Manaus, 13 de Novembro de 2018
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Mais empresas abertas no AM

Por: Andréia Leite
31 Ago 2018, 15h54

O Amazonas fechou o mês de julho com (3.007) de empresas abertas, o que representa 16,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. As empresas fechadas tiveram redução de 63,9%. Os dados são da Junta Comercial do Amazonas (Jucea).

Apesar do índice positivo, o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas) Ismael Bicharra Filho, disse que para o período os números ainda não estão satisfatórios.

"Estamos enfrentando uma crise muito difícil, em especial no Amazonas, principalmente na ZFM (Zona Franca de Manaus). O crescimento deveria ser bem mais do que o apresentado, por conta do segundo semestre que é um crescimento de grandes setores. Têm os dissídios coletivos, décimo terceiro, as empresas investem mais, e ampliam as que já estão constituídas", pontuou. Bicharra ressaltou ainda que a insegurança jurídica ainda é o principal aspecto para quem pensa em abrir novos negócios.

Mas acredita que o cenário pode mudar principalmente pro interior do estado, com aberturas de novas empresas com o trabalho que a Jucea vem executando. "Os entraves que limitam a abertura de novos negócios devem sofrer alterações e facilitar quem tem vontade de abrir seu próprio negócio. Estamos bastante motivados na perspectivas de boas mudanças", disse.

O presidente do Conselho Regional de Economia (CREA-AM), Mourão Júnior credita dois fatores primordiais para o levantamento das empresas extintas. "O próprio empreendedor, não faz estudo de mercado, esse é um ritual para poder abrir um negócio. Nem toda ideia gera retorno financeiro, precisa ter mecanismos de suporte para ajudar", ressaltou.

Outra questão é a própria recessão econômica isso reflete em muitos aspectos. "Esses microempreendedores geram empregos, a queda dessas empresas retraem as oportunidades. Alta do dólar, baixo crescimento produtivo e desemprego em alta, complica mais ainda", lembrou.

Mourão disse que o MEI e o Simples, não tem crescimento, continuam deixando a desejar por não terem uma política tributária que incentive as MPEs.Ele lembra que muita gente aproveitou o dinheiro da rescisão para investir em um novo negócio, porém sem preparo para entender o mecanismo acaba falindo. "A preparação para o empreendedorismo é primordial", concluiu.

Para o consultor empresarial, Osires Silva, os números são bem relativos. Mas declara que o reflexo do desemprego é oportunidade para novos negócios. "Muitas desempregados estão correndo atrás de abrir o próprio negócio. O FGTS vem em boa hora, ajuda essas pessoas.

Algumas que tem habilidade técnica, aliás,acredito que um grande número de pessoas que dominam algum tipo de técnica estão preparadas para investir em qualquer segmento que seja. Uma banca de celular, um carrinho de pastel, venda de cachorro quente, e por aí vai. Elas estão buscando um meio de sobreviver", falou o consultor.

De acordo com o Sebrae até final de 2017 no Amazonas foram contabilizadas 39.100 MEs (microempresas). A expectativa de 2018 é que o Amazonas feche o mesmo dado com 40.878 MEs

Dados

Segundo levantamento da Jucea, entre janeiro e julho deste ano foram extintas 1.236 empresas, enquanto no mesmo período de 2017 outras 3.420 fecharam no estado. Uma média mensal de fechamento de 488 empresas.

Já no primeiro bimestre houve registro de redução do fechamento de empresas e o economista Luiz Bacellar disse que era um dos primeiros sinais da recuperação econômica, estimulada pelo consumo, vendas e produção industrial.

Foram constituídas 2.591 empresas de janeiro a julho do ano passado, enquanto 3.007 empresas foram abertas no mesmo período deste ano.


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