Manaus, 19 de Novembro de 2018
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Pagamentos testam novas soluções

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11 Set 2018, 16h49

Crédito:Divulgação/Assessoria
Fintech disponibiliza módulos flexíveis que permitem que qualquer negócio possa criar seus produtos e "mover dinheiro" com maior facilidade.


Executivos da Zoop acreditam que o mercado de meios de pagamentos, que passou recentemente por processo de abertura, começa agora a evoluir sob a influência de clientes que buscam soluções sofisticadas e totalmente customizadas às suas necessidades.

A fintech se apresenta como uma das principais influenciadoras da terceira onda do mercado de pagamentos. Com a abertura em 2011, surgiram novas empresas que democratizaram o acesso ao pagamento com o cartão, reduzindo custos de terminais e resolvendo problemas de atendimento. A segunda onda foi encabeçada por empresas como Stone e PagSeguro, que hoje lideram o crescimento do mercado. A Zoop acredita que o mercado passa agora a evoluir sob a influência de clientes que buscam soluções de pagamento especificas às suas necessidades.

"Essa tendência não tem volta, já está acontecendo. Isso vai avançar inclusive para formas de pagamentos diferentes. Falamos muito de maquininhas, mas teremos, por exemplo, um boom de QR codes. Existem várias formas de você melhorar a experiência de pagar e receber" afirma o ceo da fintech, Fabiano Cruz. Segundo ele, o início da tendência de segmentação do mercado teria surgido já em 2013, quando novas empresas, como a Zoop, começaram a aparecer.

"Em 2012 e 2013, já percebíamos essa descentralização que deveria ocorrer mais cedo ou mais tarde. Hoje, cada vez mais, temos solução especializadas e segmentadas para atender uma demanda específica. O cliente quer que o seu provedor entenda muito do seu segmento, que tenha uma solução específica para ele, e isso você não vai encontrar em provedores mais genéricos", diz.

Fundada em 2013 pelos sócios Fabiano Cruz e Rodrigo Miranda, a Zoop é uma empresa de tecnologia para meios de pagamento e serviços financeiros, que habilita negócios e empresas a criarem soluções próprias de pagamentos e também serviços de movimentação financeira. A história da empresa, segundo Fabiano, pode ser dividida em duas fases, onde cada uma deu início a criação de serviços para dois setores distintos.

"Alguns anos atrás, nós vimos essa mudança do mercado de pagamentos, quando surgiram várias outras adquirentes. Com o passar do tempo percebemos que o mesmo iria ocorrer em outro segmento muito concentrado, o sistema financeiro, e criamos, então, produtos que poderiam ser utilizados em ambos os meios", explica ao DCI.

Seu maior diferencial, acreditam, é a capacidade de apoiar marketplaces e outros negócios a criarem plataformas de pagamentos customizadas. Na prática, a fintech disponibiliza módulos flexíveis, por meio de sua plataforma, que permitem que qualquer negócio possa criar seus produtos e "mover dinheiro" com maior facilidade.

Perfil inovador

O ceo da Zoop defende a descentralização do mercado e no acesso mais amplo aos serviços financeiros no País. "Achávamos que várias outras startups e bancos precisariam de muita tecnologia para criar suas soluções, e nada melhor que uma plataforma para acelerar esses processos. Somos, então, um combustível dessa revolução do mercado de fintechs, damos as ferramentas para que outras fintechs e empresas possam criar suas soluções", comenta.

As iniciativas financeiras compõem a maioria dos clientes da Zoop, mas a empresa vem atendendo um número crescente de bancos menores, mais regionalizados. "Ao contrário do que muitos pensam, não somos uma concorrência dos bancos, somos um complemento, pois criamos uma versão tecnológica que essas instituições não têm, somos como um banco 2.0", diz.

Com o faturamento e volume de processamento triplicando anualmente, desde que iniciou a operação no Brasil, em 2014, a Zoop já possui grandes operações em todo o território nacional, atendendo a mais de 10 mil estabelecimentos comerciais, e registrando um crescemos mais de 1000% nos últimos 12 meses.
Ao todo, a equipe é composta por 50 profissionais, baseados no Rio de Janeiro e em São Paulo, atendendo mais de dois mil clientes em todo o País. Em março, a Zoop recebeu aporte de US$ 18 milhões da Movile, empresa de venture capital.

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