Manaus, 16 de Janeiro de 2019
Siga o JCAM:

Menores juros para imóveis econômicos

Por: Andréia Leite
09 Jan 2019, 18h14

Crédito:Walter Mendes/Acervo JC
Sinalizando que não haverá aumento nos juros de crédito do programa Minha Casa Minha Vida, anunciado pelo novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, na segunda-feira (7), o mercado imobiliário amazonense, que já havia projetado um 2019 mais aquecido, se mantém otimista, com a previsão de mais lançamentos de imóveis classificados como padrão econômico. Produtos que no primeiro semestre de 2018, esteve em ascendência.

"O padrão imobiliário econômico continua sendo o mais procurado em Manaus com maior número de vendas brutas. O manauara está preferindo realizar a compra do seu imóvel de unidades já prontas. O tempo médio em vendas dos empreendimentos residenciais em atual comercialização, 87% do total da oferta lançada são de unidades já prontas", frisou o vice-presidente da Ademi-AM, (Associação do Mercado Imobiliário do Estado do Amazonas), Hélio Alexandre.

O novo presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, declarou que os juros menores estão garantidos nas operações do programa subsidiado pelo governo federal, para quem tem renda que varia de R$1.800 a R$ 7mil e que o crédito habitacional da classe média será maior.

Apesar de garantir os juros menores para as operações do programa, que subsidia imóveis para a população de baixa renda, Pedro Guimarães, declarou que a classe média terá que pagar juros maiores.
Apesar do otimismo do setor, declaração não ficou bem entendida pelo superintende da incorporadora Morar Mais, e Diretor da Comissão da Indústria Imobiliária da Ademi-Am, Henrique Medina.

"Estamos avaliando a declaração dele com cautela e com certa preocupação. Já que ele disse que a classe média pagará juros mais altos e que juros do Minha Casa Minha Vida serão somente para a população pobre. Levando em consideração que o programa é fantástico, além de um programa habitacional é um programa social, que fornece habitação e condições favoráveis para quem eventualmente não pode comprar, ele gera uma grande quantidade de empregos. É uma locomotiva que impulsiona o mercado. E acredito que o presidente vai rever, caso ele queira fazer algum tipo de modificação no programa".

Ele lembra que o programa já sofreu neste início de ano, algumas modificações de percentual de subsídios e teme que ele vá querer incrementar novas mudanças. Para ele quando o presidente da Caixa fala que a classe média vai pagar juros mais altos, é uma afirmação muito abrangente, se continuar do jeito que está, ou seja, o programa abrangendo renda que vai do pobre até a classe média, está com valores de R$ 6.500 até R$ 7 mil, aqui no Estado, ele está afirmando que essa faixa de renda vai pagar juros mais alto.

Por isso, Medina, diz que precisa ter cautela para entender. "Certamente programa não vai diminuir. Certamente não vai mudar. Agora eu não sei o que ele quis dizer. Se o programa continuar exatamente como estava seria fantástico. O mercado imobiliário no ano passado no Brasil, surfou a onda do Minha Casa Minha Vida e fez com que o mercado aquecesse. São empreendimentos com preços baixos, com juros baixos, sempre em condições atraentes, em bairros bem localizados. Se manter as condições do ano passado vai dar tudo certo, se mudar, precisamos ter cautela", avaliou.

Projeções

Embora sem um balanço fechado em torno dos números do mercado imobiliário no Amazonas, referente ao terceiro trimestre de 2018, as projeções positivas anunciadas por representantes do setor no fim do ano, sobre o lançamento de novos empreendimentos na capital, seguem a linha de declaração do presidente da construtora MRV, Eduardo Fischer, à Folha de São Paulo (dia 7), que prevê um 2019, como melhor ano para o setor.

Para ele as incertezas que após a eleição eram evidentes, estão dando vez a um novo cenário para o mercado imobiliário. Em entrevista ao periódico, Fischer frisou que a MRV, nos últimos cinco anos investiu nos imóveis econômicos e no consumidor de baixa renda. Apesar da alta demanda pelos imóveis na faixa de R$ 1,5 mil do programa Minha Casa Minha Vida, a construtora pretende voltar a lançar empreendimentos de valores mais altos.

No Amazonas, a MRV Engenharia, que iniciou as suas atividades no ano passado, deve movimentar em torno de R$ 147 milhões no VGV. No ano passado, a construtora fechou o ano com 350 unidades vendidas na região, o que totaliza mais de R$ 50 milhões em vendas contratadas no período. Se confirmar com o lançamento de mais três empreendimentos previstos na capital.

Para Jeferson Benites, gestor executivo comercial da MRV, os bons resultados da construtora no Amazonas vem superando as expectativas da companhia. "A queda da inflação, a diminuição da taxa de juros e de financiamento, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) nacional e ainda as definições políticas devem impulsionar ainda mais as vendas", analisa o gestor.

Comentários (0)

Deixe seu Comentário