Manaus, 22 de Setembro de 2018
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Verão trouxe confiança para o construtor

Por: Artur Mamede amamede@jcam.com.br
26 Jul 2018, 19h43

Crédito:Walter Mendes
A confiança do empresário construtor em julho atingiu 81 pontos de em uma escala que vai até 200, diz o ICST (Índice de Confiança da Construção) calculado pela Fundação Getúlio Vargas para julho. No Amazonas esse reaquecimento já havia causado uma leve subida na geração de empregos. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o setor de construção foi responsável por 181 vagas, abaixo apenas da indústria que teve saldo de 252. Outro índice positivo foi a inflação do setor que caiu de 0,76% em junho para 0,72% em julho, medido pelo INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado).

Segundo o presidente do Sinduscon-AM (Sindicato das Indústria da Construção Civil do Amazonas), Frank Souza a confiança do construtor segue comedida. "O setor de construção no Amazonas acompanha a mesma tendência do registrado no resto do país, de maio para junho o mercado esteve meio atordoado, por conta da greve dos caminhoneiros. Mas mesmo com limitações, acreditamos em um crescimento com chegada do verão. Não será nada exponencial, nada que possamos comemorar com alarde, mas é um setor que não pode parar", disse.

"A melhora econômica vem vindo aos poucos e os recentes feirões de imóveis dão esperança de que novos empreendimentos sejam erguidos, esses são fatores que nos fazem crer em um 2018 melhor e maior que 2017", comentou o empresário.

Inflação e greve

Segundo Frank Souza, a greve dos caminhoneiros levou um tempo para ser sentida pelo setor no Estado. "Normalmente já temos uma defasagem por conta das distâncias o que faz com que os estoques de material sejam mais robustos, mas claro que o impacto foi sentido. A inflação já é um caso diferente e os índices para nosso Estado tendem a ser altos, principalmente com materiais precificados em dólar.
Outro senão é referente aos índices de reajuste de mão de obra que estiveram em 2,55% e agora têm previsão de 3,2%", ressaltou.

A proximidade com as eleições é um fator preocupante explica. "Sabemos da queda no volume de obras governamentais nesse período, e quanto a isso há pouco a se fazer. Mas ainda pegando o gancho 'eleições', esperamos que o novo mandatário do país garanta mais empregos para o Estado que tem o PIM (polo Industrial de Manaus) como maior fonte de renda. Ou se criam mais fontes de renda, ou defendam o PIM. Mais emprego s movimentam a economia e isso pode sem dúvidas aquecer o mercado", encerra.

Código florestal

Diante das dificuldades que o setor da construção civil e o mercado imobiliário vêm sofrendo com o Código Florestal editado em 2012, o presidente da Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário no Estado do Amazonas), Albano Máximo e Frank Sousa, trataram sobre a possibilidade de debater a legislação municipal em alguns pontos específicos referentes ao código florestal.

O presidente da CMM (Câmara Municipal de Manaus) vereador Wilker Barreto foi convidado para abordar o assunto durante o "Encontro de Associados", que será realizado no próximo dia 30 de julho e reunirá associados das duas entidades.

Para o evento, também estão confirmadas as presenças do Deputado Federal Pauderney Avelino (DEM) e do presidente da Manaus Ambiental, Renato Medicis.

Mercado imobiliário ainda espera melhoras

Diferentemente dos construtores, mas intrinsecamente ligado a estes, o mercado imobiliário durante o período não pareceu muito confiante. Muito disso causado pelas idas e vindas dos parlamentares na hora de votar a lei dos distratos, uma ferramenta que garantiria a manutenção dos bons negócios e a segurança jurídica para novos empreendimentos.

"Havia a expectativa de aprovação, uma vez que foi exaustivamente discutida na Câmara dos Deputados.
A insegurança jurídica em torno desta matéria inviabiliza novos lançamentos ou vão elevar em muito o valor dos imóveis por conta do risco de inadimplência.

O que o setor imobiliário deseja é que o contrato entre as partes fosse respeitado, se isso não é possível, então que se estabeleçam regras claras", disse o presidente da Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário no Estado do Amazonas) Albano Máximo.

A preocupação do setor é embasada nos números crescentes de distratos e no aumento de imóveis devolvidos.

"Sem essa definição provavelmente vai haver uma baixa no mercado, já que nenhuma incorporadora irá se arriscar a perder dinheiro com as decisões judiciais que tendem a ser favoráveis ao comprador desistente", afirma Máximo.

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