Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Produção esbarra em licenças ambientais

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
19 Jul 2018, 14h59

Crédito:Walter Mendes
A recente corrida de grandes empresas para conseguir licenciamento ambiental, com o intuito de explorar petróleo na Bacia da foz do Amazonas, tem deslumbrado possibilidades de geração de emprego e renda para população local. Segundo análise de especialistas, caso as companhias consigam exercer a atividade sob os cuidados das leis ambientais e com o gerenciamento devido, o retorno econômico para região pode surgir como um grande ponto positivo.
"Nesse processo de exploração pode haver alguns punhados de emprego. Mas de modo geral, a atividade de exploração exigirá qualificação devido ao uso de tecnologia. Dependendo da jazida e a quantidade, pode desencadear a demanda de outros serviços e possivelmente a geração de postos de trabalho", explicou o economistas Luiz Roberto Coelho, especialista em desenvolvimento econômico regional.

Apesar da expectativa de bons retornos para a região, o economista conta que no Brasil, a exploração de petróleo não vem dando o retorno que se esperava e citou o município de Coari e outras cidades, como exemplos de locais que receberam royalties e não tiveram mudanças significativas para a população.

"Uma grande parte da exploração que tem sido realizada no Brasil tem ido para outros países, não ficando quase nada no local explorado. O exemplo que temos recentemente é o pré-sal que não trouxe resultados positivos para o Brasil. Nele as empresas multinacionais mexeram nas regras. Hoje qual o percentual que o brasileiro tem desse petróleo explorado? No Amazonas, até hoje o povo não viu os benefício do gás de Coari", disse.

Para o presidente da comissão de geodiversidade, recursos hídricos, minas, gás, energia e saneamento da Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas), Sinésio Campos (PT), é preciso defender projetos alternativos e econômicos que trazem retorno para o Estado, desde que as empresas que atuem na região, sejam amparadas pelas leis ambientais e acompanhadas com gerenciamento correto para gerar benefícios econômicos para a população, como emprego e renda.
"Pensando em novas alternativas econômica de emprego e renda para a região amazônica sou a favor de qualquer exploração, desde que seja amparada pelas questões ambientais legais estabelecidas. Sem que haja prejuízo ao ecossistema e traga prejuízo para a região. Tudo tem que ser feito conforme os meios legais, principalmente para beneficiar o crescimento regional e econômico e não prejudique o meio ambiente", disse.

Luiz Roberto destacou, que se for implementada na região as mesmas políticas públicas implantadas na Noruega, onde os trabalhos das empresas são amparadas por lei para contribuir com a economia local, as atividades das empresas vão trazer resultados positivos para a população.

"Na Noruega, quando as empresas exploram petróleo elas são obrigadas a criar fundos para manter gerações futuras, financiando a educação, programas sociais e investindo em novas tecnologias. Não é as empresas multinacionais explorar. É criar um percentual gerado da renda do petróleo para contribuir com a economia local", disse.

Saiba mais

Recentemente, a empresa PetroRio iniciou uma campanha para a perfuração de três poços exploratórios na Bacia da foz do Amazonas. Em maio, o Ibama ( Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) concluiu uma nota técnica ambiental que impediu a companhia Total de continuar suas atividades na região. Em outra nota técnica, o órgão avaliou o estudo ambiental da região elaborado pelas empresas Total, BP e Queiroz Galvão, e concluiu que existiram pontos indefinidos que impediram a aprovação de suas atividades. "São necessárias informações e esclarecimentos dos empreendedores sobre o meio físico e biótico", dizia a nota.

O parecer sobre a campanha da Total emitida pelo Ibama, destacou que a empresa teve dificuldade de apresentar um PEI (Plano de Emergência Individual) satisfatório, o que impediu sua licença para a exploração. Outro ponto que impediu a atuação da empresa, é a ausência de acordo bilateral entre Brasil e França sobre os casos que envolvem derramamento de óleo.

Comentários (2)

  • peter delta19/07/2018

    Exploração de PETROLEO na região AMAZÔNICA será um DOS MAIORES CRIMES AMBIENTAIS DO MUNDO, com consequencias profundas, está certo de o IBAMA não conceder esse tipo de exploração. Isso não é bom para nenhuma região, trás misérias, tragédias, muita violência, acaba com a natureza, irá acabar com nossa Bacia Amazônica, brigas de politicos querendo roubar toda arrecadação do estado, enfim trará uma monte de P R O B L E M A S a todos.

  • peter delta19/07/2018

    Exploração de PETROLEO na região AMAZÔNICA será um DOS MAIORES CRIMES AMBIENTAIS DO MUNDO, com consequencias profundas, está certo de o IBAMA não conceder esse tipo de exploração. Isso não é bom para nenhuma região, trás misérias, tragédias, muita violência, acaba com a natureza, irá acabar com nossa Bacia Amazônica, brigas de politicos querendo roubar toda arrecadação do estado, enfim trará uma monte de P R O B L E M A S a todos.

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