Agronegócios

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Expectativas otimistas para o agronegócio em 2020 com mais recursos

Aplicação de recursos no agronegócio do Amazonas estimula crescimento no setor primário em 2020

Por Antonio Parente

14 Jan 2020, 14h07

Crédito: Divulgação

A aplicação de recursos no agronegócio do Amazonas trazem boas expectativas de desenvolvimento para o setor primário em 2020. Após um crescimento de 17% no ano passado, as facilidades do crédito rural para o pequeno produtor podem estimular o aumento da produção das atividades do campo e movimentar a economia do estado. A previsão é que o incentivo traga mais investimentos e potencialize o segmento no estado.

Para o presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço, a perspectiva para o agronegócio amazonense em 2020 é positiva, o que torna fundamental a disponibilidade de financiamentos sem burocracias e com baixas taxas de juros. “A intensificação da atuação do Banco da Amazônia e das demais Instituições financeiras no agronegócio de nosso Estado é muito oportuna”, disse.

Segundo o especialista em gestão a informação ao agronegócio, Thomaz Meirelles,a disponibilidade do acesso ao crédito ao pequeno produtor é fundamental para aumentar a produção do estado e gerar emprego e renda. E reforçou que a atuação do banco é importante para expandir  e combater a limitação de agentes financeiros e oferecer mais créditos para o pequeno produtor.

“As linhas de financiamento de crédito é importante para qualquer atividade e para o setor rural não é diferente. Está intimamente ligada à produção rural. Com acesso à crédito há mais produção e geração de emprego e renda. Existe a redução da importação de alimentos por parte do Amazonas, melhora a economia e a segurança alimentar e nutricional. Então, temos que lutar para que os nosso 350 mil possam acesso esses bilhões de recursos disponibilizados pelo plano Safra. É vital termos esse acesso”, explicou.

Na última sexta-feira (10), o Basa (Banco da Amazônia) reuniu com a Sepror (Secretaria de Produção Rural do Amazonas) e divulgou o balanço dos investimentos em 2019.Conforme dados da instituição financeira, somente no setor primário, foram aplicados R$ 75,5 milhões em crédito rural. Os números registram o melhor resultado desde 2018, quando o banco fechou o ano com R$ 68,8 milhões em aplicações. A perspectiva é que em 2020, o crédito chegue a todos os municípios do interior, em especial a agricultura familiar.

Segundo o Basa, o resultado é reflexo da ampliação dos investimentos no setor rural do estado e à retomada da confiança pelos empreendedores rurais, que tem levado ao aumento da procura pelo crédito rural. De acordo com o superintendente regional do Amazonas, André Vargas, as contratações  do Basa contaram com ajuda do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte). O resultado foi o melhor resultado do banco na história.

“Fechamos o ano de 2019 com a maior participação no agronegócio em comparação com os demais estados da Região Norte. Acreditamos que em 2020 também levaremos o FNO em 100% dos municípios do Estado do Amazonas, alavancando ainda mais a aplicação de crédito para o setor primário, em especial aos agricultores familiares”, disse.

A modernização das operações banco com a criação de plataformas digitais e automatização das análises socioambientais foram pontos fundamentais para os resultado positivos, destacou o superintende. Além disso, a parceria da instituições com órgãos representantes do setor primário, levaram a um trabalho mais eficaz.

“O Banco participou de todas as Exposições e Feiras do Estado, onde ofereceu orientação de acesso ao crédito e efetivou negócios durante os eventos. Realizamos vários treinamentos com técnicos parceiros, referente aos fluxos de crédito, o que favoreceu a agilidade nas análises de propostas de financiamento”, disse.

Por dentro

Segundo dados do Basa, em todos os estados da Região Norte, as contratações da instituição alcançaram um recorde de R$ 4,05 bilhões. O número representa um crescimento de 50% em relação aos R$ 2,70 bilhões alocados em igual período de 2018.

No que se refere ao ano safra (período compreendido entre julho a dezembro de 2019, as contratações do crédito rural no Amazonas subiram 13,92% em comparação ao mesmo período de 2018, onde o Banco contratou R$ 33,60 milhões. No atual ano safra, o Banco contratou R$ 38,28 milhões.

Para o titular da Sepror (Secretaria de produção Rural do Amazonas), Petrucio Magalhães Júnior, não há desenvolvimento se não houver investimento. “O produtor só pode crescer se houver incentivo para que ele produza”. Entre os objetivos para este ano, o secretário assinalou que superar o PIB do agronegócio do ano passado está entre as prioridades. 

“Com as feiras foram movimentados R$ 18 milhões na capital e R$ 5 milhões no interior. Com o programa ‘Peixe no Prato’, foram comercializadas 12 toneladas de pescado, números que agradaram os investidores”, disse.

De acordo com André Luiz, a parceria  com a Sepror tem ajudado no crescimento do produtor e na diminuição dos índices de inadimplência. “Com a ajuda do Sistema Sepror, o Basa chegou a todos os municípios do Amazonas, até mesmo a lugares que não possuem a agência física”, disse André.

Conforme dados da Sepror, o Amazonas foi o estado que mais abriu mercado institucional da agricultura familiar no Brasil, com cerca de R$ 50 milhões por meio do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e mais de R$ 40 milhões na compra de produtos regionais por meio do Preme (Programa de Regionalização da Merenda Escolar), números que animam o setor produtivo em 2020.

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