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Rádio Baré e CBN Amazônia agora em FM

Por: Tânair Maria tmaria@jcam.com.br
15 Nov 2016, 00h50

A Rádio Baré, retransmissora da Rádio CBN Amazônia passou a operar em FM. A migração aconteceu ontem por volta das 17 horas. Agora o público de Manaus e das adjacências já podem sintonizar a 95.7 FM para ouvir a grade de programação da rádio que toca notícia. De acordo com o presidente da Rádio Baré e vice-presidente do Jornal do Commercio, Sócrates Bomfim Neto, este é um feito para entrar para história do rádio no Amazonas e no Brasil. "Eu considero um feito histórico. Nós conseguirmos com tanta rapidez e presteza essa migração, que vamos começar imediatamente. A Rádio Baré, foi uma das primeiras do Brasil desde 1938, agora é uma das pioneiras na migração para o FM, no Amazonas e no Brasil".

Segundo Sócrates, os números garantem o pioneirismo da Rádio Baré. "Nós estamos sendo os pioneiros na migração, porque nenhuma outra rádio no Amazonas foi migrada ainda. Pouquíssimas rádios, menos de uma dezena fizeram a migração no Brasil, nós falamos de um universo de 1.700 a 1.800 rádios que vão fazer a migração e nós estamos entre as 15 ou 20 primeiras do Brasil. Na região Norte, nós devemos ser também, senão a primeira, uma das primeiras emissoras AM a migrar para FM. Eu considero um feito histórico", destaca.

Nesse momento de crise, Sócrates avalia que a migração chegou na hora certa para fortalecer o mercado e a economia local. "Eu vejo com muita expectativa e esperança, porque na nossa região a AM não é tão valorizada como no Sul e Sudeste do país. A FM abre um mercado muito grande para a Rádio Baré e é salutar a concorrência, ainda mais nós que temos uma rádio que é só de notícias, a News, vai ser fundamental atingirmos com um som de melhor qualidade a população de Manaus e das cidades mais próximas aqui do entorno com a grade de qualidade que nós temos e que agora fica ao alcance de todo o nosso público", avaliou.

Essa é a segunda vez que as rádios Baré e CBN firmam parceria. O que não aconteceu por acaso, segundo Sócrates, foi fruto de uma série de afinidades entre as rádios e o tradicional jornal impresso, principalmente em seu conteúdo informativo pautando os demais veículos da região.

Meta é continuar tradição de 78 anos

O presidente do Jornal do Commercio, jornalista Guilherme Aluízio, comemora mais um marco na história da rádio pioneira do Estado do Amazonas. "A Rádio Baré, concessionária retransmissora da CBN, com nome de CBN Amazônia, marca mais um tento na sua longa vida de 78 anos, nós somos de 1938. O ouvinte é quem vai ganhar com a emissora moderna, equipamentos moderníssimos e que estará sempre à disposição do seu público. Esperamos continuar merecendo a confiança que sempre tivemos na estação AM, pela seriedade das nossas transmissões; pela seriedade das nossas reivindicações; sempre a serviço do ouvinte do Amazonas. É um momento de alegria pela comemoração de mais essa vitória para a Rádio Baré, de Manaus", declarou.

Segundo o coordenador regional de jornalismo da CBN, o âncora Cristóvão Nonato, o mercado já cobrava o retorno da CBN Amazônia para a FM, que em meio a crise é uma alternativa eficiente para atingir a grande massa. "É um momento muito esperado não só pelos profissionais que estão trabalhando há três anos na CBN Amazônia, mais principalmente pelo público ávido de ouvir a CBN numa frequência com qualidade técnica, porque qualidade de informação nós temos", frisou.

Nonato aproveita para destacar o mercado publicitário que também estava ansioso por anunciar neste veículo, que é um dos mais cobiçados pelos clientes. "Eles deixaram de anunciar por conta da qualidade técnica da AM e agora vão poder atender à pressão de seus clientes em anunciar na CBN Amazônia", completou.

O gerente de Engenharia Técnica da Rede Amazônica, engenheiro Eduardo Lopes, explica que a migração inicialmente será com potência reduzida em 50% e a partir do próximo domingo passa a transmitir com potência nominal de 6 kW. Essa foi uma forma de atender as expectativas dos ouvintes e da equipe da Rádio CBN Amazônia.

"Estamos super empolgados porque estamos trabalhando na AM que tem uma audiência pequena e há uma expectativa do público em voltar a ouvir a CBN na FM. Então, estamos correndo para atender o público mesmo, primeiro com baixa potência em caráter provisório e depois entrar com a potência nominal e atender a região de Manaus e Iranduba com sinal de 6 kW", disse Lopes que é o responsável pela migração física da AM para a FM.

Um dos ouvintes ilustres da CBN, o odontólogo Dante Brescianini, que entre milhares de amazonenses, também estava na maior expectativa para ouvir a programação em FM, agora é só alegria.

Cerca de 80% da população ouve rádio

O rádio é o meio de comunicação mais difundido no Brasil, cerca de 80% da população é ouvinte assíduo de rádio. Além de levar a informação em primeira mão, também chega aos ouvintes que buscam por informação com qualidade e credibilidade, nos lugares mais longínquos do país, em AM (Amplitude Modulada) e FM (Frequência Modulada), e ainda atravessa as fronteiras pelas OT (Ondas Tropicais).

Foi pensando nesse público que a Rádio Baré e a Rádio CBN, firmaram nova parceria em 2013 e passaram a transmitir a programação da CBN Amazônia. Começando em Rio Branco (AC) e Guajará-mirim (RO), depois expandindo para Manaus (AM), em 2015. Mas, as novidades não param por aí, e a perspectiva é de levar o sinal da CBN Amazônia nos demais Estados da região Norte, formando assim a maior rede de rádio all-news do Brasil.

A migração de faixa é uma antiga reivindicação dos radiodifusores e foi autorizada pelo decreto presidencial nº 8139 de 2013. As rádios AM têm enfrentado queda de audiência e de faturamento devido a interferências na transmissão de sua programação. Além disso, não podem ser sintonizadas por dispositivos móveis, como celulares e tablets.

Para fazer a migração, os radiodifusores terão de arcar com os custos referentes à diferença entre as outorgas de AM e de FM. Os valores variam de R$ 8,4 mil até R$ 4,4 milhões. A tabela elaborada pelo Ministério das Comunicações, à época, foi feita com base em critérios como índices econômicos, sociais e população do município em que a rádio está localizada, além do alcance. As emissoras também precisarão adquirir equipamentos para a transmissão do novo sinal.

Atualmente, 1.781 emissoras estão na frequência de AM, em todo o Brasil, sendo divididas de acordo com o alcance: local, regional ou nacional. Ao todo, 1.386 emissoras pediram para mudar de faixa: 948 rádios já poderão fazer a migração ainda neste ano de 2016, mas 438 emissoras terão de aguardar a liberação do espaço que vai ocorrer com a digitalização da TV no Brasil.

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