Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Em busca de um descanso perfeito

Por: Evaldo Ferreira - evaldo.am@hotmail.com
30 Ago 2018, 17h21

Áscolo Antônio começou em1960 a vender colchões Pelmex, e hoje, tem a licença para a venda dos produtos Probel para todo o Norte

  A Amazônia sempre foi uma região que atraiu aventureiros, interessados em ganhar dinheiro com suas riquezas. Mas existiram (e existem) outros aventureiros que ganharam dinheiro produzindo riquezas aqui mesmo. É o caso do paulista Áscolo Antônio Martin que veio para Manaus, no final da década de 1960, para vender colchões de sua indústria Pelmex, sediada em São Paulo, e hoje, através da holding a Pelmex tem a licença para a venda dos produtos Probel para todo o Norte do país.

        "Ele sempre foi, antes de ser um aventureiro, um visionário", contou Levon Topdjian, diretor geral da Probel e genro de Áscolo. "Ainda nem existia a Zona Franca em Manaus quando, por volta de 1965, ele começou a trazer seus colchões, fabricados em São Paulo, para vender aqui. Eles vinham de balsa. Áscolo era tão bom vendedor que quando o produto chegava à Manaus, já estava todo vendido. Mas tinha um porém, a maioria vinha danificada devido os maus tratos durante a viagem. Ainda assim as pessoas os compravam", falou.

        "Durante uns dois anos ele fez viagens entre São Paulo e Manaus para vender colchões e ninguém sabia que ele era o dono da fábrica. Achavam que ele era apenas o vendedor", lembrou.

        "Certa feita Áscolo comprou 13 caminhões para virem por estrada de São Paulo a Manaus, transportando sua produção, mas quando chegaram na BR 319, os caminhões atolaram. Foi então que ele resolveu que era mais negócio passar a fabricar os colchões aqui. E assim fez", afirmou.

        "Em 1975, dez anos depois da primeira viagem a Manaus, Áscolo inaugurou sua fábrica na cidade. Era um pequeno galpão, em Petrópolis, que de tão feio e desarrumado, ele o chamava de Frankstein, porém, os colchões que saiam de lá eram de qualidade, pois Áscolo sempre primou por usar material de primeira em seus produtos, tanto que fazia fila de pessoas interessadas em comprar os colchões enquanto ainda estavam sendo fabricados", falou.

        As melhores máquinas
        Lojas como S. Monteiro, Souza Arnoud, CrediAlves, hoje extintas, e TV Lar e Bemol, foram os grandes compradores dos colchões Pelmex. "Empresários como Jacques Alves e José Azevedo foram importantes incentivadores de Áscolo", revelou.

        "Em todos esses anos Áscolo, atualmente com 82 anos, mas à frente dos negócios, nunca deixou de investir na sua indústria, tanto em São Paulo quanto aqui em Manaus. Hoje também temos fábricas em Cuiabá/MT, Aparecida do Taboado/MS, e Goiânia/GO. Ele sempre fez questão de ter as melhores máquinas de fazer colchão, compradas em países como Suécia, Suíça, Alemanha e Estados Unidos. Fomos os primeiros fabricantes do Brasil a comprar o sistema Pillow Top, capaz de trançar belos bordados nos colchões, valorizando seu visual", explicou.

        Em 1992 Levon assumiu a fábrica de Manaus. "Quando assumi, a situação da empresa não estava muito boa devido aos Planos Collor. Foi quando resolvi que deveríamos importar matéria-prima, bem mais barata que a nacional e com prazos maiores para pagamento. Quando a situação econômica do país melhorou, nós também já havíamos nos equilibrado financeiramente e temos nos mantido como uma das maiores fabricantes de colchões e camas do país. Só em Manaus produzimos sete mil/mês desses produtos, empregando diretamente 145 pessoas", garantiu.

        "Temos 200 lojas franqueadas no país, sete lojas próprias em Manaus, três em Belém, com abertura de mais seis até o final do ano, e uma em Santarém, com abertura de mais duas até o final do ano", adiantou.

        Um colchão de enrolar
        Buscando sempre um diferencial, na semana passada a empresa lançou o Concept, um colchão com resistência, estabilidade e durabilidade como nenhum outro no setor brasileiro. As tranças das fibras são tão unidas que o torna impossível de ser cortado ou perfurado, "100% pensado e desenvolvido em Manaus, com tecnologia alemã. Em breve iremos lançar um novo colchão que refaz as energias, ideal para você deitar nele quando estiver cansado. Outro produto que será lançado ainda este ano é o colchão enrolável, o Roll Pack. A dificuldade de quem vende um colchão hoje é ainda ter de ir entregá-lo para o comprador. Pois este você o leva dentro de uma caixa e, em casa, ao desenrolá-lo, ele se monta em 30 segundos", revelou.

        "Estou viajando agora para a China, para trazer mais uma novidade, mas por enquanto não posso adiantar nada, apenas que será algo revolucionário em termos de colchões", informou.

        "Até o final do ano, com investimentos do Basa, iremos reformar toda a nossa linha de produção, computadorizando e automatizando tudo. Os funcionários não precisarão mais carregar peças pesadas, ou fazer movimentos repetitivos, a não ser apertar botões. Teremos uma melhoria de 30% a 40% na qualidade de nossa produtividade", concluiu.


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