Opinião

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Credibilidade define homenagem ao Muni Lourenço

Muni Lourenço passou a ser cidadão itacoatiarense

Por Thomaz Meirelles

11 Fev 2020, 12h07

Crédito: Divulgação

Em curto espaço de tempo, os vereadores do município de Itacoatiara foram responsáveis por dois justos reconhecimentos. Muni Lourenço e Petrucio Magalhães passaram a ser cidadãos itacoatiarenses. Dois grandes amigos que admiro, respeito e sou grato pelo apoio e confiança que sempre recebi durante minha vida profissional. No último dia 4, tive o privilégio de participar da solenidade que homenageou o presidente do Sistema FAEA/SENAR-AM, o administrador e advogado Muni Lourenço Silva Junior. Vi e ouvi tudo que foi dito. Levei minha "cola" com algumas ações do Muni em defesa do Amazonas, mas o tempo foi curto em decorrência do compromisso que ele tinha em Manaus, mas também é verdade que muito do que iria dizer aos presentes foi dito pelos vereadores, Lamisse Said/Sebrae, Airton Schneider/Sepror, Guilherme Pessoa/SFA/MAPA, Jeny's Alves/SENAR-AM, Paulo Barateiro/Sebrae, Antônio Peixoto (prefeito) e Alcemir Lima (Sindicato Rural). Meu amigo Guilherme Pessoa foi muito feliz em definir o Muni com uma só palavra: CREDIBILIDADE.

Pautas confirmam a credibilidade

A credibilidade que o Muni Lourenço tem no meio rural, não é só no Amazonas, é tanta que praticamente está presente em todos os movimentos que estão discutindo algum gargalo que o produtor rural está vivendo. Alguns exemplos: se temos problemas no crédito rural, lá está o Muni reunindo com Afeam, Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Caixa. Se temos problemas no licenciamento ambiental, lá está o Muni reunindo com o IPAAM/SEMA e ministro. Se temos problemas no abastecimento de milho, lá está o Muni reunindo com o Ministério da Agricultura. Se o Grupo Amaggi não está vendendo milho e soja, lá está o Muni interagindo com a direção da empresa e participando de reuniões e audiências públicas. Se tem problema na comercialização do queijo, lá está o Muni reunindo com ADAF e SFA. Se querem mexer no orçamento do setor primário, lá está o Muni nos corredores da Assembleia tentando reverter a situação. Se a febre aftosa sem vacinação sofre entraves, lá está o Muni lutando para convencer que não podemos retroceder nessa pauta e pedindo a convocação imediata dos aprovados no concurso da ADAF. Se a alta do preço do milho afeta nossos criadores rurais, lá está o Muni na Sefaz e no MAPA tentando encontrar uma saída. Se o assunto é o ZEE, ZARC e regularização fundiária, lá está o Muni, e seu Sistema FAEA/SENAR, presente mostrando a importância de avanços nesses temas. Se a Expoagro não volta, lá está o Muni mostrando a importância das exposições agropecuárias na capital e no interior para a interiorização da economia. Se algum produto tem valor de mercado abaixo do preço mínimo, lá está o Muni pedindo a intervenção do governo federal para atuar comprando a produção e garantindo preço justo. Se o juticultor não recebe a subvenção, lá está o Muni defendendo o pagamento e a atualização do valor. Se a ATER é questionada, lá está o Muni pedindo o fortalecimento do nosso IDAM com a chamada dos aprovados no último concurso. Poderia citar mais, mas entendo que já é o suficiente para confirmar a definição de “credibilidade” mencionada pelo Guilherme Pessoa.

Credibilidade Nacional

Quem já acompanhou o Muni nos corredores do Congresso, nos ministérios e na CNA sabe que ele tem porta aberta, fruto da credibilidade adquirida ao longo de décadas de setor primário. É 2º vice-presidente de finanças na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA Brasil, e presidente de comissões importantes em âmbito nacional. Enquanto as autoridades amazonenses apostavam, equivocadamente, todas as fichas no modelo econômico implantado no Polo Industrial de Manaus, o Muni, ainda no SENAR, assessorando o saudoso Eurípedes Ferreira Lins no comando da FAEA, já mostrava que o verdadeiro caminho para o desenvolvimento do nosso estado seria o agronegócio familiar e empresarial. Portanto, é preciso respeitar essas pessoas que nunca abandonaram o produtor rural, do pequeno ao grande, mesmo sabendo que eles não eram prioridade. Hoje mudou, o setor primário é a saída, e por esse motivo respeito, e muito, todas as pessoas que jamais desistiram desse convencimento, desse caminho. O Muni é uma delas!

No dia que se tornou cidadão itacoatiarense ele fez 48 anos. Soube que também já é cidadão de Apuí. No meu ponto de vista, já faz por merecer a maior honraria da ALEAM, a medalha Ruy Araújo.

*Thomaz Antonio Perez da Silva Meirelles, servidor público federal aposentado, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: thomaz.meirelles@hotmail.com 

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