Manaus, 19 de Setembro de 2018
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Por: Da Redação por José Alfredo
18 Jul 2018, 15h38

Crédito:Divulgação
O Governo Donald Trump acaba de anunciar a imposição de novas tarifas sobre produtos chineses, atingindo 40% das vendas anuais; não se limitando à área tecnológica uma vez que inclui produtos agrícolas, minérios, todo tipo de papel, plásticos, componentes químicos, tecidos etc. É uma guerra comercial onde o povo perderá, além dos reflexos nas bolsas mundiais. No comércio a nível internacional não pode haver insegurança por desorientar o investidor, que passa a não confiar nas regras do jogo. Enquanto a China alega não querer guerra comercial, a Casa Branca continuará tentando diminuir o deficit comercial, aduzindo que os chineses tiram vantagem de seu país. Por outro lado, os economistas americanos estão preocupados com a tendência de aceleração da inflação que beira a casa dos 2%, prevendo-se uma alta nos próximos trimestres. Contudo, com o crescimento do PIB próximo a 2,8% não haverá queda no desemprego, mas o custo do emprego "elevou-se de 1,9% no primeiro trimestre de 2016 para 2,9% no segundo trimestre de 2018", conforme estudo do Oportunity. Isto para a economia americana é significativo, porque num mundo menos desinflacionário qualquer pedra que se mova significará outra tendência de valorização do dólar, o que tira a competitividade porque o preço da mercadoria é o balizador do mercado. Trump prefere nesta guerra enfrentar todos, pois se trata de uma grande operação de segurança nacional iniciada com as restrições impostas ao aço e ao alumínio e que visa rearrumar a economia. E com a redução do deficit comercial, menos dólares circularão no mundo, o que ocasionará sua maior valorização. Para parte dos economistas "essa estratégia poderá prejudicar parte das empresas americanas empenhadas em fortalecer cadeias globais de produção e distribuição das quais participam", conforme Celso Ming. E o Brasil que já padece de suas mazelas políticas, agora atingido pela insegurança jurídica fruto de decisões teratológicas que jogam o Poder Judiciário no lamaçal e comprometem o Estado Democrático de Direito, encontra-se com sua economia mergulhada na incerteza. Não temos dúvidas de que esta adia os investimentos, atrasa a infraestrutura, reduz o crescimento e diminui a competividade, fazendo o país crescer lentamente, dificultando sua recuperação. Como resultado, o IBGE acaba de divulgar uma queda de 11,4% ocorrida no parque industrial de São Paulo no mês de maio, pior resultado desde dezembro de 2003. Porém, para o mês de junho a expectativa é de que haja uma recuperação de 14% em relação a maio, num cenário bem menos negativo.
Afinal, se vivemos numa "várzea" dentro de um Judiciário onde os amigos são para o que "der e vier"; nada mais de indigno para com todos NÓS do que um mero "despacho" de um desembargador de origem petista para aprofundar ainda mais o descrédito que nutrimos em quase todas as instituições, hoje influenciadas por ideologias político-partidárias onde muitos integrantes agem dolosamente e sem o menor pudor. Tanto isto é verdade, que em fundamentado, corajoso e lúcido despacho a presidente do STJ, min. Laurita Vaz, execra a atitude vergonhosa, que beira a leviandade de três deputados do PT, supostamente possuidores de conhecimento jurídico (um deles fora Conselheiro Federal da OAB concomitantemente conosco), ao cassar o despacho do des. petista do TRF da 4ª Região, que em Plantão mandara soltar LULA já condenado em segunda instância e preso. E, de forma contundente, a ministra refutara as alegações do plantonista-petista, o qual não reúne competência legal para analisar o pedido, classificando de teratológicos os argumentos usados, na medida em que "mero anúncio de intenção de ser candidato não tem eficácia para abrir discussão acerca da legalidade do encarceramento", classificando os autores como ativistas políticos e lembrando que o "Judiciário não pode ser usado como balcão de reivindicações ou manifestações de natureza política ou ideológico-partidárias".

Ademais, não saber que determinadas matérias não podem ser objeto de pedido de liminar por não preencherem o requisito da "urgência" e que "fato novo" tem de se referir ao mérito da questão principal é ato que demonstra um desconhecimento que os deputados-autores não podem ignorar, até porque não são neófitos. Por isso, afrontaram regras processuais com uma iniciativa desastrosa.

Ainda temos JUÍZAS em Brasília.

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