Manaus, 17 de Novembro de 2018
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Uma conquista amazonense

Por: Evaldo Ferreira - eferreira@jcam.com.br
24 Jul 2018, 19h43

Crédito:Divulgação
Entre os dias 7 e 13 de julho, 38 estudantes brasileiros participaram, em Chicago/EUA, do programa Academic Awards, do grupo Adtalem Educacional do Brasil. O programa premia os melhores alunos das IES (Instituições de Ensino Superior) que integram o grupo americano e que possuem engajamento em projetos sociais de voluntariado. O objetivo é propor ações que desenvolvam uma mentalidade crítica e empreendedora nos alunos.

E o Amazonas fez bonito. Três alunas da faculdade Martha Falcão/Wyden: Jéssica Helen dos Santos Lima (curso de Direito); Ana Carolina Ferreira Silva Staudinger (curso de Design); e Beatriz Dantas Gomes (curso de Publicidade e Propaganda), participaram dessa semana e Jéssica teve seu projeto, o Innovation Match, ou apenas I Match, premiado como melhor Business Plan. O I Match, desenvolvido por oito universitários brasileiros, entre eles, Jéssica, reúne uma diversidade de ideias do planeta para solucionar problemas variados por meio de uma plataforma colaborativa.

"Meu grupo, Tech Ninjas, pensou nessa plataforma como a solução de um problema evidente na sociedade. Sabemos que o preconceito é real e estamos constantemente sendo julgados pela nossa raça, orientação sexual, como nos vestimos, de onde viemos. Meu grupo, por exemplo, em sua maioria, teve muita dificuldade ao tentar se incluir no mercado de trabalho até mesmo pela nossa falta de experiência. Com a nossa plataforma visamos oportunizar uma maneira dos alunos exporem suas ideias e talentos sem serem julgados, nem mesmo pelo background acadêmico", explicou Jéssica.

Os eventos do Academic Awards ocorreram na Depaul Universit e incluíram ainda visita ao escritório de grandes empresas líderes em empreendedorismo como a Experience Institute e o Google. Empolgada com a conquista, Jéssica pretende levar adiante seu projeto.

"Acreditamos que nossa plataforma é de fácil aplicabilidade. Temos no grupo futuros profissionais capazes de construir essa plataforma na forma de aplicativo. A dificuldade seria, portanto, o investimento necessário para o funcionamento e lançamento do app, exatamente a que ela se propõe", disse.
"Dizemos que nossa missão é conectar ideias objetivando a criação de uma comunidade colaborativa, propomos conexão, motivação e anonimato, um lugar seguro onde você pode ser brilhante sem ser julgado. Acreditamos que nossa plataforma atrairá investidores justamente porque criará uma comunidade com empresas, faculdades e alunos, uma espécie de Instagram de conhecimento, só que iremos trabalhar com gamificação", revelou.

Equipe vencedora

"Durante o evento foram formadas equipes e cada uma tinha que apresentar um projeto. As duas colegas amazonenses, a Ana Carolina e a Beatriz, ficaram em outras equipes. O I Match foi criado pelo nosso grupo, o qual denominamos Tech Ninjas, uma piadinha com as Tartarugas Mutantes, pois não deixamos de ser um pouquinho nerds", riu.

"O grupo é composto por mim; Hanara Munhoz, de São Paulo; Kennia Fonseca, do Maranhão; Rafaela Espinheiro, do Pará; Jefferson Felipe Farias, do Ceará; Alice Santana, da Bahia; Luiza Vitório, de Pernambuco; e Maria Amanda Ferreira, também de Pernambuco", listou.

"O I Match funcionará da seguinte forma. Ele irá criar uma data base de talentos, onde as empresas poderão se conectar com os alunos após se interessarem pelas ideias deles. Estes serão julgados pelo seu talento, capacidade de solucionar problemas e superar adversidades. A produção de conteúdo será feita pelos nossos stakeholders, as empresas ou até mesmo os próprios estudantes irão propor desafios, colocar problemas a serem solucionados e eles próprios serão responsáveis por dar ideias e soluções, sendo assim ranqueados pelas soluções propostas, logo os alunos com maiores pontuações serão visados pelas empresas participantes e poderão ser contratados pelas organizações", explicou.

Prêmio e conquistas

Além do Business Plan, que Jéssica trouxe na bagagem, ela obteve outras conquistas que a acompanharão pelo resto da vida: os conhecimentos adquiridos. "Posso falar com propriedade que o que mais me maravilhou nessa viagem foi a possibilidade de conhecer novas pessoas, não só os participantes do programa, que são do Brasil inteiro, mas também os alunos da DePaul University que conversaram conosco, os professores que nos deram aula e os funcionários das empresas que visitamos, a Google e o Experience Institute. Inclusive, você sabia que a empresa de gastronomia contratada para abastecer a Google Chicago é de um manauara, o Fábio Barbosa? E ele foi muito simpático conosco", contou. "Apesar de o Direito parecer não ter muito a ver com tecnologia, não é bem assim. O futuro é tecnológico, sem dúvida. Vejo muitas pessoas da minha área com medo de serem substituídas por máquinas. Acho que iremos caminhar lado a lado.

A tecnologia vai proporcionar a celeridade que o Judiciário tanto necessita, afinal as demandas só irão aumentar", previu.

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