Manaus, 22 de Setembro de 2018
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Piscicultura brasileira espera crescer 12% com ajuda do câmbio

Por: Assessorias
20 Ago 2018, 17h45

Crédito:Divulgação/Assessoria
Se conseguir compensar a perda causada pela greve dos caminhoneiros, que prejudicou escoamento da produção e a entrega de rações, a piscicultura brasileira espera crescer entre 10% e 12% neste ano.

Parte desta estratégia envolve aproveitar a oscilação da moeda norte-americana para ampliar exportações de peixes de cativeiro e uma campanha de incentivo ao consumo no País.De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, se essas duas estratégias surtirem efeito, o setor deve superar o incremento de 8% previsto inicialmente para 2018.

Embora mais de 90% da produção, que somou 691,7 mil toneladas de peixes cultivados no ano passado (alta de 8% ante 2016, sendo 357,6 mil toneladas de tilápia), tenha como destino o mercado interno, aproveitar a oscilação do dólar pode contribuir para diminuir a oferta de peixes no em todo o País.

"Esse mercado é pequeno porque o interno paga em torno de US$ 1 a mais que os importadores pelo filé. Porém, no cenário atual a diferença diminuiu e ficou mais atrativo exportar", explica.

"Essa variação do dólar foi rápida e algumas empresas tem contratos a cumprir no mercado interno. Mas a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex - Brasil) vai realizar uma ação em outubro para trazer novos compradores dos Estados Unidos ao País e isso pode compensar algumas perdas causadas pela greve", afirma Medeiros.

Segundo ele, a paralisação dos caminhoneiros, em maio, fez com que piscicultores de algumas regiões ficassem mais de um mês sem entregar peixes para compradores o que aumentou os estoques e pressionou os preços, especialmente em estados como Paraná (o principal produtor de peixes cultivados do País, com 112 mil toneladas no ano passado), São Paulo e Goiás.

"Esperamos que no fim de setembro o mercado volte a se regular, uma vez que nos meses mais frios o consumo de peixes é menor." O preço da tilápia caiu até 10% no oeste do Paraná e em São Paulo, diz Medeiros, para em torno de R$ 4,50 o quilo.

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