Manaus, 16 de Novembro de 2018
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Vestuário aqueceu comércio em abril

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
23 Mai 2018, 15h47

Crédito:Walter Mendes
Motivado pelo Dia das Mães, o comércio varejista em Manaus registrou boas vendas de abril até a metade do mês de maio, afirmaram representantes do setor. O crescimento acompanhou o aumento de 0,2% das vendas em todo o Brasil, dado registrado pelo Indicador Movimento do Comércio nacional, apurados pela Boa Vista SPC. A expectativa é que o mês de maio tenha um fechamento com um saldo positivo.

Vestuários, calçados e perfumaria foram os setores mais visados pelo consumidor amazonense.
Na análise mensal do indicador, a categoria de "Tecidos, Vestuários e Calçados" obteve um crescimento de 1,3% em abril. Segundo o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ataliba Antônio David Filho, ainda que de forma tímida, o consumidor amazonense foi às compras e investiu principalmente em roupas, calçados e perfumaria, o que estimulou a movimentação do comércio.
"No mês dos Dia da Mães esses setores cresceram bastante. O comércio teve boas vendas, tantos nos shoppings quanto no centro. As pessoas compraram bastante e houve um pequeno crescimento nas vendas, porém ainda de forma tímida. Apesar de toda dificuldade financeira e o baixo poder de compra, o amazonense não deixou de presentear as mães", disse.

Segundo o economista Ailson Rezende, pelo fato dos produtos serem itens essenciais, houve pequeno crescimento nas vendas. Ele destacou que a previsão para o fim de maio é de boa arrecadação nas receitas dos lojistas."As pessoas não podem ficar sem se vestir e sem calçados. A expectativa para o término do maio é uma contabilidade alta devido ao Dia das Mães que estimulou o aquecimento no comércio", ressaltou.

Poucas vendas de TVs

A frustração detectada pelo presidente da ACA residiu na baixa procura por televisores no mês de abril, principalmente devido a proximidade dos jogos da copa. Para ele, a expectativa era que o setor de eletroeletrônico estimulasse as vendas, porém o resultado foi uma procura muito baixa, acompanhando a queda nacional de 1,9%. "As pessoas estão focadas nos produtos de primeira necessidade, por isso a baixa procura. O desemprego ainda é grande e as pessoas ainda estão cautelosas. Esperava-se bastante boas vendas. A expectativa representava muito a retomada do comércio", disse. Segundo dados do indicador, sem ajuste sazonal, a variação acumulada do setor de eletrodoméstico em 12 meses foi de 5,4%.

Rezende destacou, que o desemprego ainda é o fator primordial para as baixas vendas de TVs, ele ressaltou que a cautela do consumidor e o papel do governo em distribuir gratuitamente conversores digitais, contribuíram para a baixa procura. "Com a proximidade do fim do sinal analógico, as famílias de Manaus, do Careiro da Várzea e Iranduba que queriam comprar uma TV boa para a Copa, desistiram de investir. Isso inibiu as compras, porque o consumidor avaliou que poderia ter um bom sinal digital de graça, sem precisar comprar um novo aparelho, transformando a TV antiga com o receptor digital", disse.

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