Opinião

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Alinhamento, vigilância e coesão

Por Cieam

05 Fev 2020, 13h54

Crédito: Divulgação

Wilson Périco (*) wilson.perico@wlbp-consulting.com

Alguns sinais na economia merecem ser olhados com positividade na gestão federal do país.  Alguns projetos sugerem que há razão para acreditar: a pipa ou, como dizemos aqui, o papagaio começa a pegar vento. Não temos idade para nutrir otimismos vazios e este não é o caso. Os sinais da economia revelam a redução nas taxas de juros, recuperação de empregos, equilíbrio das contas, aprovação da reforma da previdência, são pontos a serem ressaltados .

Avanços estaduais

Da mesma forma, aqui para nosso Estado, tivemos pontos muito positivos: Temos um parlamentar presidente da CAE, Comissão de Assuntos Econômicos; tivemos um parlamentar presidente da comissão especial que resultou na aprovação da reforma da previdência, temos dois parlamentares vice - presidentes de comissões importantes (Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia - Assuntos Econômicos e Minas e Energia); temos um parlamentar titular na CCJ - Comissão de Constituição e Justiça. Conseguimos manter a competitividade das indústrias de informática com uma articulação excelente para a redação atual.

Resgatar a autonomia da Suframa

Tivemos a presença do Presidente da República por duas vezes em 4 meses, participando da reunião do CAS, que demonstra o resgate da representatividade da SUFRAMA. Temos mais agilidade na definição de PPBs inclusive, a de Luminárias LED que há 7 anos vínhamos batalhando pela fixação e agora conseguimos. Teremos maior celeridade na definição de novos PPBs.

Otimismo sereno

Temos muito otimismo quanto à superação dos desafios futuros. O anúncio do programa de Apoio às pequenas e médias empresas, o Brasil Mais, poderá interagir com o Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas pagos pela Indústria da Zona Franca de Manaus. Essa interlocução, na qual precisamos apostar nossas melhores fichas, poderá cumprir uma expectativa de sintonia fina entre os três poderes da federação republicana. Sem desperdícios nem gastanças, o caminho se abre para olharmos na direção do interior do estado e desenvolver novos formatos de modulações econômicas.

Inquietações comuns

Temos desafios assustadores. É muito alto o número de desemprego (são aproximadamente 13 milhões de desempregados). É um grande motivo de preocupação no Brasil. Aos críticos contumazes que dizem ser a ZFM um peso para o Brasil, podemos dizer que a ZFM é extremamente benéfica para o País. Só em São Paulo geramos mais de 200 mil empregos diretos e indiretos. Nós possibilitamos contrapartidas econômicas e sociais que são de extrema relevância para nossa região e o País. E a indústria brasileira tem sofrido bastante com a acirrada competitividade no mercado de consumo.

A batalha é ampla

É preciso dar melhores condições para as indústrias investirem mais na inovação tecnológica, que hoje faz diferença entre os clientes, porque a cada ano o consumidor quer novidades. Precisamos de infraestrutura com energia suficiente e a preços competitivos, precisamos de logística de transportes e de uma comunicação inteligente e competente. Por tudo isso, temos que estar juntos. Exigir em bloco a reciprocidade de nossas contribuições e tributos.

Sem contendas nem divisões

Distantes de toda e qualquer contenda política, apostamos num alinhamento de esforços de todos os componentes de nossa sociedade, desde nossos parlamentares, SUFRAMA, Governo do Estado, Prefeitura, Entidades de Classes, todos, com um único objetivo: ter o Estado do Amazonas como prioridade, acima de qualquer outro interesse, seja político-partidário ou pessoal. É o elo que nos une e o desafio que nos mobiliza.

*Wilson é economista, empresário e presidente do CIEAM. Twitter: @perico_wilson

*Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. cieam@cieam.com.br

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