Manaus, 16 de Janeiro de 2019
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Preço da gasolina despenca nas bombas

Por: Antonio Parente
07 Jan 2019, 17h52

Crédito:Antonio Parente
Pelo segundo dia consecutivo, a Petrobras reduziu o preço da gasolina nas refinarias. Na última quinta-feira a estatal já havia baixado para R$ 1,4675 e, sexta-feira (04), o valor do produto chegou a R$ 1,4537 o litro. A medida trouxe impactos positivos para trabalhadores do segmento de transporte e, economia pode chegar nos gastos diário da categoria pode chegar a 20%. Para alguns trabalhadores, a redução é mais que bem vinda.

Segundo o motorista de transporte de aplicativo, Pablo Cid Filard de Souza, com o preço da gasolina abaixo da normalidade, as corridas ficaram muito mais lucrativas e, consequentemente, geraram uma redução nos gastos diário da profissão. Além disso, ele conta que aquisição do produto tem gerado uma economia de até 10% na compra adquirida por meio de serviços de aplicativos disponibilizados por alguns postos de Manaus.

"Para o nosso trabalho a queda do preço foi fundamental, nas últimas semanas os nossos ganhos foram maiores . Antes eu colocava R$50 dava para rodar uns 100 a 120 km e agora com os mesmos R$50 já dá pra fazer de 150 a 170 km. Atualmente costumo encher o tanque, fato que até novembro não dava para fazer. Outro detalhe que dá para economizar ainda mais, são os aplicativos de alguns postos de gasolina , onde o desconto pode chegar até 10%", disse.

Já para a condutora de transportes escolar, Gleciane Cabral de Jesus, o atual preço compensa a os gastos e despesas que ela teve nos últimos quatro meses, quando o valor chegou a R$ 4,69 nos postos. Ela conta que se o valor continuar até o início das aulas, a qualidade e os preços dos serviços prestado aos cliente, pode ter uma grande melhoria.

"A redução do preço do combustível é muito importante para nós condutores. Como o valor dos nossos serviços é repassado para os pais no início do ano, a cada alta do combustível temos prejuízos, porque temos que cumprir esses valores acordados até o final do ano. Com a diminuição do preço, podemos gerar benefícios aos nossos cliente, com valores mais acessíveis e um carro de melhor qualidade. Gerando satisfação de ambas as partes. Hoje o nosso maior gasto na profissão é com esse preço abusivo práticas meses atrás", disse.

Apesar da diminuição do valor, o presidente do Sindicombustíveis-AM (Sindicato dos Postos de Combustíveis do Amazonas), Geraldo Dantas, explicou que a medida é temporária e, que a redução trata-se de um desconto sazonal decorrente aos períodos de férias escolares, onde o fluxo de pessoas na cidade reduz de forma considerável.

"Nesse período do ano, o trânsito em Manaus é fraco e, consequentemente o preço da gasolina cai. Então, com o intuito de atrair o consumidor algumas empresas de distribuidora fazem algumas ações com os postos com o objetivo é atrair o consumidor, onde cada um abre mão da parte do seu lucro em prol do aumento nas vendas. Como a concorrência é acirrada, tanto a Shell como o Ipiranga, e os postos Atem reduzem seu preço. Hoje a nossa gasolina é mais barata do Brasil. O consumidor tem a opção de gastar e usufruir dessa vantagem que ele está tendo temporariamente. Isso vai ajudar muito os serviços de transportes.", disse.

Geraldo explicou que, a expectativa é que o preço da gasolina volte para o patamar normal que varia entre R$ 4,49 e R$ 4,69 e, explicou que isso se deve a decisão do presidente Jair Bolsonaro. em não intervir na política de preço da Petrobras. "Essa política de preço da Petrobras de subir e baixar os preços de acordo com o mercado internacional e o dólar vai continuar. O presidente Bolsonaro já deixou claro a intenção de manter a antiga política de preço da petrobras. Então, nesse primeiro momento, o preço do combustível não terá a previsão de baixar (fora essas promoções).Então é importante que o consumidor aproveite e usufrua", disse.

Em nota, a Petrobras lembrou que a variação de preço dos combustíveis não de responsabilidade, e sim de diversos outros fatores de mercado, além do preço praticado nas refinarias. Segundo ela, a carga tributária (que tem um peso relevante), custo do etanol obrigatório e margens da distribuição e revenda também entram no cálculo.

"O valor do combustível nas nossas refinarias e terminais é muito inferior ao pago pelo consumidor final. Somente uma parte do preço é da Petrobras. O preço na bomba incorpora a carga tributária e a ação dos demais agentes do setor de comercialização como: importadores, distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis - fatores sobre os quais não possuímos controle", informou a nota.

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