimentação entre minhas experiências e relações internas e externas”, acrescentou Eliane.    

Durante o ‘Café e Arte com Eliane Mezari’ a artista vai expor 14 obras, a maioria inéditas, e com temas variados como, por exemplo, o quadro ‘Flor de Marte’. E quem desejar levar para casa, ainda que não seja uma tela de Eliane, poderá adquirir uma chique caneca de porcelana com uma de suas obras estampada.

“Cada obra é uma janela, uma provocação, uma possibilidade cultural. E poderá levar o apreciador a pensar em uma vida além do planeta Terra”, concluiu.

 

Serviço

O que: Exposição ‘Café e Arte com Eliane Mezari’, com 14 telas da artista

Onde: Galeria Natuzzi, no segundo piso da loja Dinâmica 

Av. Darcy Vargas, 95, Chapada 

Quando: Dia 30, sábado, das 14h às 19h

Informações: 9 9989-4580

 

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