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Só lamentamos a exclusão da Venezuela que de forma catastrófica já perdera 65% de seu PIB em seis anos

Por Alfredo Andrade

14 Fev 2020, 12h25

Crédito: Divulgação

Há tempos que os ventos do crescimento em nossa economia não sopravam com a intensidade que os institutos vem nos revelando; embora se trate apenas do início de uma recuperação, onde o varejo e os serviços lideram  esses resultados. Vários fatores deverão pesar para a plenitude desse desenvolvimento: o consumo das famílias, o aumento do crédito, a queda do desemprego e até os investimentos estrangeiros.

Este último ocorrerá em razão da credibilidade no governo Bolsonaro. Contudo, há um aspecto relevante a ser considerado: fruto desse “status quo” a confiança já retorna no mercado de trabalho, gerando a queda na informalidade; além da recente expectativa de que o setor da construção civil retornará à normalidade. Para a FGV “a recuperação mais acentuada deverá vir do comércio exterior, da indústria e da agropecuária”. Contudo, predomina a expectativa de que o comércio varejista deverá crescer 3% em 2020 contra 1,7% ocorrido em 2019.

Os itens: vestuário, calçados e tecidos puxaram o crescimento em 2019, totalizando 6,3%; alimentos e bebidas (2%) e móveis e eletrodomésticos  (0,2%). Teremos em 2020 uma recuperação efetiva, face à concessão de crédito, novo salário mínimo e o crescimento do emprego, salientando-se que “os consumidores brasileiros devem menos do que os de outros países emergentes” e nossa economia hoje se estabiliza cada vez mais.

Por outro lado, a arrecadação de tributos federais tivera um crescimento real de 1,69% de 2018 para 2019, cuja receita teve origem em itens positivos. As empresas estão se recuperando, por isso pagaram mais IR decorrente de seus lucros. Também a receita oriunda do IRPF aumentara 4,29% em termos  reais, o que resulta ter ocorrido alta nos valores pagos aos trabalhadores, fruto, evidentemente, da retomada da atividade empresarial lucrativa. E a CSLL crescera 8,1% acima da inflação, completando os bons resultados obtidos pelo fisco.

Ratificando o exposto, o FMI vem divulgar que o Brasil terá uma economia que avançará 2,2%  e “excluida a Venezuela a expansão na América Latina e Caribe deve variar entre 1,6% e 2% neste ano”. Temos uma projeção favorável e com a continuidade dos investimentos, melhor formação da mão de obra, novos ajustes, elevação da produção, com certeza superaremos a expectativa dos 2,2%. Só lamentamos a exclusão da Venezuela que de forma catastrófica já perdera 65% de seu PIB em seis anos. Seu povo não merece essa miséria, verdadeira escravidão.

*Alfredo Andrade é ex- Conselheiro Federal da OAB/AM nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 - OAB/AM A-29  

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