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O smartphone dobrável está perto de chegar ao seu bolso

Por: Estadão Conteúdo
10 Set 2018, 18h30

Crédito:Divulgação/Assessoria
Smartphones flexíveis podem não estar tão longe de ser realidade. Após anos de rumores e trabalhos de desenvolvimento, as telas flexíveis podem se tornar realidade em breve.

Durante a IFA, feira de tecnologia pessoal que acontece em Berlim, na Alemanha, o assunto tem ganhado corpo graças a um protótipo em demonstração. Outro episódio desta semana que ajudou a chamar a atenção para a discussão foi uma entrevista do CEO da Samsung, que afirmou que a empresa mostrará algo sobre isso em breve.

Na IFA, uma companhia chamada Nubia mostrou um modelo que parece uma mistura de smartphone e relógio conectado. Com formato similar a um bracelete, o produto pode ser usado em torno do punho ou então esticado, com a tela vertical - assim, mais similar ao visual de um smartphone. O produto usa o tradicional Android, sistema operacional móvel do Google.

A presença de uma gigante multinacional como a Samsung, porém, é capaz de trazer mais relevância a um debate sobre esse tipo de produto. Em uma entrevista à rede americana CNBC, o CEO da Samsung DJ Koh afirmou que a empresa deve dar detalhes oficiais de seus primeiros modelos de smartphones com telas flexíveis ainda em 2018 e as primeiras unidades seriam vendidas a partir do próximo ano. É importante lembrar que a Samsung é a empresa que mais vende smartphones no mundo.

Alguns rumores emergiram após a entrevista de Koh, como a informação que a tela seria de 7,3 polegadas - um Samsung Note 9, smartphone grandalhão da sul-coreana, por exemplo, tem tela de 6,4 polegadas.

O executivo afirmou na entrevista que "é hora de entregar". A tecnologia de telas dobráveis é foco de desenvolvido há anos. A própria Samsung mostrou um conceito de telefone dobrável em 2014. Mas a lista de interessadas nessa ideia é longa. A LG, por exemplo, já mostrou uma televisão de 65 polegadas capaz de ser enrolada tal um pôster -permitindo que a tela seja recolhida em uma sala de estar.

No campo do desenvolvimento, ainda sem previsão de aplicações práticas, uma companhia americana também promete. A Royole tem trabalhado sobre um display com tecnologia Oled que tem apenas 0,01 mm de espessura - e é completamente flexível. O passo no qual a empresa trabalha agora é criar um smartphone para essa tela.

Para alguns, a tecnologia deve moldar o smartphone do futuro - ou qual for o gadget principal de nosso dia a dia. A Apple tem patente registrada nesse campo, com um smartphone com tela flexível, mas não significa que a empresa esteja trabalhando na ideia para um futuro próximo.

A chinesa Lenovo, lá em 2016, chegou a apresentar um produto com conceito próximo ao da pulseira da Nubia. O CPlus (nem mesmo um porta voz da companhia foi capaz de explicar de onde o nome saiu à Cnet) mesclava smartphone e pulseira conectada - de lá para cá, porém, o produto não foi lançado comercialmente.

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