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Inclusão financeira e empoderamento do cidadão

Por: Da Redação por José Roberto Kracochansky
20 Jul 2018, 15h48

Crédito:Divulgação
A oportunidade de inclusão financeira no Brasil se torna real -especialmente ao trabalhador de baixa renda. É o caminho para esse público contar com serviços que ele ainda não tinha acesso, por meio da popularização dos meios eletrônicos de pagamento -movimento em curso pelo Banco Central na tentativa de reduzir a circulação de dinheiro em espécie ao longo dos próximos anos.

Esse cenário tornou-se mais próximo de se concretizar desde 1º de julho, quando entrou em vigor a Resolução 3.402, do CMM (Conselho Monetário Nacional). Agora, é possível que os trabalhadores transfiram o pagamento feito em uma conta salário para uma conta de instituição não bancária (as denominadas contas de pagamento). Assim, a medida possibilita a portabilidade dos vencimentos do trabalhador para que ele possa transferi-lo no mesmo dia, de forma automática e gratuita.

Isso significa liberdade de escolher por onde deseja receber seu salário, sendo que o pedido poderá ser feito diretamente na instituição de destino. Também, representa acesso a uma série de serviços financeiros sem pagar as tarifas de manutenção de conta corrente. E, em comparação às contas salários, as contas de pagamento possibilitam a realização de atividades como saque, pagamentos, compras e transferências, além de recebimentos que não apenas dos empregadores.

É importante ressaltar que a resolução favorece principalmente o público de menor renda, disponibilizando crédito. Levantamento do Data Popular sinaliza que, com acesso restrito a bancos, as formas de pagamento utilizadas por esse público no país são boleto bancário, pagamento online e cartão pré-pago. Considerando somente essa última modalidade, no 1º trimestre deste ano houve aumento de 63% nas transações, conforme revelou a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços).

A portabilidade populariza o pagamento com cartão e beneficia o trabalhador. E essa inclusão financeira traz consigo o protagonismo que vem ganhando instituições não bancárias e as fintechs - passando a ser alternativas. E quem ganha com essa gama de provedores de serviços financeiros? Com certeza, o cidadão.

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