Manaus, 20 de Setembro de 2018
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ACA defende alternativas econômicas

Por: Tânair Maria especial para o Jornal do Commercio
19 Jun 2018, 19h55

Crédito:Foto: Marcelo Gusmão/Comunicação ACA
"O comércio está sendo afetado pela própria crise dos outros setores. Portanto, há a necessidade de uma segunda matriz para somar com a atividade industrial sem comprometer a biodiversidade amazônica", disse o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ataliba David ao tomar posse para seu segundo mandato. Ele explica que a atividade comercial é o último elo da cadeia produtiva, por isso precisa ser fortalecida.

O comércio tradicional de Manaus já foi pujante, mas perdeu espaço na década de 1990, com o Plano Collor que, entre outras medidas governamentais, abriu as portas para a importação em todo o território nacional, comprometendo o modelo Zona Franca. Hoje, aprimorar o gerenciamento de processos é uma saída para o comércio se reinventar. "Nós tínhamos um comércio importador pujante, com um público consumidor próprio, que vinha de outras regiões do Brasil. Era uma referência", recorda Ataliba David.
Para o presidente reeleito da ACA, é necessário fortalecer o agronegócio e a atividade industrial, para que o comércio volte a prosperar. "Tudo repercute no comércio. Se os setores primário e secundário não estiverem fortalecidos, não vamos ter o terceiro setor fortalecido. Então é um efeito em cadeia. É necessário um fortalecimento conjunto", alerta.

Ataliba David, ainda, reitera que o Polo Industrial de Manaus saiu da crise bastante afetado.
Antes da crise política que assolou a economia do país, a oferta era superior a 130 mil postos de trabalho, hoje está na média de 80 mil empregados. "O Distrito já não pode gerar aquela quantidade de emprego em função da automação, obsolescência de alguns produtos que foram absorvidos por um único produto e, ainda, a revolução 4G", analisa.

Na visão o presidente da entidade pioneira do Estado, as indústrias instaladas no PIM estão acompanhando a evolução tecnológica, mas não vão voltar a gerar grandes volumes de emprego e renda. "Portanto, há a necessidade de uma segunda matriz para somar com a atividade industrial sem comprometer a biodiversidade amazônica. E para isso o modelo Zona Franca tem o papel de guardiã da floresta", conclui. Segundo o membro da Diretoria da ACA, Urias Sérgio, o comércio não terá um crescimento expressivo neste ano. Apesar dos grandes eventos programados para o segundo semestre, por exemplo, a copa do mundo de futebol na Rússia e as eleições gerais no Brasil, houve pouco reflexo no comércio tradicional de Manaus. "Não há muita expectativa de melhora. A tendência normal é talvez melhorar um pouco mais com as eleições, porque vai injetar dinheiro no mercado.

E, nós acreditamos que vai haver uma recuperação um pouco melhor", avaliou.

Na visão do especialista em Marketing & Relações Institucionais da rede de lojas Tropy Manaus, Paulo Couto, aprimorar o gerenciamento de processos é uma saída para o comércio se reinventar e voltar a prosperar. "Nos últimos dez anos, 2014 foi o melhor para o comércio. Em 2015, nós perdemos 22% do faturamento na comparação com o ano anterior. Depois, em 2016 nós empatamos com 2015. Já em 2017 nós superamos 22% o faturamento de 2016. E, até agora, crescemos mais 15%, no acumulado de 2018. Mas, essa reação do comércio não é, necessariamente, o retrato da atual situação. Por isso, nós temos que melhorar o processo de gestão", explica.

Solenidade Festiva

Durante a sessão comemorativa de 147 anos da Entidade reconhecida como a 'Mãe de todas as Associações' fundada em 18 de junho de 1871, realizou na noite de segunda-feira (18), um dos principais encontros anuais, onde tomaram posse o presidente da ACA, Ataliba David Antônio Filho e a Diretoria para o biênio 2018-2020. Ataliba foi reconduzido ao cargo por aclamação da chapa única. Também foi empossada 1/3 da Diretoria Plena, triênio 2018-2021.

Autoridades civis e militares participaram da solenidade que ocorreu no auditório da Fieam, localizado na Av. Joaquim Nabuco, n. 1919, Centro de Manaus. Na ocasião a maior outorga concedida pela ACA, a medalha do mérito empresarial J. G. Araújo foi entregue a cinco personalidades: Antônio Kizem Rodrigues, Armando Silva Dib, Muni Lourenço Silva Júnior, Osvaldo Cruz Hagge e Rui Felix dos Santos.

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