Manaus, 18 de Setembro de 2018
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Das ideias para uma carreira de sucesso

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01 Ago 2018, 16h56

Crédito:Divulgação/Fábio Seixas
Muitas ideias na cabeça e uma vontade enorme de realizar algo que, de fato, transforme a vida das pessoas. Assim podemos começar definindo Fabio Seixas e seus 20 anos de profissão.

Fabio nasceu em Manaus, logo foi para Natal, em seguida Rio de Janeiro, e de lá, para o mundo. Morou em mais de 10 lugares, entre eles China, México e EUA, onde se formou em produção multimídia e design na The Art Institute. Queria ser tenista profissional e com isso veio à necessidade de cursar uma faculdade, deu uma chance para os estudos.

No entanto, se surpreendeu. Além de fazer algo que finalmente gostava, passou a estudar em um novo modelo de educação, mais mão na massa. "Sempre fui um dos piores alunos, mas quando cheguei à universidade, me tornei um dos melhores, ganhando inclusive o prêmio de melhor portfolio no ano de graduação. Foi muito legal descobrir que existiam formatos mais interessantes de ensino, lá aprendi a gostar de estudar", reflete.

Após cursar produção multimídia e design, aos 16 anos, criou e tocou um estúdio de comunicação e conteúdo voltado ao universo digital (site, experiências interativas e vídeos). Quando voltou ao Brasil cresceu bastante como profissional, chegando a produzir dezenas projetos digitais por mês. Dali em diante, começava a relação com a publicidade, onde as agências se tornaram suas maiores clientes.
Nesse meio tempo, também abriu um estúdio de fotografia e viajou o mundo fazendo alguns trabalhos como modelo. "Para mim era mais um hobby. E era interessante, pois me colocava em contato com vários clientes internacionais que eu não teria acesso", diz.

Em 2010, vendeu sua participação na produtora e foi morar em São Paulo. Chegando na cidade, passou a desenvolver núcleos e projetos de convergência entre os mundos online e offline. Na DM9DDB ganhou alguns prêmios em Cannes, o principal da publicidade, com campanhas que mudaram a história da comunicação.

Na Conspiração Filmes, uma das maiores produtoras de filme do Brasil, também passou a liderar um núcleo convergente voltado ao mercado de produção audiovisual, comunicação e branded content. E foi lá que seus projetos pessoais começaram a ganhar força. "Sempre tive projetos paralelos em minha vida. E, quando eu estava na Conspiração, alguns deles começaram a demandar mais minha atenção, até que se tornaram meus principais", conta Fabio.

Um desses foi o Festival Path, que nasceu após uma viagem ao Texas, onde acontece o South by Southwest (SxSW), um grande festival de cinema, música e tecnologia reconhecido mundialmente. Ele e Rafael Vettori, hoje seu sócio, se encontraram e resolveram fazer algo que também apresentasse o melhor da inovação no Brasil. O evento nasceu como forma de reunir, em um mesmo espaço, gente criativa e inovadora, que está pensando em novos formatos (de comunicação, de negócios, de educação, de design, de impacto social, entre outros) e maneiras disruptivas de fazer as coisas, trazendo impacto positivo na sociedade, unindo as experiências de Fabio nas áreas de produção de eventos e audiovisual, da comunicação, terceiro setor e do empreendedorismo.

Posteriormente, o Path passou a ser organizado pela empresa chamada O Panda Criativo, também criada por Fabio e Rafael há quatro anos. A companhia tem vários outros braços: o PlusPlus, uma comunidade com pequenos encontros mensais que abordam conteúdos inovadores e criativos; o Shift CineClub, uma espécie de mostra de documentários independentes; e consultorias de inovação para empresas. "Sou apaixonado por documentários, vi que tinha muito conteúdo bom e pouca janela de exibição para bons filmes independentes. Então criei o Shift, que não tem uma escala enorme, mas é mais uma oportunidade para as pessoas apresentarem e discurirem sobre o tema de seus trabalho", diz.

O Panda foi evoluindo para uma empresa de inovação, que explora desde empreendedorismo social até engenharia espacial, em formatos distintos. Atualmente, Fabio está nos bastidores da empresa, "a entrada da Holding Clube, grupo de José Victor Oliva, como sócios foi a hora certa para eu sair de cena. Agora estou focado em criar e viabilizar projetos que impactem ainda mais pessoas", explica.
Fabio está sempre à procura do novo. Como empresário e empreendedor também é sócio da Agência de Publicidade e Conteúdo Jambu, focada em pensar e produzir conteúdo multiplataforma.; e está abrindo uma empreiteira 2.0, prestadora de serviço com know-how em estética e referências modernas, criada para resolver a dor de cabeça de pessoas que querem fazer pequenas obras.

Trancoso
Também é sócio do Hotel Boutique Bahia Bonita, em Trancoso. A região o inspirou a criar o Ser Trancoso, plataforma que atuará como agente criativa e com poder de produção que tem acesso a todas infraestruturas, recursos, pessoas e espaços. "O que precisar lá nós viabilizamos. Desde criar projetos para carnaval e festas regionais até intermediar aluguel de casas para o verão. Sempre empoderando a cultura tradicional local. Junto com a plataforma, lançaremos uma série de documentários da região", conta. O projeto também nasceu de outra ação de branded content idealizada por Fabio: o Movimento que virou filme #Rio Eu Te Amo.

O segredo para pular de um projeto para outro sempre mantendo algo em paralelo? "Abraçar o risco, mas sabendo fazer transições que não sejam brutas, com alguma estabilidade", destaca Fabio. Hoje, dedica boa parte do seu tempo livre aos esportes e à cultura, explorando e desbravando as belezas e curiosidades do mundo e das pessoas, compartilhando sua evolução particular e aprendizado nos diferentes ramos de atuação.

No âmbito social é apoiador do Instituto da Criança, Lá da Favelinha, A Banca e do Jacaré é Moda. Na música, incentiva a carreira de artistas independentes. No esporte é ultramaratonista, entusiasta da escalada, tendo subido o Kilimajaro em 2013, além de recentemente ter atravessado o Atlântico da África para o Brasil em um veleiro de 33 pés. "Aprendi a velejar em três meses", conta.
Unindo a paixão por esportes e documentários, o produtor criou o projeto Cidade Corrida: "São Paulo para muita gente é uma cidade cinza, que não respira arte e nem qualidade de vida. O Cidade Corrida mostra que existe muita poesia e cor entre suas duras esquinas", explica.

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