Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Negócios Inteligentes

Por: Irineu Vitorino
04 Jun 2018, 14h15

Que tipos de negócios devemos estimular em nossa comunidade?
O mundo caminha de forma acelerada, os negócios têm ciclos de vida cada vez menores, as disrupções acontecem das mais variadas direções, as profissões sofrem alterações constantes, a expectativa de vida aumenta, máquinas sofisticadas, robôs e inteligência artificial substituem enormes contingentes humanos de mão de obra. No meio desse turbilhão desponta o questionamento acerca de qual a direção mais apropriada dos investimentos.

Com tantas mudanças, variáveis, velocidade, acúmulo de conhecimento e diferentes tipos de comunidades, fica muito difícil uma organização sozinha ou mesmo um executivo acertar qual a melhor direção a ser seguida. Surge então outro grande desafio, juntar diferentes comunidades com diferentes necessidades e interesses para solucionar e prover as inúmeras soluções para tão grande demanda. Assim se faz necessário resolver algumas coisas, a primeiramente conectar todas essas comunidades, em seguida diagnosticar todas as necessidades latentes, na sequência criar um mecanismo de priorização, após esse movimento cabe tentar achar as causas dos problemas levantados, na sequência idealizar prováveis soluções, escolher quais soluções serão adotadas, definir a equipe de implementação às mudanças, dar poder de decisão e ação a essa equipe, implementar as soluções, acompanhar e medir os resultados obtidos, reavaliar os objetivos alcançados e os esforços despendidos. Lembrando que todo esse movimento necessita conectar grandes comunidades, grande interação, assertividade nas escolhas e rapidez nas ações. As comunidades possuem várias e diferentes necessidades em contrapartida têm também a capacidade de solucionar essas demandas. A exemplo quando juntamos as universidades, as associações de classe, órgãos públicos, empresários operadores, investidores, legisladores e os principais envolvidos nos problemas, conseguimos definir com mais clareza quais são os pontos que necessitam ser resolvidos. Tem-se também nesse mesmo grupo todos os recursos necessários para a solução desses problemas. Pode ser difícil juntar essas diferentes comunidades para trabalhar em prol de um objetivo comum, a solução de seus problemas, todavia é necessário.

Primeiramente deve-se compor um grupo de trabalho que consiga ter pontos de vista diferentes e que representem os diferentes tipos de necessidades. Esse grupo deve ter membros capazes de se conectar com proatividade, deve ter disponibilidade de tempo para se dedicar ao trabalho, deve possuir recursos pertinentes às prováveis soluções de implantação, deve ter habilidades complementares entre si, esse grupo necessita ter competências essenciais e complementares para agregar as ações adequadas, deve ter também uma grande capacidade de ação. Trabalhar por projeto, interagir de forma cooperativa, ser capaz de se comunicar sem radicalizações, ser inclusivo ao invés de ser excludente também faz parte das competências desse time.

Um grupo com essa composição certamente terá a visão necessária para diagnosticar as necessidades prementes à capacidade de saber acomodar ao invés de buscar somente pontos em comum, ou seja, será inclusiva ao invés de excludente, será uma equipe com recursos de todas as espécies para aportar ações de maneira rápida, abrangente e efetiva. Ou seja, é uma equipe que terá a capacidade de criar negócios inteligentes. Por isso o primeiro passo é conectar um grupo que contenha essas características para agir em prol das necessidades da comunidade. De nada adianta colocar a culpa em governo ou em outro tipo de autoridade. Quem sabe o que precisa ser feito e quais os recursos necessários, como e o que fazer, é a própria comunidade.

Neste artigo comentamos o primeiro passo que é a importância de conectar os principais atores nos próximos abordaremos os outros passos. Então mãos à obra e boas escolhas em suas organizações.


*é professor universitário em administração

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