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Wishare, a rede social de compras, já procura aumentar engajamento com marcas

Por: DCI
28 Ago 2018, 18h15

Crédito:Divulgação
Wishare permite que usuário realize compras diretamente no aplicativo e compartilhe informações com amigos


A startup Wishare tem o objetivo de unir o conceito de rede social a um marketplace.

No aplicativo, o usuário pode compartilhar com os amigos informações sobre produtos comprados, criar uma lista de desejos, tornar-se embaixador de uma determinada marca e adquirir itens diretamente pela plataforma.

Inaugurada em abril de 2018 em São Paulo, a empresa já conta com 40 contratos de grandes marcas como Cavalera, Nike, Adidas, John John e Converse. Além disso, recebeu aporte de RS 1,5 milhão de um grupo de investidores. A startup não divulga seu faturamento. O modelo de negócio faz parte de uma onda de inovação no varejo impulsionada pelos altos custos das lojas físicas em itens como mão de obra, impostos e aluguéis, o que gera dificuldades para os negócios do setor.

O professor de Administração Arnaldo Borges, da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), analisa o cenário como propício para o desenvolvimento de empresas com tecnologia para o varejo, como a Wishare. "Esta ideia é boa, mas vai demorar um pouco para cair no gosto do consumidor", diz.

O aplicativo conta atualmente com 25 mil usuários e o objetivo da empresa é chegar a 100 mil até o fim do ano. Desde o lançamento, foram vendidos 500 produtos dentro da plataforma. Segundo a CEO, Juliana Klein, o objetivo principal neste momento não são as vendas, mas sim atrair mais clientes.

Tanto lojas multimarcas quanto as próprias marcas podem vender diretamente pelo Wishare. A plataforma, que atua como um marketplace, é gratuita, sem cobrança de mensalidades. A monetização ocorre por meio da cobrança de uma taxa equivalente a 20% de cada produto vendido.

"Não há nenhum risco para os vendedores, eles pagam somente se venderem", diz Juliana.

Cadastros e postagens dos produtos são realizados diretamente pelos lojistas e não há limite de artigos anunciados por loja. Uma analista comercial faz a curadoria das lojas. O objetivo, segundo Juliana, é ter produtos que interessam ao público, com um bom valor e uma imagem que agrade.Interações sociais.

Todas as informações do que é comprado pelo aplicativo podem ser compartilhadas. O intuito é promover interações entre os usuários a fim de aumentar as vendas por influência. Também é possível compartilhar apenas informações de produtos que interessam, sem necessidade de adquiri-los.

Para tornar-se embaixador, o cliente precisa ter perfil compatível com a identidade da marca, ser engajado e compartilhá-la consideravelmente. A cada compartilhamento, o seguidor ganha um ponto a fim de atingir um status na plataforma que permitirá que as marcas o encontrem e contratem.

Ao ser contratado por um varejista, o usuário passa a fazer propagandas no perfil e pode ganhar uma comissão sobre os compartilhamentos. Juliana lembra que, mesmo atingindo o status de compartilhamento suficiente, há a possibilidade de o cliente não ser escolhido pelas marcas. "A pessoa deve ter um perfil que tem a ver com a loja."

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