Manaus, 21 de Setembro de 2018
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Um banho contra o calor

Por: Evaldo Ferreira - eferreira@jcam.com.br
16 Jul 2018, 15h18

Crédito:Divulgação
Houve uma época, até a década de 1970, que se refrescar do calor amazônico em Manaus era relativamente fácil. Nas cercanias, a cidade era repleta de 'banhos', como eram popularmente chamados os igarapés. Riachuelo, Balneário do 7, Tarumã, Ponte da Bolívia, Parque Dez, apenas para citar alguns, sem falar dos particulares, também em grande número. Mas a cidade foi crescendo, conjuntos residenciais e pessoas ocupando áreas próximas aos igarapés, que se tornaram poluídos, e era uma vez os 'banhos'.

Hoje os 'banhos' ainda existem, cada vez mais distantes da zona urbana, e a palavra 'banho' nem é mais usada. Foi balneário, e agora até essa está caindo em desuso, pois esses espaços viraram pousadas, onde as pessoas podem passar finais de semana.

O Tarumã, que já foi famoso pela cachoeira que atraía centenas de frequentadores nos finais de semana até a década de 1980, ainda tem um balneário, o do Maia, funcionando há 12 anos. Curiosamente o local não possui um igarapé, característica principal dos 'banhos', mas duas piscinas, uma para adultos e outra para crianças.

"Funcionamos sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h", falou Daniel Maia, gerente do balneário. Além do banho, o local possui o indispensável restaurante, um bar, tuboágua adulto e infantil, nas piscinas "e um aquário a céu aberto onde as pessoas podem se divertir dando ração para os pirarucus e as matrinxãs que vivem em seu habitat natural. Tem também quelônios morando nesse aquário", contou. "No restaurante servimos peixes, com destaque para a costela assada de tambaqui, galinha cabidela, e filé, entre outros itens. O bar é um local mais reservado onde servimos bebidas quentes e geladas", explicou. No espaço do restaurante é tocada música ambiente.

O ingresso para o Balneário do Maia custa R$ 5, por pessoa, a partir dos seis anos. "Temos um estacionamento gratuito, mas quando ele lota, existem outros, aqui perto, particulares e cobrados", adiantou. O balneário está localizado na rua Rio Negro, 369, Tarumã, ramal do Bancrévea, Vivenda Verde. Informações: 9 9101-1297.

Um Paraíso na estrada


O 'banho' mais famoso que Manaus já teve foi o do Parque Dez, inaugurado em 1939. Quem não tinha condução, chegava ao local de bonde, cujo ponto final era na Vila Municipal (hoje Adrianópolis), na praça da igreja de N. Sra. de Nazaré. De lá até o igarapé as pessoas iam a pé, pelo caminho em meio à mata.
Atualmente, quase todos os igarapés ainda bons para se tomar banho estão nas estradas, como o Paraíso 21, na BR-174, como o nome já diz, no km 21, em frente ao ramal do Pau Rosa.

"Abrimos de quarta a sexta-feira, das 9h às 17h. Sábados, domingos e feriados abrimos às 7h, porque servimos café da manhã regional", falou Daniele Garcez, proprietária do Paraíso 21 junto com a amiga Cristina Mar. "E gosto de enfatizar que nossa lotação é de cerca de 700 pessoas, então, quando atingimos esse número, fechamos as portas, porque passa a ficar difícil atender a todas as pessoas", esclareceu.
O igarapé do Paraíso 21 parece com os antigos 'banhos' de Manaus, com suas águas negras e geladas. "Temos o restaurante, com uma área climatizada, para quem preferir, onde servimos peixes, frangos e carnes vermelhas. O local tem música ambiente, mas nos finais de semana e feriados colocamos música ao vivo", adiantou. "No primeiro sábado do mês temos recreação infantil quando trazemos vários brinquedos aquáticos para as crianças se divertirem na água. Nesse mês das férias essa recreação está acontecendo todos os sábados", falou.

Além de uma lojinha, com venda de souvenirs, o local disponibiliza uma sala de massagens, com sessões a R$ 50. Cada veículo paga R$ 20; vans, R$ 100; micro-ônibus, R$ 150; e ônibus, R$ 200.
"Nosso estacionamento possui 120 vagas cobertas e é gratuito. Recebemos vários grupos aqui, de idosos, escolas, crianças, igrejas", concluiu Daniele. Informações: 3090-6925 / 9 8151-7355 / 9 9294-8111.

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