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Mais jovens empreendedores em Manaus

Por: Andréia Leite
26 Dez 2018, 19h59

Crédito:Divulgação
O envolvimento na criação do próprio negócio aumentou a realidade cada vez mais predominante do número de jovens microempreendedores de 18 a 25 anos. Esse levantamento foi divulgado pelo Serasa Experian, num estudo que avaliou o perfil dos consumidores que se tornaram MEIs (Microempreendedores Individuais) de janeiro a setembro de 2018 representando 20,3% do total de formalizados no comércio.

De acordo com os dados no site do Sebrae (Serviço de Apoio Brasileiro às Micro e Pequenas Empresas) no Amazonas, o MEI, que representa a grande maioria com 60.528 formalizados respondem 51% da categoria. Confirmando que no setor de comércio e serviços concentram ao menos 80% de novos negócios no Estado.

Quando considera esse aumento com jovens até 25 anos, o analista e gestor do projeto de jovens empreendedores do Sebrae, Alexandre Thiago Frota, que coordena o programa de educação empreendedora da entidade avalia que essa tendência deva elevar ainda mais esses números.

"Percebemos isso no dia a dia, esses jovens têm ideias e potenciais bem desafiadores. Eles surgem dentro de uma realidade que dissemina porque possuem essa característica de empreender. Eles ficam fascinados com a possibilidade e capacidade de produzir e vender". O analista explica que surgem dois perfis nessa categoria os que empreendem por necessidade, alinhado ao alto índice de desemprego, e os que empreendem por oportunidade, que buscam seguir um nicho de negócios mantido com incentivo da família. 'É aquela máxima na dificuldade encontra-se a oportunidade".

Por meio do Sebrae vários jovens tem buscado oportunidade de qualificação através de cursos. "Começamos com cursos para o nível fundamental o JEEP (Jovens Empreendedores Primeiros Passos), o nível médio com o curso Crescendo empreendedo e o Despertar, e para o nível técnico e superior com palestras voltadas ao empreendedorismo", explicou, Alexandre Thiago. Para ele mais que incentivo, esses jovens surgem com conhecimentos diferentes,eles surgem com uma curiosidade aguçada, se tornam mais criativos em função da tecnologia facilita o acesso a muitas coisas e isso desperta o interesse. "Por isso surgem as startups, o boom dos aplicativos, dentro disso surgem mil ideias e a maioria se concentra, v6em desses jovens". Conforme o analista em de agosto a dezembro o Programa de Educação Empreendedora atendeu uma média de 2100 jovens.

O consultor de empreendedorismo, Carlos Oshiro, disse que a facilidade de empreender atualmente traz mais motivação, principalmente aos jovens, que conseguem fazer isso na sua própria casa, com prestação de serviços, treinamento e até com vendas de produtos. "Eles acabam empreendendo e vendendo algo, e aí o MEI, não exige a necessidade de ter um ponto físico, que exige pagamento de aluguel de colaboradores, então essa é uma das justificativas para que o jovem esteja empreendendo mais através do MEI que tem um volume de faturamento, por mês em torno de R$ 5 mil". Oshiro ressalta que normalmente quem começa o empreendedorismo do modo mais tradicional daquele que exige um ponto de venda, geralmente começa pelo segmento de alimentação. "Isso é um dos critérios que são levados em conta, porque se torna mais fácil e viável para quem quer iniciar uma carreira sólida".

Do estágio ao empreendedorismo

Lucas Bezerra montou o próprio negócio aos 17 anos. Atualmente com 22, ele é dono de três empresas, todas de segmentos diferentes; uma empresa de construção civil, naval e industrial, uma casa de show e uma empresa do ramo alimentício. "A partir do meu estágio do curso de Edificações, no ensino médio, me despertou a vontade de empreender. Percebia que o mercado civil tinha algumas deficiências e decidi ir em busca de caminhos para investir". Lucas que é o primeiro da linha empreendedora da família.

Como vice-presidente da (CDL-Jovem Manaus), lembra que começou a ter visão do que era o cenário empresarial no Estado e isso ajudou bastante a visão para difundir a cultura empreendedora. "Entrei sem nenhuma pretensão, a convite de uma amiga e acabei ficando. O network também foi fundamental, porque ajudou a ampliar os objetivos profissionais". Lucas pontua que a ideia de você querer trabalhar numa empresa privada, passar num concurso público, ficou para trás. Para ele o futuro é o empreendedorismo. "É um movimento mais eficiente e mais rápido, embora exista ainda muita dificuldade para quem pretende investir num novo negócio".

Mas lembra que é preciso gostar do que faz para poder. Outra dica é; manter sempre a saúde financeira da empresa boa e em dia. Lucas é proprietário das empresas, Engmax - Construção Civil/ Naval/ Industrial. Green Lighting - Eficiência energética, Bulldog Dogueria - Hot Dog BarOld Sailor - Pub/ Casa de Show, esta última inaugurada no último dia 8.

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