Manaus, 18 de Novembro de 2018
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Por: José Alfredo
09 Jul 2018, 15h56

Crédito:Divulgação
É induvidoso que o cenário eleitoral apresente há meses uma eleição que revela estarem os políticos desacreditados. Neste sentido, a pesquisa do IBOPE mostra-nos que 41% dos eleitores não possuem candidatos. Contudo, a partir de 15 de agosto, data em que expira o prazo para o registro das candidaturas, todos terão de se definir; escolhendo seu suposto preferido, na medida em que teremos eleitores que ignoram tudo, que odeiam todos e, ainda, os que lamentam reconhecer que o país continuará falido. Teremos 45 dias onde o cenário nutrirá mais expectativas decorrentes das decisões do controvertido STF do que dos fatos tendenciosos na maioria das vezes a iludir os incautos. Afinal, o que esperar de um sistema político podre, arcaico e objeto de manejo pelos próprios integrantes de um Congresso desmoralizado. Por isso, a decisão da 2ª Turma STF colocando em liberdade um ex- guerrilheiro, acusado de roubar os cofres públicos envergonha o povo honesto e mancha o STF, até porque Dirceu já está condenado em 2ª instância, o que inviabiliza a análise da dosimetria da pena, inclusive porque RESP e RE não analisam provas. Infelizmente, prevalecera a tese marxista : "nada é mau, desde que atenda as conveniências". De que vale a honra, a ética e a moral num STF que contribui para ampliar as decisões vergonhosas. Ignoram os crimes decorrentes de corrupção e rasgam a Constituição como Lewandowski fizera no impeachment da Dilma, além de transformarem o elementar direito de defesa em impunidade.

Quem veste a toga como vestimos deve honrá-la, enxergar os limites da decência e da legalidade, até porque não há nada mais torpe nessa Justiça carcomida do que decisões parciais, tendenciosas e afastadas das provas dos autos e do bom direito. Destarte, temos um STF irremediavelmente diminuído, desacreditado, corporativo, partidário a gerar total insegurança jurídica, onde permitiram o surgimento de "facções" com o torpe objetivo de enterrar a Lava Jato. E, com isto, estão soltando todos os corruptos, ladrões dos cofres públicos, culpados pelo atual quadro econômico do País, hoje combalido, com uma dívida impagável e um índice de desemprego superior a 12%, o que é um verdadeiro despautério. Não é crível que " o STF esteja a serviço do esquema de corrupção que domina o País, demostrando que quem manda lá é o grupo a favor dos bandidos", como afirma o notável Professor e Jurista Modesto Carvalhosa. Compete aos advogados enfrentar os Ministros que compõem a bancada da impunidade, todos mandando soltar condenados, afastando o uso da tornozeleira, tudo por conta de um foro privilegiado que protege o criminoso. E agora armam esquema teatral na tentativa de soltar o LULA, chefe do Mensalão, do Petrolão e do maior esquema de corrupção do país ao se aliar às empreiteiras. Assim, "apesar das alertas, quanto mais é criticada a Suprema Corte, mais desmoralizada ela se empenha em ficar, revelando-se incapaz de resistir aos seus impulsos autodestruitivos," conforme Josias de Souza. E o Min. Gilmar Mendes ao sacramentar que "o STF está voltando a ser STF" revela estar retornando à era da impunidade. Nada como recordar Rui Barbosa: "A pior ditadura é a do Poder Judiciário. Contra ele não há a quem recorrer".

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