Opinião

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Democracia e anarquia

O que é Democracia? O que é Anarquia? O que significam os termos "Direitos" e "Obrigações"?

Por João Suzano

13 Fev 2020, 16h27

Crédito: Divulgação

O que é Democracia? O que é Anarquia? Totalitarismo? Fascismo? O que significam os termos “Direitos” e “Obrigações”? Os dicionários, pródigos em suas páginas, definem, com exatidão, cada um deles. Temos as condições necessárias para vivenciá-los individualmente ou em conjunto passível de se agrupar? Democracia, Fascismo, Totalitarismo e Anarquia serão termos excludentes entre si? Certamente Democracia é incompatível com os demais.  

Cada um deles e cada palavra por nós pronunciada abrigam, em seu corpo, o germe da intencionalidade. Costumo brincar com amigos que permanecemos irremediavelmente politeístas. Acreditamos em um só Deus, mas a individualidade e a capacitação humana carregam nos ombros o SEU DEUS, perceptível somente por suas limitações, ao qual as religiões procuram dar corpo, à luz dos seus entendimentos e objetivos bastante heterogêneos. Mas isto é assunto para conversa futura.

De imediato, gritarei por socorro ao “Pai dos Inteligentes”, o conhecido Dicionário, na tentativa de ser sucinto o suficiente para não usar em demasia o espaço a mim conferido pelo JCAM. Democracia: governo do povo. Regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição equitativa do poder. Anarquia: falta de governo ou desordem, onde a autoridade constituída é considerada um mal e se preconiza a substituição do Estado pela cooperação de grupos associados. 

Fascismo: sistema nacionalista antidemocrático. Totalitarismo: forma de governo na qual um grupo centraliza TODOS OS PODERES políticos e administrativos. Céus. Jamais ousei estabelecer tal raciocínio conjunto. Ao fazê-lo, permito-me, aos quatro cantos, gritar: EURECA. Descobri a pólvora. Percebo raios de luz assolando os subterrâneos da ignorância e limitações que atingem meu intelecto e minha capacidade perceptiva.

Direito: o que é justo, conforme a Lei. Faculdade legal de praticar ou não praticar um ato. Prerrogativa que alguém possui para exigir de outrem, em seu proveito. A prática ou a abstenção de algum ato. Obrigação: imposição, preceito, dever, encargo, benefício, favor e serviço. 

Exatamente agora, perco meus melindres e pergunto aos que participaram do poder anteriormente constituído, mesmo sabendo da inexistência de resposta plausível: em que vocês pretendem, hoje, transformar o Brasil? Na Anarquia instituída a conta-gotas, a partir da década de 1990, até 2018, para, em cartada de mestre e numa só tacada, instituir o totalitarismo, alardeando serem os democratas que comprovadamente não o são? Silenciam alguns, para ganhar tempo, enquanto outros falam abertamente em destruição do que legitimamente aí está e condenados por corrupção andam à solta, destilando ódio e bravatas? Imagino que assim é.

Não fizeram guerrilhas físicas, mas mentais e institucionais, em jogo orquestrado, para destruir psicologicamente os incautos e inviabilizar política e economicamente o Estado. Aniquilaram a consciência de parte significativa do povo, seguindo os ideais dos pensamentos anarquistas e totalitaristas recentes ou perdidos no tempo, reconhecidamente oriundos de um bando de fracassados e inúteis alimentados pela ânsia de poder, em detrimento de uma sociedade livre. Sobre nossas Universidades, nem mesmo preciso falar. Verdadeiro caos. 

Encontrar definições adequadas em dicionário permitiu-me entender apropriadamente e ter a certeza de que, em parte, os arautos do caos estão certos quando afirmam não haver meios de convivência pacífica entre democratas e anarquistas das mais diversificadas estirpes, invisíveis em sua essência totalitária, guardada a sete chaves para não assustar o povo incauto, mas que, disfarçadas nos mais diversos mantos protetores, ditos sociais, constituem corpo único de sede de poder a qualquer preço e para todo o sempre. Sua meta é destruir e assenhorar-se.

A diferença entre eles, alegando falsamente uma condição democrata, e os verdadeiros democratas, é que estes até mesmo permitem a existência política daqueles e, como não poderia deixar de ser, a física, protegida pelo direito inalienável à condição humana. À violência de uns contrapõe-se a visão democrática de outros, diuturnamente caluniados por aqueles, com o objetivo único de macular sua imagem e desacreditá-los.

A eles unem-se todos os que, de alguma forma, perderam mordomias, acompanhados fielmente por aqueles transformados em rebanhos humanos. Na verdade, o que se vê retrata a HISTÓRIA DO SEMPRE, onde rebanho e plebe, dominados exemplarmente por uma casta e totalmente subservientes a ela, nada tinham a contestar, sob pena de condenação à morte por cruz ou queimados vivos como bruxos, em vorazes fogueiras. Não eu, mas a história assim o diz.

Solução? Haverá? Somente o tempo dirá. Permaneço acreditando no vai e vem senoidal da humanidade. Embalo, também, minha certeza de que o joio somente será separado do trigo na lâmina afiada do terçado e que, realmente, não há “convivência pacífica” entre Democracia e Anarquia Totalitária. A solução, para esta, será violenta. Para aquela, bastará o cumprimento rigoroso da Carta Magna, sem subterfúgios.

Acusar-me-ão de instigador da violência? Não o sou, nem o serei. A Carta Magna oferece o mecanismo necessário, nos limites da lei e da vontade popular. A Anarquia do ontem é pretendida no agora. O que for possível fazer para instabilizar, os “filhotes do poder” sem regras o farão. Falta-lhes escrúpulos e patriotismo. São os que dilapidam o Brasil, mas possuem residências luxuosas em Orlando e Miami.

Pouco se lixam para a opinião popular, esta a realidade por alguns deles já proclamada. E ainda se dizem DEMOCRATAS, rasgando as páginas do conhecidíssimo AURÉLIO, contrariando o significado das palavras, os objetivos naturais de um parlamento e o juramento proferido na assunção de suas obrigações parlamentares. Falo em tese? Assim sempre será. À justiça cabe os julgamentos e o enterrar de carapuças.

A prerrogativa que me resta é a de analisar os fatos e as notícias de forma plural e nunca pessoal, procurando, de algum modo, colaborar e proclamar que não sou afeito a MITOS, mas permanecerei fiel ao lado de quem me fizer acreditar na honestidade dos seus propósitos. 

A Carta Magna é límpida, apesar de trazer, em seu corpo, inúmeras impropriedades, sabidamente plantadas e eivada de intencionalidades, tornadas públicas por especialistas. Mas o artigo 142 está lá. Entendo que o pretendido pelos inimigos da Pátria consiste em instalar um governo Anárquico-totalitário sub-reptício, conforme disse há pouco, fazendo adoecer, a conta-gotas, o poder hoje constituído, para inviabilizá-lo num daqui a pouco. O remédio constitucional é amargo? Pode ser. À inércia, porém, poderá sobrevir a METÁSTASE. SIMPLES ASSIM.

*João de Matos Suzano é escritor

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