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Carro de R$ 1,2 milhões esgota em uma semana no Brasil

Quem comprou agora deve receber em setembro, novas encomendas serão entregues somente em 2021

Por Lilian D´Araujo

19 Mai 2020, 14h44

Crédito: Divulgação

A Audi do Brasil informa que vendeu todas as unidades do superesportivo R8 no País em apenas uma semana. O volume não foi divulgado. De qualquer forma, quem comprou agora deverá receber em setembro e novas encomendas serão entregues somente em 2021.

Ainda de acordo com a Audi, as entregas do supercarro serão feitas sempre de acordo com todas as orientações do Ministério da Saúde. Vale lembrar que o R8 V10 tem preço sugerido de R$ 1.234.990, com possibilidade de personalizá-lo. Com um total de 1,6 milhão de combinações possíveis — entre elas, 29 opções de cores, 5 acabamentos, 3 saias laterais , spoiler dianteiro, traseiro e molduras do difusor traseiro, 4 para os retrovisores, 18 opções de assentos e 6 opções de rodas de 20 polegadas.

O Audi R8 V10 vem com motor 5.2 V10, de 610 cv e 51,1 kgfm, que trabalha sem sobrealimentação. Entretanto, entre outros recursos, tem duplo sistema de injeção que funciona 85% do tempo como direta e 15% indireta, dependendo do regime de rotação, que pode chegar a 8.250 rpm ao atingir a potência máxima.

No sistema de transmissão, além da tração integral, destaca-se também o câmbio de dupla embreagem e sete marchas. Com isso, acelera de 0 a 100 km/h em 3,2 s e chega aos 330 km/h.

A nova geração do Audi R8 V10 Plus chega ao Brasil no restrito segmento de superesportivos, do qual fazem parte modelos como o Porsche 911 Turbo S (R$ 1,2 milhão) e o Nissan GT-R (R$ 900 mil). O primeiro consegue atingir 330 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos.

E o supercarro da marca japonesa faz o mesmo em 2,5 segundos e 313 km/h, respectivamente. Há também o Mercedes-Benz AMG GT R, que também sai por R$ 1,2 milhão, que faz de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos e atinge 318 km/h.

Volkswagen Virtus GTS aposta no conforto

Crédito: Divulgação

O Polo GTS trouxe de volta a sigla famosa nos anos 80 com o Gol GTS, mas veio acompanhado de seu irmão maior, o Volkswagen Virtus GTS. Um sedã compacto “esportivo”? Por que não?

Embora não tenhamos visto um Voyage GTS naquela época, a ideia parece boa, ainda mais quando experimentamos. Contudo, este GTS aposta também no conforto para andar rápido.

Mesmo tendo levado o preço para uma faixa pertencente aos sedãs médios, o Virtus GTS oferece uma proposta de desempenho diferente de seu irmão Jetta 250 TSI.

São salgados R$ 107.990 por um sedã compacto, porém, este vem com o coração do Jetta, aprimorado com alterações mecânicas para servir como esportivo. Nisso, ele parece ter dado certo. Sem exagero, assim como o Polo GTS, o Virtus GTS é até mais elegante com suas formas alongadas e entre-eixos maior.

O conjunto ótico full LED vem com detalhes em vermelho e cromo, que reforçam a proposta do modelo. A grade personalizada chama atenção, mas não mais que a sigla GTS destacada na dianteira.

O para-choque com faróis de neblina exibem LEDs que não funcionam, já que existe a assinatura em LED nos faróis. Na traseira, as lanternas são parcialmente em LED.

Vendas na quinzena projetam mais um mês abaixo de 60 mil emplacamentos

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Na última sexta-feira (15/5) chegamos à metade de maio com um emplacamento de apenas 28.753 veículos, na soma de automóveis, caminhões e ônibus. Se não houver um aquecimento nas vendas ou reabertura parcial de Detrans, a projeção é para um volume inferior a 60 mil unidades, número praticamente igual às 55,7 mil unidades emplacadas em abril – pior mês em 20 anos. A média diária de emplacamentos não chega a 3 mil unidades, quando o normal antes da pandemia girava em torno de 11 mil.

Na comparação com maio de 2019, a queda é de 72%. O encolhimento maior ocorre entre os automóveis (75%), seguidos por ônibus (70%), comerciais leves (63%) e caminhões (44%). No acumulado do ano, a retração de vendas de autoveículos até ontem era de 32%. Antes da pandemia, o mercado crescia 9% em relação a 2019, o que amplifica a dimensão da queda.

O ranking de modelos mais emplacados mostra uma estabilização dos modelos mais vendidos antes da crise, com um top 5 formado por Chevrolet Onix (1.636), Hyundai HB20 (1.016), VW Gol (966), Ford Ka (969) e Onix Plus (843). O recém-lançado Chevrolet Tracker lidera entre os SUVs, com 779 emplacamentos, seguido de perto pelo Jeep Renegade (731), líder até então.

Já entre as picapes, chama a ascensão das médias, com a dupla Toyota Hilux (830) e Ford Ranger (791) liderando o ranking, à frente de Fiat Toro (715), Fiat Strada (643) e Chevrolet S10 (623). Vele lembrar que alguns Detrans fechados podem levar a uma subnotificação de vendas, já que muitos modelos vendidos podem não ter sido emplacados e registrados no Renavam, que divulga esse ranking.

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