Opinião

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A economia vence a ideologia

Os países que têm votado à direita não são dominados pela direita

Por Aristóteles Drummond

28 Ago 2019, 13h03

Crédito: Divulgação

No momento em que as democracias, num movimento mundial, preferiram dar maior importância aos avanços econômicos, que se refletem diretamente na qualidade de vida da população em geral, o debate ideológico foi perdendo terreno. No entanto, ainda sobrevivem aqueles mais hábeis na demagogia e no uso de recursos para adiar o encontro com a realidade.

Os países que têm votado à direita não são dominados pela direita; esta é apenas o caminho natural dos que acreditam no capitalismo, na livre empresa, na atração de investidores em mundo cada vez mais competitivo, proporcionando empregos e, quando possível, bons empregos. 

No capitalismo, o interesse pelos bons salários costuma ter uma origem mais forte do que o discurso socialista, que é meramente eleitoreiro. O capitalista quer ver mais gente ganhando bem, para vender mais seus produtos e seus serviços. Nada pode interessar mais a um banqueiro que uma sociedade em crescimento, pois o bom assalariado poupa no banco e, quando toma emprestado, paga. Esta é a realidade que faz com que o presidente Bolsonaro seja tão diferente do deputado Bolsonaro. E sua coragem de não perseverar no erro é que lhe levou à Presidência da República, com 59 milhões de votos.

O derretimento do PT e coligados, na verdade, não se deve a roubalheira, conhecida e revelada semanalmente nos desdobramentos da Lava-Jato e outras operações de combate à corrupção. O que pesou mesmo na decepção popular, da sociedade em geral, foi a quebra do país, o fechamento de fábricas, o desemprego recorde, a falência dos serviços de saúde e o abuso político do ensino.  Também a percepção de uma cobertura dos governos PT na negação de valores que fazem a cultura e a tradição do povo, como a família, a ordem e o respeito.

O país se sustenta, hoje, pelo agronegócio e a mineração, com bons preços e a quase autossuficiência de petróleo. A reforma da Previdência, que parece bem encaminhada, a tributária, que vem a seguir, e o complemento da trabalhista vão abrir os caminhos da recuperação econômica.

Investir nas obras abandonadas ou interditadas pelo radicalismo ambiental vai dar suporte ao crescimento da economia e do emprego. Assim como um grande projeto de formação de mão de obra qualificada, que é hoje o mais importante ponto fraco de nossa economia.

Basta se observar que, atualmente, os líderes de ontem não são nem lembrados. E aqueles que sobreviveram com mandato vivem no ostracismo pela falta do que dizer, do que explicar.

Não se briga com a realidade, como gostam de fazer os chamados cientistas políticos elitistas, que não sabem o que é nem o que pensa o povo. 

O povo quer resultados e não mais conversa fiada.

 

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