Manaus, 19 de Novembro de 2018
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Amazonas - uma economia endógena - Parte 1

Por: Da Redação por Nilson Pimentel
20 Jul 2018, 15h25

Crédito:Divulgação
Tenho recebido críticas de muitos leitores sobre os temas que discorro em meus artigos semanais, inclusive de minha esposa, que dizem não entender muito bem os assuntos tratados e indicam que passe a escrever sobre o cotidiano do Estado do Amazonas e, principalmente da capital Manaus. São pouquíssimos eventos e fatos que me surpreendem, porém admito esclarecer que o propósito dos textos sobre temas do Desenvolvimento Econômico Regional - DER não são realmente tão difíceis de entendimento para aqueles que já são iniciados nos princípios da Ciência da Economia, mas que demonstram aos políticos governantes desse Amazonas que se têm conhecimentos científicos, tecnológicos, inovativos e pesquisa científicas em diversos segmentos das potencialidades econômicas do Amazonas, os quais sejam possíveis projetar em elaboração o Planejamento Econômico Estratégico - PEE que sustentem a elaboração técnica metodológica de programas e projetos que levem aos processo de DER, como ações proativas comprometidas com o futuro econômico desse Estado.

Não me dedico a criticar o cotidiano, pois este, já possui outros que o fazem, mas meu propósito seja aquele de indicar que existem caminhos para o Amazonas se desenvolver economicamente sem dependências externas, mas no aproveitamento desses imensos recursos naturais que se possui, na forma de desenvolvimento econômico endógeno. Os caminhos de endogenia são diversos na forma de abordagem e implementações, pois os recursos naturais estão esparsos no território regional desigualmente. Assim mesmo, o bioma amazônico representa pelo menos um terço do território nacional, atraindo interesse mundial por ser a maior selva úmida do planeta, por vezes apresentada como solução em debates de mudanças climáticas no mundo e por ser a reserva da maior biodiversidade existente, possuindo cerca de 20% da água doce da Terra. Por outro lado, é inegável que os Estados da Amazônia vivem em atraso em relação às outras regiões do Brasil e, aqui no Amazonas não é nada diferente, tendo como reflexo regional a grande reserva de recursos naturais que possibilitaria levar o Estado ao desenvolvimento econômico diferente do que se encontra, caso adotasse as práticas metodológicas da economia endógena. Ressalte-se que na Amazônia se tem baixo índice demográfico assim como baixos índices de desenvolvimento humano. Contudo, é uma região na qual se deposita enormes riquezas potenciais, minérios como ouro, diamantes, ferro, cassiterita, tântalo, nióbio, petróleo, gás, etc, mas o que se observa não haver grandes interesses por parte de governos federal e estadual em formatar projetos de desenvolvimento econômico regional que objetivem o atendimento das necessidades das populações amazônicas. Após inúmeros levantamentos e pesquisas em alguns dos Municípios das nove sub-regiões do Amazonas se constata a estagnação econômica, reflexo do abandono que diversos governadores que relegaram ao abandono de politicas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico regional, especificamente, considerando que sempre há existência de algumas atividades econômica que levam ao emprego de pessoas em suas execuções de cunho familiar, na pecuária, na agricultura de subsistência, no comércio essencial e nos serviços, ou seja, se encontra alguma razão da existência da Teoria da Base Exportadora como fator de endogenia naqueles espaços territoriais, que para os pesquisadores se teriam de haver alguma indução por parte do governo estadual para que se considerasse como força desencadeadora do processo de desenvolvimento, pois assim a dinamicidade das atividades econômicas básicas que, por sua vez, podem incentivar o desenvolvimento de atividades complementares, vendessem seus produtos em regiões próximas.

Também, destaco que os pesquisadores do Clube de Economia da Amazônia - CEA costumam marcar uma posição com relação ao tema DER como seja uma forma de pensar o desenvolvimento regional, antes de qualquer coisa, é pensar na participação da sociedade local no planejamento contínuo da ocupação do espaço e na distribuição dos frutos do processo desse crescimento, pois desenvolvimento deve ser encarado como um processo complexo de mudanças e transformações de ordem econômica, política e, principalmente, humana e social. Enquanto eles afirmam que o DER nada mais é que o crescimento, incrementos positivos no produto e na renda, transformado para satisfazer as mais diversificadas necessidades do ser humano, tais como: saúde, educação, habitação, transporte, alimentação, lazer, dentre outras, facilitando a compreensão das características e do conceito de desenvolvimento econômico regional para facilitar a elaboração e implementação de planejamento para desenvolvimento dos espaços municipais em processos de indução. Como se observa, processos de DER se deve dar atenção a um conjunto de elementos macroparâmetros que delimitam a ambiência do PEE para desenvolvimento regional em termos de sistemas de organização econômica, de estilos de desenvolvimento e dos conceitos hoje dominantes sobre o desenvolvimento econômico regional endógeno. Para o pessoal do CEA o processo de crescimento econômico regional pode ser considerado como essencialmente originado em forças e mecanismos exógenos à região, dependendo principalmente do perfil das políticas macroeconômicas, dos critérios que guiam a alocação de recursos entre aqueles espaços municipais em questão e suas demandas externa. Pelo contrário, o processo de desenvolvimento econômico regional deve ser considerado, principalmente, como a internalização do crescimento e, em relevância, como de natureza essencialmente endógena.

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