Manaus, 12 de Novembro de 2018
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Indústria local cresce 10,8% em 12 meses

Por: Antonio Parente
10 Ago 2018, 10h34

A produção industrial no estado do Amazonas registrou nos últimos doze meses um crescimento de 10,8%. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número representa o melhor desempenho entre os 14 estados pesquisados. Entre as atividades, destaque para a fabricação de bebidas e da indústria extrativa, que no mês de junho, apresentaram um aumento de 37,5% e 4,1% respectivamentes.

No mês de junho de 2018, a produção geral obteve um crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a pesquisa, o dado representa o quinto melhor desempenho do ano em comparação às outras unidades federativas do país, ficando atrás dos estados do Pará (13,3%), Pernambuco (10%), Paraná (9,7%) e Bahia (9%). Apesar da alta na produtividade das indústrias, o número representa o menor desempenho deste ano, que registrou em janeiro 32,6% de crescimento na produção.

Segundo a pesquisa, o bom desempenho do setor de bebidas deve-se à maior produção de gás natural, xarope, cerveja, chope, nafta, óleos combustíveis e gás.

Na comparação com o mês anterior, a produção caiu 1,1%. O melhor desempenho no mês coube ao estado do Paraná com 28,4%. E o pior desempenho do mês ficou com o Espírito Santo (-2,0%). Já no acumulado de 2018, a indústria amazonense alcançou em junho 15,6%, o que representou o melhor acumulado entre todas as Unidades da Federação.

Para o vice presidente da Fieam (Federação do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, outro fator que motivou os números positivos, foi a antecipação do período de férias dos trabalhadores das fábricas, que dobraram a produção contribuindo para o bom desempenho. "Além da questão da antecipação das férias dos trabalhadores de julho para junho, que ajudou a intensificar a produtividades, muitas empresas tinham matéria prima regional no estoque e aproveitaram para colocar nas linhas de produção para rodar", disse.

Apesar da alta produtividade, Azevedo destacou que o cenário ainda não se concretizou em geração de novos postos de trabalhos e investimentos, e reforçou que apesar disso, a expectativa para julho é que a produtividade cresça cada vez mais e se converta em mais empregos no PIM (Polo Industrial de Manaus).

"Apesar de ser números bastante positivos, isso ainda não tem se convertido em mais empregos e investimentos. Mas, esperamos que a contabilidade de julho possa ter sido muito melhor, principalmente para que o segmento possa gerar mais postos de trabalho", frisou.

Em comparação com 2017, a pesquisa destacou que entre as atividades que registraram um desempenho negativo, estão a fabricação de máquinas e equipamentos (-37,0%), fabricação de produtos de borracha e material plástico (-33,0%).

Esses números foram puxados por pré-formas de garrafas plásticas, peças e acessórios de plástico para indústria eletroeletrônica, garrafas, garrafões, frascos e artigos semelhantes de plástico, aparelhos de ar condicionado de paredes e janelas ou transportáveis inclusive (split system), terminais comerciais de autoatendimento e máquinas de distribuir ou trocar dinheiro, e juntas metaloplásticas e juntas de vedação mecânicas.

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