Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Verão esquenta setor de sorvetes

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
16 Jul 2018, 15h28

Crédito:Walter Mendes
Apesar da crise que tem afetado os diferentes setores da economia no Brasil, indústria de sorvetes no Amazonas tem mantido um bom desempenho na produção e vendas no mercado. O cenário tem proporcionado a manutenção de muitos postos de trabalho, e de acordo com representantes do setor, com a chegada do verão amazônico, a expectativa de crescimento na produção e nas vendas é de 30% a mais, comparado com os períodos normais  do ano.

Atuando no mercado desde 1983, a Sorveteria Glacial tem mostrado um grande crescimento e destaque no segmento. Segundo o gerente da fábrica José Antônio Loio, apesar da redução nas vendas em meio a crise política, o clima de calor intenso na cidade, tem aumentado de forma considerável o consumo dos produtos.

"O amazonense é apaixonado por sorvetes, e mesmo que as vendas tenham se mostrado fracas nesse período de crise, com o calor intenso, de julho até o mês de novembro a tendência é que a produção cresça 30% devido ao grande número de procura dentro do mercado", disse.

Sem abrir mão da identidade e dos sabores regionais, como as massas de picolés e sorvetes típicos do Estado, Antônio explica que o atual cenário da economia, tem proporcionado uma grande atmosfera  de novas oportunidades, que têm estimulado a empresa na criação de outros produtos para se diferenciar dentro do mercado.

Um dos maiores exemplos foram as vendas da paleta mexicana e gelatos, como maior aposta.
"Com toda essa crise que o país vem enfrentando, lançamos novos sabores de sorvete para incrementar as vendas. Apostamos nos sorvetes regionais que é nosso forte como tucumã, açaí, camu-camu e taperebá. E nossa estratégias é o lançamento de novas marcas fazendo um mix dos produtos e sabores regionais que é o nosso forte. Enquanto o mercado vendia as paletas a R$ 10,  mantemos o preço de R$ 6 alinhado ao nível e qualidade. E apesar do nosso forte ser os sorvetes regionais, temos lançado alguns gelatos também, devido a sua potencialidade de vendas", ressaltou.

O gerente conta, que a previsão é que nos próximos dois meses, a produção na fábrica atinja seu pico máximo devido a grande demanda. E a expectativa é que até novembro o número de funcionários cresçam em torno de 20%.
"Temos uma média de 150 funcionário e no verão esse número cresce. Isso é muito importantes porque surgem novas oportunidades de trabalho", destacou.

Gelateria como nova oportunidade


Aproveitando o clima da cidade, a bióloga e empresária Jacqueline Cardoso, realizou um antigo desejo: ser empreendedora investindo em Gelatos Artesanais. Há 4 meses trabalhando no negócio, Cardoso explica, que o receio de investir recursos em um segmento considerado arriscado, era a maior barreira de engrenar na criação da empresa.

"Sempre tive o desejo de trabalhar com sorvetes, pois é algo que meu esposo amava, mas eu sempre fiquei preocupada, pois era algo que era muito caro, após conhecermos mais sobre o negócio, por meio de uma colega, o mundo dos Gelatos Artesanais. Então, decidimos investir nesse ramo e multiplicar essa experiência com as demais pessoas", disse.

A empresária explica, que o clima quente é totalmente favorável ao segmento, visto que calor e Gelato é uma perfeita combinação para gerar receitas e oferecer novos sabores regionais, clássicos e importados. "Apesar da nossa região sempre favorecer essa combinação, é no verão que temos o fluxo intenso em nossa loja. Para isso oferecemos produtos sempre por um valor acessível.
Isso tem nos ajudado a  manter nossa qualidade e estamos alavancando em nossa metas", disse.

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