Manaus, 16 de Novembro de 2018
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Em busca de estímulo ao produtor

Por: Andréia Leite
08 Ago 2018, 14h24

Crédito:Divulgação
O segundo semestre traz boas perspectivas para o setor primário amazonense com a retomada dos plantios nas áreas de várzea, com grande capacidade produtiva tanto para agricultura como para a pecuária. Apesar disso, o agricultor ainda convive com o risco decorrente da ausência de uma melhor política de preços para evitar a má remuneração dos produtores diante da oferta em alta no período.

O especialista na gestão da informação ao agronegócio, Thomaz Meirelles, acredita num segundo semestre de bons frutos, mas alerta sobre a comercialização dos produtos nessa época, com excedente muito grande de produção, que faz os preços caírem e os produtores serem mal remunerados por conta disso. Os instrumentos de compras públicas atualmente existentes (PAA) do Estado, (PAA) da Conab, Penai, Prene e PAA compra institucional, teriam que comprar esses excedentes da produção que vem das áreas de várzea, como: a macaxeira, mamão, melancia e a abóbora, para evitar o desperdício.

"Isso serviria de estímulo aos produtores, evitaria que eles não caíssem nas mãos de atravessadores, e não se sentirem desestimulados a plantar", disse. Meirelles, sugere que o município e o governo federal se unam para traçar um planejamento com base nas compras públicas para evitar esse tipo de desperdício. Outros dois gargalos citados por Thomaz que precisam melhorar, é o acesso ao crédito rural e assistência técnicas aos produtores.

Meirelles destacou ainda sobre a Central de Cooperativas Agropecuárias que tem apoio da OCB/AM ( (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Amazonas), é formada por nove cooperativas com 744 produtores. Ele explicou que estas são totalmente dependentes das compras públicas, esses produtores, nessa época, cultivam em áreas de várzea. "A produção que vai vir da várzea depende que os governos se unam para que façam a aquisição desse excedente de produção. A central precisa do instrumento de compras públicas para escoar a produção, se não tiver isso, vai ter desperdício no campo, atravessador entrando e desestímulo na atividade produtiva", concluiu.

Para o Muni Lourenço, presidente da FAEA (Federação da Agricultura e Pecuário do Amazonas) no segundo semestre serão retomadas atividades produtivas importantes para o Estado. "Com a várzea disponível retoma-se a produção de culturas importantes para o nosso setor primário, como: o cultivo de mandioca, hortaliças, fruticultura, dentre outras", destacou.

"Apesar da cheia o cenário foi mantido no patamar de normalidade, não tendo ocasionado prejuízos significativos. A expectativa é de que nesse segundo semestre sejam implantados frigoríficos de abate de gado no Sul do Amazonas, ampliação de laticínios em Autazes e inauguração de novas queijarias na região de Careiro da Várzea e Autazes", ressaltou

Muni comentou sobre duas conquistas importantes no primeiro semestre no setor, o reconhecimento internacional do Amazonas livre de aftosa com vacinação e o anúncio da inclusão de doze municípios do Sul do Amazonas no primeiro bloco do Brasil a retirar em 2019 a vacinação da aftosa.

Ainda no primeiro semestre houve a retomada da produção de soja no Amazonas, no município de Humaitá.

Projetos

Para o presidente do IDAM (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas), Luiz Herval, as expectativas para o setor são as melhores possíveis, no próximo semestre estão na implantação dos projetos de mecanização e calcário.

"Pró-Mecanização é uma linha de crédito de subvencionada pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), ou seja, o produtor paga uma parte e o governo paga o restante. O produtor beneficiado receberá uma subvenção econômica de 85%, sobre o valor do crédito concedido como Bônus de Adimplência, desde que apresente assiduidade no pagamento" explicou.

O programa é destinado a produtores rurais e agricultores familiares, para incentivar a mecanização de áreas degradadas e promover o aumento da produção nas atividades de mandiocultura, fruticultura, culturas alimentares , culturas industriais , pecuária de corte e pecuária de leite.

O Pró-Calcário é um programa voltado para correção do solo, no qual o calcário é lançado o solo para que se tenha mais produtividade corrigindo a acidez do solo. E o Governo do Estado trabalha para que o setor primário tenha mais máquinas e equipamentos para aumentar a produtividade, juntamente com a correção do solo a base de calcário.


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