7 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Vagas para estagiárias caem no Amazonas

Ainda assim, segundo o CIEE, estagiárias representam 65% do total de estudantes contratados

Levantamento inédito do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), realizado neste mês, aponta que  as estagiárias representam 65% do total de estudantes contratados por meio da instituição. Apesar do Amazonas está entre os 10 estados que mais contrata estagiária no Brasil, apresentou queda em relação ao mesmo período do ano passado, ocupando a última posição.

Conforme a entidade, no ranking nacional o estado tinha caído uma posição, o que já dava alguns indícios de resultado negativo. A presença de estagiárias caiu 4 pontos percentuais de 21 para 22. As estagiárias do ensino médio e ciências contábeis cresceram, mas a de pedagogia (que subiu no ranking nacional) despencou duas posições. 

A retração de estagiárias esteve presente em quase todas as idades, exceto entre 16 e 18 anos, que permaneceu igual. Isso pode ter ocorrido pelo cenário econômico no estado. De acordo com o Caged, a criação de vagas no AM permaneceu de estabilidade entre contratações e demissões.

Constatando que as mulheres foram as que mais perderam oportunidades na pandemia e isso afeta também a capacidade delas de arcarem com investimentos em educação.

Julio Cesar da Silva, Gerente Regional Norte do CIEE, explicou que a pandemia influenciou negativamente a oferta de vagas em geral, principalmente para o gênero feminio o que dificulta a renda e que estejam dentro de uma faculdade. “Automaticamente essa menor quantidade nesses ambientes acabam refletindo nas vagas de estágios ainda que o CIEE faça uma oferta ou que empresa opte por contratar e ela não necessariamente faça uma escolha, isso acaba por refletir porque nós teremos uma menor quantidade na hora de emitir um contrato”, pontuou. 

Segundo ele, existem alguns cursos que percebe-se uma predominância maior de um determinado gênero, por exemplo, o curso de Pedagogia  que concentra o maior público feminino. “Como no ano passado o cenário foi de aulas online sem presença de aluno nas escolas acabou ficando de fora da posição do ranking de destaque”.  

No ranking nacional o Amazonas tinha caído uma posição

À medida que o mercado se aquece em razão do enfraquecimento das medidas de contenção à Covid, o mercado acaba respondendo mas positivamente para isso. “O Amazonas sofreu assim como os outros estados com a pandemia, o que freou a disponibilidade de vagas para o mercado de trabalho. Com as flexibilizações agora  a gente percebe que o mercado tem respondido positivamente”. Ele destacou que 2022, já começa apresentar sinais de resultados ainda que não terminado o primeiro trimestre já demonstra que será bem positivo frente a 2021. 

Nos índices nacionais, o estudo mostra que o percentual cresceu 2% em relação ao mesmo período no ano passado. O comparativo entre os anos de 2022 e 2021 apontou que o crescimento se deu principalmente na faixa etária entre os 23 e 26 anos, e 27 e 30 anos, 9,7% e 27,2%, respectivamente. 

Já os estados que mais contrataram estudantes mulheres foram São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Goiânia, Mato Grosso, Pará, Ceará, Maranhão, Alagoas e Amazonas. Em comparação ao ano anterior, os estados de Alagoas e Amazonas desceram uma posição, enquanto o Maranhão subiu cinco posições e passou a ocupar o oitavo lugar do ranking. 

Segundo Mônica Vargas, superintendente Nacional de Operações da entidade, os resultados mostram a retomada econômica e certa volta à normalidade após o avanço da vacinação em todo território nacional. “Quando vemos o crescimento de contratação de estagiárias em faixa etária fora dos padrões, entendemos que são estudantes investindo na segunda graduação, ou, até mesmo, no sonho da graduação de maneira mais tardia”, conta.

Retomada 

Após a reabertura das escolas, o curso de Pedagogia no país, passou a liderar o número de estagiárias contratadas, seguido por Direito, Ensino Médio e Administração. A última colocação do ranking dos cincos cursos que mais contrataram estagiárias neste ano passou a ser ocupado por Psicologia. Em 2021, a posição era ocupada pelo curso de Ciências Contábeis. 

2 – Foto: Divulgação

Legenda – Zeradas as alíquota de importação de etanol e mais seis produtos até dezembro, além de reduzir tarifa de itens de informática em 10%

titulo – Governo zera alíquota de importação de etanol 

Em entrevista coletiva, o Ministério da Economia anunciou nesta segunda-feira (21) que vai zerar a alíquota do Imposto de Importação de seis itens da cesta de consumo dos brasileiros – escolhidos entre os que mais pesam no INPC, índice de inflação que acompanha a variação dos preços para as famílias de baixa renda – além do etanol.

Os alvos são produtos presentes na cesta básica: café moído, margarina, queijo, macarrão, óleo de soja e açúcar. De acordo com a pasta, a redução se deu pela inclusão desses produtos na Lista de Exceções à TEC (Tarifa Externa Comum) do Mercosul (Letec) e terá vigência até o 31 de dezembro deste ano.

Itens de informática

Além disso, também será realizada uma redução adicional de 10% na alíquota do imposto de importação de bens de capital, de informática e de telecomunicação. A primeira redução, também de 10%, ocorreu em março de 2021.

“Essa medida vem na sequência do que já começamos a fazer em 2021, e com isso consolidamos uma redução de 20% na alíquota”, disse Ana Paula Repezza, secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

De acordo com nota divulgada pelo Ministério, o objetivo é “amenizar as pressões inflacionárias resultantes do contexto pandêmico, agravadas ainda pelo conflito deflagrado entre Rússia e Ucrânia, com reflexos importantes sobre os níveis internacionais de preços, especialmente o do petróleo, cujo impacto nos custos de transporte atinge de forma transversal uma parcela significativa dos bens consumidos pela população brasileira”.

Redução de custos

A medida – aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério da Economia nesta segunda-feira – abrange um total de 949 códigos tarifários e “busca aumentar a produtividade e a competitividade da economia brasileira, mediante a redução dos custos envolvidos na importação de produtos estratégicos”, segundo a nota.

A título de exemplo, um produto que tivesse alíquota de importação de 14% antes da primeira redução realizada em 2021 passará a ter, com a segunda redução aprovada hoje, alíquota de 11,2%. Em outro exemplo, um produto cuja alíquota era de 10% até março do ano passado passará a ter, agora, alíquota de 8% de imposto de importação.

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