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Mercado de roupas será virtual e consciente

Por Redação

07 Abr 2020, 18h13

Crédito: Divulgação

Todo ano a revista de tecnologia, consumo e empreendedorismo “Fast Company” cria uma lista cobiçada: a das 50 empresas mais inovadoras do mundo. Ela serve de referência para pensar esse consumo para os próximos anos. Dentro dessa lista, uma das áreas mais cobiçadas é a da moda, que atualmente é um mercado de 100 bilhões de dólares por ano.

Da ascensão do fast-fashion no mundo todo até a conscientização de boa parte dos consumidores no que se refere a matérias-primas utilizadas, além de fontes de energia e mão-de-obra adotadas, muita coisa mudou nos últimos tempos. Inclusive o questionamento da quantidade e da maneira como se consome roupas. E é aí que entram as empresas que trabalham com peças usadas – e estão em vertiginosa ascensão.

A ideia de colocar produtos semi-novos ou usados mesmo para a venda já deixou de ser algo restrito ao conceito de brechó. Esse tipo de negócio evoluiu, como provam as três empresas selecionadas pela Fast Company nesta área. No Brasil, algumas marcas já olharam para esse nicho em crescimento principalmente na aprovação das novas gerações.

Entre elas está a Roupateca, localizada em São Paulo, uma loja de assinatura de peças na qual o consumidor paga mensalmente para escolher um número de roupas para usar. A pessoa veste, cuida do produto e devolve. E depois pode pegar outra, e outra. E assim por diante.

Essa nova maneira de ver o mercado fashion pode inspirar mais e mais empresas em terras brasileiras. Fique de olho nesses cases abaixo e acompanhe a evolução:

Alugue

A novidade aqui é a plataforma CaaStle, que faz uma curadoria para varejistas desejosos de entrar na onda da venda de produtos usados. A empresa foca em ajudar outras empresas a criarem seus próprios sistemas de aluguel e compra. Sua criadora, a norte-americana Christine Hunsicker, tem bastante experiência no assunto. Começou no setor em 2012 com um negócio chamado Gwynnie Bee – e é um sucesso. Tem em seu portfólio mais de 150 grifes com numeração entre 0 a 32 (em medida dos EUA) e faz exatamente essa seleção de roupas para o público final enviando os produtos em caixas.

Quem gosta pode tanto devolver a peça e usá-la de novo ou em último caso comprá-la. Com apenas dois anos de existência, a CaaStle assume o comando da operação: integra os sistemas de inventário das empresas e gerencia o processo de locação; armazenamento e limpa as roupas; acompanha feedback dos clientes. Os dados descobertos por Christine e seu time são promissores: enquanto cada um de nós compra peças de roupas limitadas, em um ano, quando se trata de aluguel, esse número pode chegar a mais de 100 produtos diferentes no ano. Entre os clientes da CaaStle estão a gigante de departamentos Bloomingdale’s, além de Banana Republic e American Eagle.

A plataforma de roupas usadas ThredUp é uma das conhecidas do segmento e funciona com vendas de peças tanto curadas por elas, como em consignação com outros vendedores menores. Existe há 10 anos e traz de peças simples como camisetas a achados de grifes internacionais, como Gucci, por exemplo. Com mais de 540 mil seguidores no Instagram e 100 milhões de peças já processadas em seu site, a empresa está de olho na geração acima dos 40 anos de idade, que não se adaptou ainda tão bem a essa economia compartilhada. “As pessoas de 20, 30 anos nasceram nessa economia.

Para as com mais de 40 anos, esse modelo de consumo requer treinamento”, diz James Reinhart, fundador e CEO da ThredUp, para a “Fast Company”. Para chegar nesse nicho, a empresa montou pontos offline em lojas de grandes magazines, como norte-americana Macy’s, bem como fechou parceria com marcas especiais para pedir a seus consumidores que enviem peças usadas que não querem mais para a plataforma da ThredUp em troca de créditos para futuros usos. Nos últimos anos, a empresa está investimento em infraestrutura em cidades como Atlanta e São Francisco.

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