Manaus, 16 de Janeiro de 2019
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Respeito aos animais é cartão de visita na Transire

Por: Evaldo Ferreira
02 Jan 2019, 22h01

Crédito:Evaldo Ferreira
Cada vez mais as pessoas estão tomando consciência de que os animais devem ser bem tratados e respeitados. Chama mais a atenção quando o exemplo vem de uma empresa que resolveu adotar seis vira-latas (que teimosamente entravam em suas dependências), transformando-os em funcionários honorários, com crachá e tudo.

"Tudo começou há uns três anos quando três vira-latas viviam entrando na nossa empresa, a Transire Eletrônicos, ainda localizada na av. Solimões, aqui mesmo no Polo Industrial", lembrou a analista de RH, Naiara Santos.

"Pedimos ao nosso diretor- presidente, Gilberto Novaes, para que ele nos autorizasse a cuidar dos animais e ele prontamente concordou. A partir dali, Rock, Rabugento e Negona passaram a ser nossos protegidos", disse Naiara que, junto com a operadora de produção da Transire, Liliane Lima, se tornaram as responsáveis pelos três animais.

"Quando a Transire foi transferida para esse novo endereço, trouxemos os três e surgiram mais três, que receberam o nome de Brasil, Costelinha e Neguinha", completou.

"O Rock, o Rabugento e a Negona já são bem velhinhos. Os pelos já estão brancos e eles ficam quase o tempo todo deitados, já o Brasil, o Costelinha e a Neguinha são mais novos. Tem um veterinário para cuidar exclusivamente deles, tudo bancado pela empresa. Quinzenalmente eles são levados até o pet shop para tomar banho; recebem duas vacinações por ano; vermifugação trimestral além, é claro, de rações", esclareceu.

Fuga no dia do banho

"Como eles são os mascotes da empresa, todos os funcionários gostam deles, e nenhum dos seis quer sair das dependências na Transire. Também já conhecemos as características de cada um deles. O Rock, por exemplo, é o único que, vez ou outra, ultrapassa as grades e vai para a rua atrás de fêmeas, tanto que ele teve sete filhotes com a Neguinha, mas agora está castrado; o Rabugento ganhou esse nome, mas é o mais dócil de todos, ocorre que quando a Liliane o pegou pela primeira vez, ele estava assustado e reagiu com raiva. Depois que se acostumou conosco, ficou manso; a Negona é a dona do pedaço. Não admite nenhum outro cachorro novo aqui na Transire. A área da empresa é imensa, mas eles se sentem os donos de todo esse espaço", afirmou.

"Já o Brasil é o mais medroso de todos. Gosta de estar sempre escondido. A Neguinha ficou prenha do Rock e teve sete filhotes. Por isso resolvemos castrar todos. Como ficaria difícil criar mais sete animais, eles foram doados aos funcionários, que se comprometeram a dar-lhes o mesmo tratamento que teriam aqui. O custo com esses animais é muito alto. Imaginem, eles têm um veterinário à disposição, além de tratamentos e alimentos. Uma noite o Rock foi para a rua e brigou com outros cachorros. Voltou todo ferido e passando mal. Isso de madrugada. O nosso setor de segurança e monitoramento acionou o técnico em segurança do trabalho e ele veio até aqui, levando o Rock para o veterinário, onde foi tratado até ficar bom", lembrou.

"Outro exemplo de como gostamos desses animais aconteceu com o Costelinha, cujo primeiro nome foi Pirento. Já dá pra saber porque. Ele chegou aqui coberto por pira, sem pelo algum no corpo. Nós o acolhemos, tratamos e quando ele ficou curado e com o corpo coberto por pelos, teve que ganhar um novo nome. E ficou muito esperto, perseguidor de motos. Temos que ter cuidado quando chega algum motoqueiro aqui porque ele corre atrás", contou.

"O maior trabalho que eles dão é no dia do banho. Todos já sabem quando chega esse dia e fogem, se escondendo em algum lugar. Se todas as empresas fizessem isso, uma grande quantidade de animais abandonados ganharia um lar e seriam bem tratados por toda a vida", ensinou. "Ah, e quando chego em casa, ainda vou tratar de minhas duas cadelas, a Meg e a Meguinha", riu.

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