Manaus, 21 de Setembro de 2018
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IBGE atesta degradação das vagas no PIM

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
21 Jun 2018, 19h55

Crédito:Walter Mendes
Setor industrial do Estado do Amazonas gerou em 2016, cerca de 93,7 mil postos de trabalho, segundo dados da PIA-Empresa (Pesquisa Industrial Anual Empresa), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Números, que de acordo com os indicadores, representam uma queda consecutiva desde 2014, quando as empresas registraram 139 mil pessoas ocupadas.

Segundo o Supervisor de Disseminação de Informações do IBGE, Adjalma Nogueira, o auge da crise econômica disseminada em 2016, foi o principal fator para a redução dos postos de trabalho nas empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus).

"Com o auge da crise econômica em 2016, a primeira coisa que o consumidor cortou nos gastos foi o investimento em bens duráveis. Isso ocasionou a diminuição do volume de produção das fábricas levando muitos colaboradores serem demitidos", disse.

Em 2016, a indústria amazonense foi superada pela indústria paraense em número de postos de trabalho, fato que não ocorria desde 2004, quando o Pará teve 95.183 postos e o Amazonas 89.735. Em relação aos outros Estados, ocupa a 15ª posição nessa variável e a 2ª posição na região Norte.

Para o economista Ailson Rezende, a indústria extrativista foi uma das principais responsáveis em alavancar o crescimento da geração de emprego no Pará, com um aumento de 13,7% de sua produção, motivada, sobretudo, pela maior extração de minérios de ferro em bruto ou beneficiados.

"Além da crise econômica, temos a evolução tecnológica que requer melhor capacitação do funcionário mas gera cada vez menos emprego. No comparativo com o Pará, é preciso entender que a exploração mineral é considerada indústria de transformação, por essa razão o Pará está sempre adiante do Amazonas, em termos de geração de emprego e nos indicadores industriais regionais", explicou.

Em relação ao número de unidades locais do setor industrial, o Amazonas alcançou, no ano de 2016, 1.157 unidades. Essa variável vem apresentando queda ano após ano desde 2014 (1.248). Em relação às unidades da federação, é a 7ª com o menor número e a 3ª da região Norte.

Receitas

As receitas líquidas de vendas (receita bruta menos os impostos) das indústrias amazonense alcançaram, em 2016, R$78,9 bilhões, um decréscimo que ocorre desde 2015. O de 2016 é menor do que o de 2013. Em relação às unidades da federação, o Amazonas ocupou a 9ª posição e a 1ª posição, na região Norte.

O valor da transformação industrial do setor no Amazonas alcançou R$35,5 bilhões (valor bruto menos o custo das operações industriais), com valores decrescendo desde 2015. Em relação às unidades da federação, o Amazonas ocupou a 8ª posição e a 1ª posição, na região Norte.

A Pesquisa Industrial Anual Empresa tem por objetivo identificar as características estruturais básicas do segmento empresarial da atividade industrial no país e suas transformações no tempo, através de levantamentos anuais, tomando-se como base uma amostra de empresas industriais.

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