Manaus, 16 de Janeiro de 2019
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Lojistas em ritmo de volta às aulas

Por: Andréia Leite
07 Jan 2019, 17h45

Crédito:Andréia Leite
Todo início de ano letivo é a mesma coisa. A corrida para as compras de materiais escolares estão na lista de prioridades dos pais e responsáveis, que em sua maioria já reservaram parte do orçamento para os gastos inevitáveis. Nessa carona, vários segmentos do comércio varejista investem nesse tipo de nicho que ganham espaços em vários estabelecimentos da capital. Entre as estratégias adotada por alguns é praticar o menor preço, disparar promoções, além de oferecer facilidades no pagamento dos kits escolares.

O grupo Queiroz, um dos maiores atacadistas de materiais descartáveis, observou a demanda e o crescimento do nicho e ampliou o seu estoque. O investimento no segmento de volta às aulas ganhou destaque nas quatro lojas que o grupo detém. "As nossas lojas são voltadas exatamente para esse público. Como já temos um perfil atacadista o pai ou mãe que nós já atendemos, vendendo outros produtos, passaram a encontrar materiais escolares também", destacou o proprietário Anderson Queiroz, que atribui o aumento da procura por esses ítens, por praticarem valores acessíveis e o grupo estar localizado em lugares estratégicos, facilitando o acesso aos consumidores. Anderson aposta num crescimento de 15% em relação ao ano passado, ele afirma que atualmente toda a parte de papelaria, voltada ao material escolar estão disponíveis e para todas as classe sociais. "Atendemos da classe A a E, seja qual for, o nosso objetivo é agregar as compras ao parcelamento e oferecer sempre o menor preço". Anderson aponta um aumento de fluxo na ordem de 14% desde a segunda quinzena de dezembro.

Já a Tropical Atacadão, abriu a temporada de vendas de material escolar logo após o Natal. Além do grande movimento nas vendas dos produtos, a empresa comercializa para pequenos comércios de bairros e para alguns municípios do interior. De acordo com a gerente de Marketing da empresa, Susan Soares, o aquecimento do setor nesta época, já é uma tradição. 'É um período em que toda a família acaba se envolvendo de alguma forma. Ou tem alguém de faixa etária escolar, ou alguém que faça faculdade. Eu acredito que todo mundo separa uma parte do salário para investir nas compras de materiais escolares". Susan lembra que o décimo terceiro também, injetou bastante na economia do setor. "Muitas pessoas aproveitaram o décimo e anteciparam as compras de materiais escolares". A empresa revende os produtos em todas as multilojas. Ela também declara que o volume de compra ajuda a oferecer os preços mais baixos. Com otimismo ela espera que as vendas alcancem de 8% a 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

As vendas de artigos escolares também estão nas prateleiras dos hipermercados da capital. No Carrefour, por exemplo, até a próxima semana muitas novidades para a volta às aulas deverão ser encontradas na rede pelos clientes. O hipermercado vai disponibilizar vários ítens para quem pretende comprar e fugir do tumulto das livrarias, que estão entre os estabelecimentos de maior movimento.

Nas lojas Americanas, é possível encontrar diversos itens da linha de material escolar, alguns com promoções, entre eles caixa de lápis de cor de R$14,99, cadernos de matérias R$27,97, cola transparente R$12,99, além de mochilas e vários outros produtos.

A Livraria Lira, uma das mais tradicionais da capital, está com o movimento dentro do esperado. Como estratégia para atrair mais consumidores, a livraria lançou uma promoção; nas compras até ou acima de R$100, o cliente ganha um cupom e concorre a um carro e ainda oferece facilidades para o pagamento do material escolar em até 10x sem juros. A expectativa do diretor administrativo, Erick Lira, é que as vendas sejam superiores ao ano passado.

A enfermeira Sandra Frazão, 49, veio ao Centro, em busca de liquidar a lista de materiais do filho de 8 anos. "Antecipar é sempre melhor, menos tumulto. Mas esse ano eu não consegui. Estou saindo daqui com tudo comprado e com a lista fechada". Sandra pesquisou bastante até optar pelas compras na livraria, afirmando que gastou uma média de R$1.300, em todo o material.

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